A arte de habitar

25 09 2017

Eu gosto muito da minha casa. Sempre que estou morando em um lugar, automaticamente passo a enxergá-lo como uma extensão minha, um porto seguro onde me reconheço em todos os cantos e onde tenho o controle (pelo menos ali) do ambiente. Esse controle é bom porque nele você relaxa: na certeza de saber onde está tudo e como tudo funciona, você pode fechar os olhos e se desligar do resto.

Alguém compartilhou o texto abaixo, de Onides Bonaccorsi Queiroz, no Facebook e eu reconheci nele imediatamente todo o bem-estar que sinto quando estou em paz, em casa. Continue lendo »

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Adeus, querida Quebrada

16 03 2017

Tchau, apê…

Mês passado despedi-me do meu velho apartamento no bairro Concórdia, ao qual eu havia carinhosamente apelidado de “Quebrada”. Apesar de hoje morarmos em um bem maior e mais bem localizado, foi uma sensação estranha ver aquela caixa de fósforos tão querida vazia e cheia de sujeira pelos cantos.

Poderia ser só um apego sem sentido se me mudar para aquele pequeno apartamento sem vaga de garagem não tivesse significado uma ruptura com a minha zona de conforto e um passo que me exigiu muita coragem para vencer todos os “e se?” que aparecem quando você não é o tipo que se joga em desafios. Continue lendo »





Pedal na Bahia: uma cicloviagem de 12 dias

16 01 2017

Confira todas as partes:

Viajar de bike é sempre uma festa: as pessoas acenam, te param, perguntam, elogiam, falam “nó!”, “uau!”, “vocês são doidos” toda hora, quem também é ciclista se reconhece e vem trocar ideia, e a curiosidade sobre a bicicleta forma laços momentâneos que tornam tudo muito leve. Sempre fico com a impressão de que plantamos ali uma semente que pode germinar num novo ciclista.

Assim, minha virada de 2016 pra 2017 foi ocupada por uma cicloviagem pelo litoral baiano entre 26/12 e 07/01 que serviu pra passear, exercitar, conhecer as praias por um ponto de vista totalmente novo e, lógico, espantar todas as más energias que aquele ano deixou. Vá de retro! Continue lendo »





Pedal na Bahia: Ilhéus a Itacaré

16 01 2017

Confira todas as partes:

Trajeto e altimetria - via Strava

Trajeto e altimetria – via Strava

Depois de 18 horas de ônibus desembarcamos em Ilhéus, de onde parte a cicloviagem. Como a ideia é só pernoitar lá (na versão dessa viagem com deslocamento de carro, ele fica guardado na cidade e depois pega-se um ônibus de volta para buscá-lo), não fizemos muita coisa, só queríamos mesmo tomar um banho e esticar o corpo, já que chegamos no meio da tarde e o calor estava infernal no trajeto da rodoviária ao hotel. Continue lendo »





Pedal na Bahia: Itacaré a Barra Grande

16 01 2017

Confira todas as partes:

Mapa e altimetria - via Strava

Mapa e altimetria – via Strava

Partindo pela península de Maraú, cerca de 50 quilômetros de um caminho muito tranquilo e com altimetria zero (sério, pode olhar no mapa) separam Itacaré de Barra Grande. O trecho final, cerca de 20 quilômetros, é de estrada de terra e areia fofa, mas quando passamos estava firme, totalmente “pedalável”. A parte de praia é toda muito bonita e toda hora dá aquela vontade de encostar a bike na sombra de um coqueiro e entrar no mar. O dia estava ensolarado e perfeito pra isso, mas os horários da maré não permitiam gracinhas.

Tem travessia de rio carregando a bike? Tem sim sinhô! (Mas são todos rasinhos na maré baixa, preocupa não)

Tem travessia de rio carregando a bike? Tem sim sinhô!
(Mas são todos rasinhos na maré baixa, preocupa não)

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Pedal na Bahia: Barra Grande a Boipeba

16 01 2017

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Mapa e altimetria - via Strava

Mapa e altimetria – via Strava

O primeiro dia de 2017 nos achou pedalando já cedo rumo ao píer de Barra Grande, famoso pela vista do pôr do sol na praia, para cumprirmos a segunda metade da viagem. Esse foi um dia de muitas aventuras, então senta que lá vem textão.

A faixa de areia ainda estava curta, mas deu pra começar a pedalar assim mesmo

A faixa de areia ainda estava curta, mas deu pra começar a pedalar assim mesmo

Atravessamos com a lancha para Barra de Serinhanhém (quase nove quilômetros, é a mais cara), que ainda curtia a ressaca da festa de réveillon. O plano era achar a padaria, tomar o café da manhã e enrolar por lá até a maré chegar no seu ponto mais baixo e podermos pedalar. Acontece que a padaria não abriu e nosso café foram rosquinhas e uma garrafa de suco mesmo. Sem muito mais o que fazer, fomos para a praia e vimos que a areia estava firme o suficiente mesmo com a maré alta, então começamos já o pedal. Esse trecho de praia tem 20 quilômetros e foi legal ver as pessoas começando o ano com disposição e fazendo suas caminhadas já cedo – velhos, crianças, e até uns golfinhos deram as caras no mar. Por outro lado, os carros usam a praia também, então você precisa estar atento ao “trânsito”. Continue lendo »





Pedal na Bahia: Boipeba a Morro de São Paulo

16 01 2017

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Mapa e altimetria - via Strava

Mapa e altimetria – via Strava

Almoço paradisíaco em Pratigi

Almoço paradisíaco em Pratigi

Nosso último dia de pedal teve 26 quilômetros também com altimetria praticamente zero e passou pela linda praia de Pratigi, onde paramos para almoçar. O menu? Moqueca, lógico. Camarão aqui no sudeste é um luxo caro demais para eu deixar de comer barato quando tenho oportunidade, hahaha.

Logo depois do pedal pela praia encaramos outra trilha pelo meio do mato, mas essa é velha conhecida de todos, bem demarcada e frequentada por cavalos, pedestres e quadriciclos. A diferença para a primeira é que ela tem mais areia, então em muitas partes você vai ter que empurrar. Ao fim dessa trilha, você já chega na praia seguinte à 4ª praia, e a partir daí é só seguir a areia, tomando cuidado com os banhistas, que vão aumentando gradativamente até a vila. Continue lendo »








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