You can be anything sim

13 12 2018

Ouça a Kennedy!

Kennedy é uma boneca Barbie da série Made To Move que enfeita minha mesa de trabalho. Sempre sorridente, ela segura uma plaquinha que diz “You can be anything” e ler isso na mãozinha dela me anima dia após dia.

Hoje a plaquinha da Kennedy é quase banal, um discurso meio vazio que dizemos a todo mundo todo dia para fazer as pessoas se sentirem bem. Mas eu, que sou jovem há mais tempo que vocês, lembro bem quando essa frase era uma utopia: bastava ela aparecer para alguém vir estilhaçá-la com um porrete escrito “isso não vai te dar sustento” e/ou “isso é impossível”.

Todas as coisas que eu quis ser na vida foram mortas a porretadas verbais antes que eu tivesse discernimento suficiente para entender porque elas “não valiam a pena”. Cresci meio perdida nesse campo, vendo meus colegas de escola orgulhosamente dizerem que iriam ser dentistas ou advogados, enquanto eu gostava muito de escrever e desenhar (“mas você vai morrer de fome!”) e queria aprender a tocar guitarra (“isso não é coisa de menina!”). Eu não me via em nenhuma dessas carreiras que eram, em teoria, garantia de sucesso. Muitas vezes eu achava que ia ser mais uma perdida na vida mesmo.

Aí eu cresci.

Continue lendo »





Os números de 2012 – o ano do engajamento

31 12 2012

Eu adoro esses relatórios do WordPress no fim do ano.

Esse de 2012 não trouxe muitas surpresas em comparação com 2011, mas fiquei feliz em ver que o big hit esse ano foi o meu post sobre a polêmica da laqueadura para mulheres solteiras. As dúvidas e opiniões nos comentários vieram mostrar que, no Brasil, muito se fala, mas pouco se discute de fato – enquanto isso, as mulheres pagam, e bem caro. E, detesto dizer, mas Continue lendo »








%d blogueiros gostam disto: