You can be anything sim

13 12 2018

Ouça a Kennedy!

Kennedy é uma boneca Barbie da série Made To Move que enfeita minha mesa de trabalho. Sempre sorridente, ela segura uma plaquinha que diz “You can be anything” e ler isso na mãozinha dela me anima dia após dia.

Hoje a plaquinha da Kennedy é quase banal, um discurso meio vazio que dizemos a todo mundo todo dia para fazer as pessoas se sentirem bem. Mas eu, que sou jovem há mais tempo que vocês, lembro bem quando essa frase era uma utopia: bastava ela aparecer para alguém vir estilhaçá-la com um porrete escrito “isso não vai te dar sustento” e/ou “isso é impossível”.

Todas as coisas que eu quis ser na vida foram mortas a porretadas verbais antes que eu tivesse discernimento suficiente para entender porque elas “não valiam a pena”. Cresci meio perdida nesse campo, vendo meus colegas de escola orgulhosamente dizerem que iriam ser dentistas ou advogados, enquanto eu gostava muito de escrever e desenhar (“mas você vai morrer de fome!”) e queria aprender a tocar guitarra (“isso não é coisa de menina!”). Eu não me via em nenhuma dessas carreiras que eram, em teoria, garantia de sucesso. Muitas vezes eu achava que ia ser mais uma perdida na vida mesmo.

Aí eu cresci.

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Novos ares are coming

2 03 2015

Há um, digamos, “ditado” que campeia por aí dizendo que “até um pé na bunda te empurra para frente”.

Bom, não estou mais no meu emprego e agora é a minha vez de testar a eficácia dessa frase.

Foto do Google - créditos na própria imagem

Foto do Google – créditos na própria imagem

É uma situação sempre chata, e a princípio desesperadora. A ficha custa a cair – ainda mais para mim, que, em cinco anos de casa, nunca tive nenhum tipo de reclamação sobre o meu trabalho. [Depois vim a saber que o motivo da minha demissão não era mesmo o meu trabalho, mas enfim.]

Mas o fato é que, por mais que pareça cliché, perder um emprego é uma oportunidade de repensar sua vida profissional e até dar uma guinada, caso você não estivesse satisfeito. Com o planejamento certo, é possível até tirar um período sabático para viajar, fazer um curso, investir no seu próprio negócio, trocar de área, tirar um sonho da gaveta. Tudo é possível.

Estou com medo, confesso.

Há mais de dez anos não sei o que é ficar sem trabalhar. Sinto falta da rotina, do ambiente de trabalho, de alguns colegas. Não gosto de me sentir improdutiva, não gosto dessa sensação de finitude, de ameaça aos meus planos futuros por não saber quando terei uma renda fixa de novo. Ainda não consegui colocar no papel todos os meus gastos mensais e nem tirar da caixa as coisas que ocupavam a minha mesa. Eu sou virginiana, por definição workaholic; é inevitável criar um laço afetivo com o trabalho e tratá-lo como parte indispensável da vida.

Mas, citando outro ditado, esse repetido sempre pela minha vó, “o que não tem remédio, remediado está”. Não pretendo voltar para o meu antigo emprego e eles também não pretendem me recontratar. Agora é hora de fazer valer o networking construído ao longo destes cinco anos e buscar novas oportunidades.

Se você por acaso tiver uma, o meu currículo está aqui, meus últimos trabalhos em Assessoria de Comunicação estão aqui, e eu sou uma colega de trabalho muito cooperativa e bem-humorada. Vamos em frente!





2013 no meu blog: quase repeteco de 2012

10 01 2014

“A Sydney Opera House tem capacidade para 2.700 pessoas. Este blog foi visto cerca de  20.000 vezes em 2013. Se ele fosse um show na Sydney Opera House, seriam necessários mais ou menos 7 apresentações com ingressos esgotados para essa quantidade de gente assistir.”

2013_annual_report

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