Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não.

Sou negra? Sim!

Uma coisa que me deixou apreensiva ao abordar a questão é que, apesar de me reconhecer e me identificar como negra, filha de um negro, nunca passei pelas agressões que as mulheres negras passam na sua rotina, porque as pessoas normalmente não me reconhecem como negra – para a maioria, eu sou, no máximo, “exótica”, por causa do meu cabelo. A minha pele clara faz com que, inclusive, alguém sempre venha me “corrigir”: “que isso, você não é negra não, é tão bonita!”; “imagina, você não é negra não, é café com leite, moreninha jambo”; “você não é negra, tem traços finos, um nariz lindo”.

Num primeiro momento, não as culpo – não é fácil desconstruir uma vida aprendendo que ser negro é algo negativo. A professora-doutora Gislene Aparecida dos Santos, da USP, (1) resume bem isso: “Existe um peso sobre a estética negra que foi forjada pelo olhar europeu, que tem influência no imaginário popular. Signos do ‘ser branco’ como remetido ao ser bom, bonito, justo contrapõem-se aos signos do ‘ser negro’, representando o feio, o mau, o pecaminoso.”

Leva tempo para quebrar esse olhar e, mais que isso, precisa de boa vontade. Eu mesma estou sempre me desconstruindo e reconstruindo, tentando ter a humildade de aprender com tudo que eu leio/vejo/ouço. O que eu faço quando ouço essas “correções” é esclarecer que ser negro não é uma ofensa e que eu me sinto muito bem sendo quem eu sou.

Existimos e resistimos!

Existimos e resistimos!

Assunto invisível

Outra questão que me preocupou foi que, estudando a respeito das mulheres negras na mobilidade, não achei quase nada. Nadinha. Mal-mal alguns posts em blogs, mas sempre do tipo “olha que linda essa cacheada pedalando” – bem longe do viés político que eu queria abordar –, ou umas poucas imagens de bancos de imagens pagos, com mulheres negras “embranquecidas” pedalando em ergométricas. Procurando mais, no entanto, achei um texto de Lívia Suarez e Jamile Santana chamado “A invisibilidade da mulher negra na mobilidade”, que começou a elucidar minha pesquisa.

As autoras começam dizendo que, sendo a nossa uma sociedade cruel, racista, sexista e elitista, se o destaque dado à mobilidade das mulheres já é pouco, o da mulher negra é nenhum. Uma mulher branca em cima da bike, segundo elas, é vista como “a bela revolucionária”, enquanto a negra é vista como “hipossuficiente” e está sujeita a ainda mais agressões e preconceitos no trânsito, fora o assédio pela hipersexualização de seus corpos. Junto a isso, está a questão econômica e a ausência de estruturas cicloviárias como impeditivo:

“’A mulher negra periférica hoje está preocupada com outras demandas e tem menos tempo para os deslocamentos.’ Bem, a mulher negra tem mais demandas, sim. Pela construção social do seu papel de gênero e racial, essas são educadas para desempenharem o papel de cuidadoras de núcleo familiar, às vezes conotadas como ‘mulheres guerreiras’, só que para essas guerreiras irem à luta elas precisam se locomover. Com isso, concluímos que sim, as mulheres negras periféricas também se preocupam com a mobilidade, que a maioria das vezes é suprida através do transporte público (pago), que, no final, o dinheiro investido em passagens faz falta no orçamento mensal. Se houvesse uma estrutura  cicloviária, essa mulheres conseguiriam se locomover de forma bem mais ágil e com um custo praticamente zero e aquele dinheiro gasto em transporte poderia ser direcionado para outras demandas tão necessárias quanto a de locomoção.”

Pois é – como pensar em pedalar tendo que preocupar-se com a lida em casa, a ida para o trabalho do outro lado da cidade, as contas que não fecham, o perigo na esquina, os horários sempre apertados e a insegurança de não ter sequer por onde ir de bike? E o problema se estende ainda mais: “Enquanto as mulheres brancas na mobilidade estão preocupadas com a segurança, abusos (o que não deixa de ser uma preocupação das duas categorias) as negras são submetidas a diversos processos de subalternização; a de gênero, a de classe e a étnica. Isto é, está sujeita a vulnerabilidade social extrema. Se a mulher branca vem em um processo de luta por espaços na mobilidade, a mulher negra ainda está lutando por todos os espaços, inclusive pela luta existencial.”

Autoimagem que sabota

Pensando no que eu vejo no meu dia a dia pedalando em Belo Horizonte, realmente há pouquíssimas negras pedalando – mesmo nos grupos de pedal urbano que frequento, lembro de ter visto uma só uma vez. A mesma coisa acontece no mountain bike, onde, apesar das mulheres estarem mais organizadas em diversos grupos, praticamente também não há integrantes negras. Observando as fotos de trilhas e outras ações desses grupos, novamente não vi nenhuma negra. Na publicidade e outras divulgações sobre bicicletas também não há mulheres negras, são todas brancas, magras, jovens e com cabelos lisos.

Fora a questão econômica e de ausência de infraestrutura cicloviária, eu me arriscaria a adicionar a autoimagem distorcida e negativa que somos levadas a contruir de nós mesmas como entrave ao pedal. Digo isso baseado na mesma coisa que falei há pouco: quem mais pedala em BH são mulheres brancas, com boas condições sociais, em áreas mais centrais (relembro que isso é uma observação do meu dia a dia, não conheço estudos sobre isso).

Busca rápida no Google: Onde estamos?

Busca rápida no Google: Onde estamos? (clique para ver maior)

A autoimagem da mulher negra pesa nisso na medida em que, apesar de hoje termos muito mais incentivo para assumirmos nossa beleza e nossas características naturais, durante muito tempo o que nos foi empurrado goela abaixo é que apenas o branco era bonito (2). Eu, que nasci nos anos 80 e fui criança e adolescente nessa época, lembro perfeitamente de ser diariamente chamada de “cabelo de bombril” e de todo o sofrimento com alisamentos para ficar parecida com as coleguinhas brancas, com seus cabelos longos com franjinha, e poder então pertencer ao grupo.

Luara Vieira, no texto “Mulher negra e autoestima: uma negação diária”, explicita bem essa angústia: “Nós mulheres negras, temos que construir nossa autoestima a duras penas, ultrapassando com as forças de nossas ancestrais, o racismo e o machismo. Racismo que nos nega todos os dias a possibilidade de nos sentirmos belas, visto que existe um padrão de beleza hegemônico e que conforma gostos, sentimentos, preferências e tudo mais o que perpassa as relações que estabelecemos coletivamente. E veja só, esse racismo não está só nas questões objetivas da vida, ele está naquilo que nos parece mais subjetivo. Naquilo que não questionamos por tratar-se ‘só’ de sentir e ai juntamos o racismo mais machismo e tornamo-nos um objeto aos olhos racistas, mas um objeto de menor valor, se pensarmos a objetificação da mulher branca, por exemplo, visto que ainda nesse sistema horrendo essa possui o ‘bônus’ da brancura para que consiga transitar melhor e que consiga construir sua autoestima com um pouco mais de facilidade.”

Volto então à questão de quem é a mulher que pedala hoje em Belo Horizonte: como, depois de ter sua autoimagem tão bombardeada por padrões de beleza tão diferentes do seu, uma mulher negra se sente à vontade para estar em um espaço em que todas são brancas, magras e pedalam com suas tranças lisas caindo pelas costas? Eu mesma me vi com essa insegurança quando comecei a pedalar – alta, grande e com meu cabelo afro, eu não me parecia em nada com as mulheres que deslizavam pela cidade e pareciam saídas de um anúncio de revista. Tinha medo que, a qualquer hora, alguém me olhasse com aquela expressão de “você não pode sentar com a gente, ponha-se no seu lugar” – e olha que, como eu disse, eu não tenho o fenótipo esperado de uma mulher negra; imagine então as que reúnem todas as características?

O que fazer, então?

Essa é uma pergunta difícil, mas cuja resposta se aplicaria praticamente a todas as mulheres. Em primeiro, é preciso ter infraestrutura para que todas as mulheres possam pedalar em segurança, ciclovias e espaços que liguem realmente os pontos da cidade, incluindo a periferia e, num mundo ideal, até a região metropolitana, conjugadas com campanhas educativas que mostrem que é possível compartilhar a via. Ainda, é preciso combater esse mito de que pedalar é caro; é para atletas; é “modinha”; é para jovens; é coisa de homem – pedalar é para todos e todas, basta ter a iniciativa.

Depois, mas não menos importante, é preciso que o machismo e o racismo sejam diuturnamente combatidos, denunciados e punidos, para que as mulheres ganhem confiança em realmente ocuparem seus espaços de direito – e isso passa, inclusive, pela educação das crianças e pela conscientização e vigilância constantes de todos.

Fundamental e permanente, no entanto, é reforçar a autoestima das mulheres negras para que elas tenham uma autoimagem positiva e forte, para que elas jamais tenham dúvidas de que elas têm o mesmo direito ao espaço público que todas as mulheres. O prazer de pedalar deve ser para todas – novamente citando Lívia Suarez e Jamile Santana, “precisamos enegrecer a mobilidade, esse espaço também é nosso”.

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(1) SANTOS, G. A. Selvagens, exóticos, demoníacos: ideias e imagens sobre uma gente de cor preta. Estudos Afroasiáticos, Rio de Janeiro, v. 24, n. 2, p. 275-289, 2002.

(2) Sobre a autoimagem da mulher negra, sugiro a quem se interessar dar uma lida nesse estudo sensacional com adolescentes negras que frequentam um salão afro na Baixada Fluminense (Rio de Janeiro):  “O racismo cordial e autoimagem: Um estudo sobre os efeitos na adolescência de jovens negras na Baixada Fluminense/RJ”, de Ana Carolina Areias da Silva Nicolau e Rita Flores Muller.





Reclama, reclama sim

6 07 2016

Lidar com serviços de atendimento ao consumidor de qualquer coisa é algo que realmente não gosto.

Não gosto porque eu sei que, sempre que eu precisar de um desses serviços, vou passar por um longo caminho pensado para me fazer desistir da empreitada. E isso é proposital, não se engane – não adiantam leis, decretos, PROCON, nada. As empresas sempre darão um jeitinho de, malandramente, dificultar o seu contato com eles.

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Slide: Cláudia Ferreira / EBI Arrifes

Eu sempre soube disso, mas nunca consegui engolir. Talvez pela minha postura pessoal com os outros, mas nunca entendi porque quem te presta um serviço prefere enrolar para resolver seu problema ao invés de ir direto ao ponto para que todos terminem o dia mais felizes. Oh, sim, é claro, já temos algumas empresas de vanguarda que até mandam bilhetinhos escritos à mão para o cliente e interagem com ele pelo WhatsApp brincando e comentando séries, mas são a minoria (e elas podem muito bem estar te chamando de “miga” para te enrolar também) – o mais comum ainda é passar raiva.

 

Vou usar três exemplos, meus, que mostram isso. Mas qualquer um pode se reconhecer neles: Leia o resto deste post »





Bem vindo à minha ficção IV: Querida Moyra

15 06 2016

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Junho. 2016, A.D.

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Querida Moyra.

Há quanto tempo não nos vemos? Acredito que há muitos meses… não, anos.

Mas o que são anos ou meses para criaturas como nós? Nada mais que horas para essas pessoas que vemos todos os dias pelas janelas e esquinas, talvez. Mas enfim – sinto sua falta. Sinto falta de nossas longas conversas sobre coisas que só nós nos lembramos e compreendemos. Coisas que só nós temos condições de conversar, por termos uma visão completa do quadro – por já termos visto seu princípio e seu fim.

Onde você está agora? Você ficou aqui tão pouco tempo! A única coisa boa que enxerguei depois que me recuperei de sua rápida e marcante passagem é que senti algo, o que eu chamaria de algo bom. Creio que estava desacostumado com essa sensação, enferrujado todo esse tempo, por isso custo tanto a definir. Foi estranho, mas eu gostei. Enfim. Leia o resto deste post »





Rumo a mais um “Perigoso retrocesso”

30 10 2015

“Tente ver o lado bom das coisas”.

Bom, tem sido difícil, frente a tantos retrocessos e revezes enfrentados por nós, brasileiros, de um ano para cá, dar crédito a essa frase. O rumo que estamos tomando com legisladores como os que temos (em todas as esferas) é incerto, mas certamente perigoso. Mais uma pá de cal em cima de qualquer esperança veio no editorial do jornal Estado de Minas de hoje, dia 30, cujo título é exatamente “Perigoso retrocesso”.

Curto e grosso, o jornal critica o desmonte do Estatuto do Desarmamento e aponta o reflexo disso na nossa vida: os bandidos continuarão armados, o que vai mudar é que VOCÊ, que nunca fez nada, agora pode ser morto por causa de uma briga de trânsito, de uma discussão com um vizinho, por causa de um jogo qualquer, por um troco errado no bar – porque vai ficar mais fácil ter uma arma. Os locais onde se pode entrar armado vão se ampliar e até quem responde a inquéritos policiais e processos judiciais poderá andar armado, vejam bem.

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Todas queremos ser a mãe do comercial

10 10 2015

amamentacaoQuando meu filho nasceu, ele mamou assim que o colocaram nos meus braços, ainda dentro da sala de parto.

Foi um momento inesquecível em que eu senti toda a felicidade e toda a dimensão do que era ser mãe. Horas depois, já limpo e vestido, ele veio para o quarto e mamou de novo, aumentando ainda mais a minha sensação de plenitude. Era como se meu corpo tivesse nascido para aquilo, foi tão natural que em nenhum momento parei para pensar na mecânica da coisa: ela simplesmente acontecia, naturalmente, e  o encaixe era perfeito.

E assim seguiu a experiência, cada dia mais enriquecedora e nos aproximando ainda mais. Ele mamou até os oito meses no peito, exclusivamente, e nenhum de nós nunca teve nenhum problema. Eu tinha muito leite e adorava amamentar. Eventualmente, até guardava o excedente para doar para um banco de leite, o que tornava tudo ainda mais gratificante. Ainda quando voltei a trabalhar, deixava já várias mamadeiras com meu leite para ele.

Minha dedicação em amamentar e a saúde do meu filho eram elogiadas por todo mundo – por isso eu digo: só é mãe de verdade quem amamentou. Leia o resto deste post »





“Você já rebateu um absurdo hoje?”

25 03 2015

Os tempos de crise são um terreno fértil para os discursos de ódio e apelos autoritários. Confrontá-los no dia-a-dia é uma forma de evitar que se tornem, um dia, projetos reais

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Nestes tempos bicudos em que vivemos, republico aqui a crônica de 6 de março do sempre interessante Matheus Pichonelli, para Carta Capital (a postagem original está aqui). Precisamos ficar atentos, porque a vontade de ficar calado para ver se os absurdos que enfrentamos dia a dia somem mais rápido é grande. Mas, como diz o cronista, “nesses tempos de confusões galopantes e buscas por soluções fáceis, não deixem os absurdos ficarem como a última palavra. Ninguém é dono da verdade, mas quando o absurdo se torna verdade é porque alguma coisa saiu errada. Porque a razão se acomodou no gueto dos entendidos e não quer descer do pedestal. Pois desçam”. Leia o resto deste post »





Novos ares are coming

2 03 2015

Há um, digamos, “ditado” que campeia por aí dizendo que “até um pé na bunda te empurra para frente”.

Bom, não estou mais no meu emprego e agora é a minha vez de testar a eficácia dessa frase.

Foto do Google - créditos na própria imagem

Foto do Google – créditos na própria imagem

É uma situação sempre chata, e a princípio desesperadora. A ficha custa a cair – ainda mais para mim, que, em cinco anos de casa, nunca tive nenhum tipo de reclamação sobre o meu trabalho. [Depois vim a saber que o motivo da minha demissão não era mesmo o meu trabalho, mas enfim.]

Mas o fato é que, por mais que pareça cliché, perder um emprego é uma oportunidade de repensar sua vida profissional e até dar uma guinada, caso você não estivesse satisfeito. Com o planejamento certo, é possível até tirar um período sabático para viajar, fazer um curso, investir no seu próprio negócio, trocar de área, tirar um sonho da gaveta. Tudo é possível.

Estou com medo, confesso.

Há mais de dez anos não sei o que é ficar sem trabalhar. Sinto falta da rotina, do ambiente de trabalho, de alguns colegas. Não gosto de me sentir improdutiva, não gosto dessa sensação de finitude, de ameaça aos meus planos futuros por não saber quando terei uma renda fixa de novo. Ainda não consegui colocar no papel todos os meus gastos mensais e nem tirar da caixa as coisas que ocupavam a minha mesa. Eu sou virginiana, por definição workaholic; é inevitável criar um laço afetivo com o trabalho e tratá-lo como parte indispensável da vida.

Mas, citando outro ditado, esse repetido sempre pela minha vó, “o que não tem remédio, remediado está”. Não pretendo voltar para o meu antigo emprego e eles também não pretendem me recontratar. Agora é hora de fazer valer o networking construído ao longo destes cinco anos e buscar novas oportunidades.

Se você por acaso tiver uma, o meu currículo está aqui, meus últimos trabalhos em Assessoria de Comunicação estão aqui, e eu sou uma colega de trabalho muito cooperativa e bem-humorada. Vamos em frente!








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