Jovens bruxas de araque

20 10 2019

Como boa cria dos anos 80/90, me delicio relembrando a cultura pop daquela época. Vivi tudo que pude intensamente: Xou da Xuxa, Os Trapalhões, disquinhos coloridos, Balas Soft, mochila da Company e todo tipo de filme, literatura e música que eu podia absorver via locadora de vídeo, biblioteca pública e MTV.

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Hoje acho essas lembranças em perfis no Instagram e dia desses uma dessas URLs me trouxe o filme Jovens Bruxas (The Craft – EUA, 1996) junto com uma história que naquela época parecia ridícula, mas hoje seria capaz até de transformar aquela turma em celebridade do YouTube.

O filme chegou aqui no Brasil em 1997. Eu estava no 2º ano do ensino médio em uma escola pública de Belo Horizonte com todo tipo de estereótipo possível em suas versões tupiniquins. Tinha os populares que ‘transgrediam’ as normas fumando; tinha as gostosas que bebiam sem ter idade e ‘namoravam’ caras mais velhos que tinham carros; tinha os nerds estranhos com caspa e óculos quebrados (JURO); tinha os otários ultra babacas torcedores de futebol; tinha os CDFs e tinham aqueles que não cabiam em lugar nenhum porque eram muito apagados para terem qualquer rótulo. Nessa faixa aí, quase no time dos CDFs, estava eu. Continue lendo »





Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não. Continue lendo »





Três pequenas cenas do caos urbano ou o “Levante do Por Favor”

12 07 2012

Caro leitor, observe:

Cena 1:

Linha 8205, sentido Nova Granada > Maria Goretti, um dia qualquer da semana, por volta de 20h. O cobrador, sentado em sua cadeira, conversa ao celular enquanto atende displicentemente aos passageiros que passam pela roleta. De repente, um deles, sentado na frente do ônibus, se irrita com alguma coisa que eu não pude ouvir:

Cobrador (tirando o celular do ouvido): – Cê é louco?

Passageiro: – Não sou obrigado a ficar ouvido isso aí que você tá falando!

Cobrador (se levantando): – Cara, você é doido, ah, você vai ver… Continue lendo »








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