Pedal na Bahia: Bônus – embalando a bike no avião

16 01 2017

Confira todas as partes:

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Embarcar uma bicicleta para viajar é um saco. Não importa o quão maravilhosa seja a viagem, a lembrança das horas de embarcar a bike já me desanima. Aqui faço um desabafo: É UM SACO TRANSPORTAR BICICLETAS EM ÔNIBUS, AVIÕES E AFINS, MELDELS. É muita desinformação, má-vontade e má-fé das empresas junto, ninguém merece. Passou da hora delas entenderem que PESSOAS VIAJAM DE BIKE e que muitas vezes ela não é bagagem, mas O MEIO DE TRANSPORTE do passageiro, p*rra. Continue lendo »

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Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não. Continue lendo »





Reclama, reclama sim

6 07 2016

Lidar com serviços de atendimento ao consumidor de qualquer coisa é algo que realmente não gosto.

Não gosto porque eu sei que, sempre que eu precisar de um desses serviços, vou passar por um longo caminho pensado para me fazer desistir da empreitada. E isso é proposital, não se engane – não adiantam leis, decretos, PROCON, nada. As empresas sempre darão um jeitinho de, malandramente, dificultar o seu contato com eles.

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Slide: Cláudia Ferreira / EBI Arrifes

Eu sempre soube disso, mas nunca consegui engolir. Talvez pela minha postura pessoal com os outros, mas nunca entendi porque quem te presta um serviço prefere enrolar para resolver seu problema ao invés de ir direto ao ponto para que todos terminem o dia mais felizes. Oh, sim, é claro, já temos algumas empresas de vanguarda que até mandam bilhetinhos escritos à mão para o cliente e interagem com ele pelo WhatsApp brincando e comentando séries, mas são a minoria (e elas podem muito bem estar te chamando de “miga” para te enrolar também) – o mais comum ainda é passar raiva.

 

Vou usar três exemplos, meus, que mostram isso. Mas qualquer um pode se reconhecer neles: Continue lendo »





Bem vindo à minha ficção IV: Querida Moyra

15 06 2016

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Junho. 2016, A.D.

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Querida Moyra.

Há quanto tempo não nos vemos? Acredito que há muitos meses… não, anos.

Mas o que são anos ou meses para criaturas como nós? Nada mais que horas para essas pessoas que vemos todos os dias pelas janelas e esquinas, talvez. Mas enfim – sinto sua falta. Sinto falta de nossas longas conversas sobre coisas que só nós nos lembramos e compreendemos. Coisas que só nós temos condições de conversar, por termos uma visão completa do quadro – por já termos visto seu princípio e seu fim.

Onde você está agora? Você ficou aqui tão pouco tempo! A única coisa boa que enxerguei depois que me recuperei de sua rápida e marcante passagem é que senti algo, o que eu chamaria de algo bom. Creio que estava desacostumado com essa sensação, enferrujado todo esse tempo, por isso custo tanto a definir. Foi estranho, mas eu gostei. Enfim. Continue lendo »





Rumo a mais um “Perigoso retrocesso”

30 10 2015

“Tente ver o lado bom das coisas”.

Bom, tem sido difícil, frente a tantos retrocessos e revezes enfrentados por nós, brasileiros, de um ano para cá, dar crédito a essa frase. O rumo que estamos tomando com legisladores como os que temos (em todas as esferas) é incerto, mas certamente perigoso. Mais uma pá de cal em cima de qualquer esperança veio no editorial do jornal Estado de Minas de hoje, dia 30, cujo título é exatamente “Perigoso retrocesso”.

Curto e grosso, o jornal critica o desmonte do Estatuto do Desarmamento e aponta o reflexo disso na nossa vida: os bandidos continuarão armados, o que vai mudar é que VOCÊ, que nunca fez nada, agora pode ser morto por causa de uma briga de trânsito, de uma discussão com um vizinho, por causa de um jogo qualquer, por um troco errado no bar – porque vai ficar mais fácil ter uma arma. Os locais onde se pode entrar armado vão se ampliar e até quem responde a inquéritos policiais e processos judiciais poderá andar armado, vejam bem.

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Todas queremos ser a mãe do comercial

10 10 2015

amamentacaoQuando meu filho nasceu, ele mamou assim que o colocaram nos meus braços, ainda dentro da sala de parto.

Foi um momento inesquecível em que eu senti toda a felicidade e toda a dimensão do que era ser mãe. Horas depois, já limpo e vestido, ele veio para o quarto e mamou de novo, aumentando ainda mais a minha sensação de plenitude. Era como se meu corpo tivesse nascido para aquilo, foi tão natural que em nenhum momento parei para pensar na mecânica da coisa: ela simplesmente acontecia, naturalmente, e  o encaixe era perfeito.

E assim seguiu a experiência, cada dia mais enriquecedora e nos aproximando ainda mais. Ele mamou até os oito meses no peito, exclusivamente, e nenhum de nós nunca teve nenhum problema. Eu tinha muito leite e adorava amamentar. Eventualmente, até guardava o excedente para doar para um banco de leite, o que tornava tudo ainda mais gratificante. Ainda quando voltei a trabalhar, deixava já várias mamadeiras com meu leite para ele.

Minha dedicação em amamentar e a saúde do meu filho eram elogiadas por todo mundo – por isso eu digo: só é mãe de verdade quem amamentou. Continue lendo »





“Você já rebateu um absurdo hoje?”

25 03 2015

Os tempos de crise são um terreno fértil para os discursos de ódio e apelos autoritários. Confrontá-los no dia-a-dia é uma forma de evitar que se tornem, um dia, projetos reais

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Nestes tempos bicudos em que vivemos, republico aqui a crônica de 6 de março do sempre interessante Matheus Pichonelli, para Carta Capital (a postagem original está aqui). Precisamos ficar atentos, porque a vontade de ficar calado para ver se os absurdos que enfrentamos dia a dia somem mais rápido é grande. Mas, como diz o cronista, “nesses tempos de confusões galopantes e buscas por soluções fáceis, não deixem os absurdos ficarem como a última palavra. Ninguém é dono da verdade, mas quando o absurdo se torna verdade é porque alguma coisa saiu errada. Porque a razão se acomodou no gueto dos entendidos e não quer descer do pedestal. Pois desçam”. Continue lendo »








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