E a dúvida ainda ronda por aí – fanpage ou perfil?

8 07 2013

Imagem retirada de: http://www.siteparaempresas.com.br/blog/

Por incrível que pareça, em pleno 2013, milhares de tutoriais e cursos, online ou presenciais, gabaritados ou picaretas, de mídias sociais depois, ainda vejo pipocando na timeline do Facebook os perfis físicos para empresas e serviços ao invés da fanpage, que é o tecnicamente correto. Continue lendo »





Animais, animais!

20 02 2012

Ok, admito que esse é um dos trocadilhos mais infames de que se tem notícia, mas a causa é nobre. Estou falando das recentes conquistas dos protetores de animais Brasil a fora no que tange à leis e protestos contra a crueldade que pipoca dia após dia na mídia: cães arrastados pelos próprios donos, gatos mortos para servirem de ingredientes em rituais de gosto (e eficácia) duvidoso, cavalos e afins atados à carroças até morrerem de exaustão sob o jugo do chicote, pássaros contrabandeados das formas mais incríveis possíveis e onças mortas em safaris clandestinos em fazendas do interior (nunca tive coragem de assistir aos vídeos).

Manifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, em 22 de janeiro (foto: Estadão)

Manifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, em 22 de janeiro (foto: Estadão)

Nos dois últimos exemplos que citei, ainda temos a vantagem da mídia pegar pesado e de haver leis que protegem os animais selvagens e em extinção. Mas Continue lendo »





De engarrafamentos e colaboração no Twitter

30 03 2011

Para escrever sobre isso é necessário um prólogo:

Eu tenho 30 anos de idade e, desde que me lembro, ando de ônibus e pego engarrafamentos. Não faço questão de contabilizar os seis anos em que tive carro, porque não o usava para trabalhar. Uma vez que o trânsito em Belo Horizonte virou um caos e já compete ombro a ombro com o de qualquer metrópole com sérios problemas de mobilidade urbana, eu já saio de casa (para qualquer lugar) contando com o tempo gasto no engarrafamento, que é de mais ou menos 20, 30 minutos, tirando aquele tempo gasto para esperar o ônibus. Não gosto, mas me conformei.

Agora vamos ao texto em si: Continue lendo »





Momento “pagando a língua”: Facebook e Twitter

4 02 2011

Vou fazer um mea culpa (considerando que, como jornalista especializada nisso, eu deveria estar lá desde sempre) e confessar: só entrei no Twitter em 2009 e no Facebook ainda mais tarde, em meados de 2010. E, ainda por cima, entrei contrariada, achando tudo uma grande baboseira, modinha de geek descolado. Bom, como falei ali no título, “paguei língua” bacana, porque hoje uso ambos exaustivamente como lazer e trabalho, inclusive no celular. E digo mais: estou a ponto de deletar meu perfil no Orkut e me dedicar só aos dois.

Antes o Orkut me satisfazia, em matéria de estar “em contato” com os outros: eu via o que cada amigo virtual estava fazendo, postava fotos e recebia comentários, mandava e recebia scraps participava de discussões nas comunidades (a única coisa que ainda faço com frequência) – ou seja, via e era vista. Então veio a pós-graduação e, para melhor compreender os debates em sala de aula, fiz primeiro um perfil no Twitter e depois um no Facebook. O Twitter ficou só no primeiro post por muito tempo, mas, quando me acostumei com a ferramenta não parei mais – mesma coisa com o filhote do Mark Zuckerberg.

O Twitter eu amo por diversas razões: uma delas é que ele é instantâneo,você falou, alguém te responde, ou te replica, ou te espinafra, sempre com um alcance em potencial enorme. Outra é que, usado por empresas da forma certa, ele diminui consideravelmente a distância entre consumidor e prestador de serviço podendo alavancar (ou derrubar) uma reputação, acho isso muito bacana. Uma outra, mais cultural, é que o limite de 140 caracteres estimula a criatividade do povo – taí a Twitteratura que não me deixa mentir. Ainda tem o fato da ferramenta tornar possível agrupar um monte de informações no mesmo lugar: eu mesma praticamente não leio mais jornal impresso, mas leio notícias de uns quatro ou cinco jornais diferentes todo dia pela minha timeline.

Já li textos que diziam que o Twitter vem tendo menos adesões mês a mês e que corre o risco até de cair na “marginalidade” – bem, com a primeira afirmação eu até concordo, mas com a segunda eu não concordo de jeito nenhum. Muito pelo contrário, acho que se a ferramenta continuar a ser aperfeiçoada e se o seu uso, digamos, “profissional” (principalmente), seguir o mesmo rumo, a tendência é se consolidar cada vez mais.

Agora o Facebook, que todo mundo insiste em comparar com o Orkut. De cara, já te digo que a única comparação possível é que ambos têm a alcunha de “rede social” – e só. É impressionante a velocidade com que o Facebook agrega novas ferramentas e novas formas de interagir com as pessoas, aplicativos externos e compartilhar conteúdo, minha característica preferida, aliás. Enquanto isso, o Orkut, apesar de ter sido um dos pioneiros entre as redes sociais e ter feito um enorme sucesso no mundo todo por volta de 2004 e 2005, vem caindo em desuso – especialmente nos países mais desenvolvidos – e, apesar de algumas melhorias feitas pelo Google, é nítido que aos poucos ele está sendo deixado à sua própria sorte. As tentativas de deixar sua interface mais parecida com a do Facebook foram interessantes, mas não cativaram tantos usuários assim.

Cá entre nós, acho que a tendência é mesmo a migração de uma rede para a outra, porque é impossível ficar imune a tantas possibilidades. Assim que criei a conta tive dificuldades para mexer, mas bastou aprender para amar. Caso você seja um clicador curioso (como eu), será necessário muito tempo e paciência para apreender todas as possibilidades do site, mas, se você já sabe bem o que quer fazer na rede, é possível filtrar os aplicativos e escolher seus preferidos. Há algum tempo mesmo eu descobri uma coisa muito interessante: a possibilidade de “ver a amizade” entre duas pessoas – ou seja, você clica e tem acesso a mensagens trocadas pelo mural, comentários em postagens e marcações de fotos envolvendo essas pessoas. Não é uma coisa linda de meu Deus?

E, por falar em aplicativos, se você, além de ter um perfil no Facebook, também tiver instalado no computador o Rockmelt, primeiro navegador criado especificamente para as redes sociais, bem, você tem um problema: colocar junto um site com “n” possibilidades de compartilhamento e interação e um navegador que, ao ser aberto, já te pede o login na rede e tem botões com os quais basta um clique para compartilhar coisas no Twitter ou no Facebook = você corre o risco de não sair mais da frente do computador. Mas o Rockmelt é assunto para um texto futuro.

Certo é que eu também já releguei o Orkut a segundo plano. Por mais que eu tenha me distraído com ele desde 2004, não tem jeito, a criação do geniozinho de Harvard e suas crescentes inovações me conquistam dia após dia.





Três “tuíteres” e uma jornalista

4 10 2010

Eu acho que esse “plural” de Twitter não existe e nem vai existir, mas não achei nenhuma palavra que se encaixasse melhor. Bom, o que existe mesmo é isso de você ser um profissional que trabalha com mais de um perfil no Twitter ao mesmo tempo, se alternando entre as janelas dos navegadores ou dos aplicativos para falar sobre o seu trabalho e, quando dá, da sua vida pessoal.

Eu trabalho assim. Administro o meu próprio perfil, o do local onde trabalho e o de um grupo que não tem nenhuma relação com os anteriores. Resolvi escrever sobre isso porque notei que isso é uma coisa cada vez mais comum e passível das mais diversas situações constrangedoras, justamente porque chega um ponto em que você pode simplesmente misturar as coisas e tuitar um pensamento seu em nome do seu trabalho – que beleza, hein?

Já aconteceu comigo e recentemente aconteceu com o administrador do perfil do Jornal O Tempo: você está ali, envolvido com alguma coisa e resolve compartilhá-la – só que está logado no perfil errado para isso e voilà, um retweet que não tem nada a ver ou algo como “vontade de comer algo mega calórico…” como postado pelo pessoal do @OTEMPOonline (não tirei um print, sorry). Eu acompanho as postagens deles e considero um dos melhores trabalhos em matéria de interação com os internautas. Por isso mesmo, dei umas boas risadas quando li isso, mas entendi perfeitamente o que rolou, ainda mais porque foi a primeira vez.

Eu tento ter o maior cuidado possível com isso, porque sou viciada em Twitter e administro essas três contas – com a minha eu não me preocupo tanto justamente por ser pessoal, mas como as outras duas estão sempre abertas ao mesmo tempo que ela, então tenho que ficar de olho. Aprendi algumas coisas com essa convivência e decidi compartilhar – a primeira, anterior a todas, é sempre deixar um navegador com cada assunto e não misturar os links de um com o outro: se você está com o Firefox aberto com sua conta pessoal, não vá ler uma notícia sobre um show no Internet Explorer com a conta do trabalho, porque se você a retuitar é certo que ela cairá na conta errada (bem, isso é uma observação muito pessoal – se você usa algum aplicativo para tuitar, talvez isso nunca te aconteça). Vejamos:

Minha conta pessoal: Ela fica aberta pelo Echofon o dia todo e, como já disse, sou viciada naquilo – reclamo, compartilho pensamentos, retuito coisas que considero interessantes, divido links com quem me segue, conto o que acontece enquanto estou engarrafada no trânsito, narro coisas que assisto na TV de madrugada. Apesar de considerar ali um espaço para o que eu quiser, eu não posso simplesmente falar o que me vem à telha – além de arranhar a minha imagem eternamente, o Twitter não tem a opção undo [desfazer] para o que você posta. Ou seja, você pode até apagar o que escreveu, mas ele estará guardado em algum lugar e se algum esperto ler e tirar um print da tela, você e seu comentário [infeliz] estarão imortalizados. Outra coisa, essa fácil de ser lida em qualquer do’s and don’ts do Twitter: não reclame do seu trabalho e nem dê nomes às pessoas na timeline. Tá, admito que posso já ter pecado sobre a primeira coisa, mas só de lembrar de todas as pessoas que perderam o emprego por reclamar na web me sobe um arrepio. No Twitter é ainda pior, porque você nunca sabe direito quem te segue, posto que a maior parte de nós (sim, admita!) nunca lê as notificações que eles enviam te dizendo que passou a te seguir – fora a possibilidade do seu chefe ter criado um fake para te vigiar (é mais comum do que você imagina). E outra: é preciso largar mão da mágoa de miguxo ao ver que um amigo que você segue não te segue, ou que você tomou um unfollow de um conhecido – ninguém é obrigado a te seguir no Twitter, mesmo gostando de você na vida real.

A conta do trabalho: Só posto lá as notícias que colocamos no site e, eventualmente, tuito de um evento em que eu possa ficar conectada em algum lugar com o netbook – tudo com linguagem formal e buscando um português impecável. Sigo todos as entidades da mesma natureza que a nossa e a federação, replicando o que eles postam, caso a notícia seja de relevância aqui em Minas. Também seguimos os principais veículos de comunicação, alguns veículos independentes, os perfis dos tribunais superiores e de alguns órgãos do Governo Federal. Outras coisas para as quais utilizo a conta do trabalho é postar lembretes de atividades promovidas pela entidade com os respectivos links para a notícia e dar dicas de atualizações e de como utilizar o site (que está há pouco tempo no ar e ainda causa estranhamento em alguns internautas). Um cuidado importantíssimo com essa conta é sobre os retweets. Nem sempre o que outra entidade afim posta é compatível com o alinhamento político da sua entidade e isso é muito importante no meio sindical. Então, se for retuitar, leia com atenção o que está dentro do link antes e, na dúvida, não replique. Outra coisa: só deixe outras pessoas “dirigirem” a ferramenta se elas souberem realmente utilizar, porque apesar da popularidade, o Twitter ainda é mistério para muita gente, incluindo jornalistas – lembre-se: não existe undo e um erro na conta do trabalho pode ser fatal para seu emprego (cruzes!). Abrindo um parêntesis, uma coisa que reparei sobre o público que alcançamos com o Twitter é que ele é diferente do esperado – esperávamos alcançar seguidores dentre os profissionais aos quais a entidade representa e os órgãos de imprensa, mas, ao invés disso, temos muitos políticos e sindicatos de várias categorias nos seguindo. Em contrapartida, os [poucos]profissionais que nos seguem interagem bastante, o que é bom. Em suma: não é porque a pessoa tem acesso à internet, se interessa pelo que você noticia e acessa seu site que ela vai ter uma conta no Twitter e te seguir.

A conta do grupo alheio às duas anteriores: Eu também administro a conta do Grupo Universitário de Defesa da Diversidade Sexual – Gudds!, que foi um trabalho que comecei a fazer junto à Comissão de Comunicação do ENUDS 7, em 2009. Foi um trabalho muito bem sucedido e muito prazeroso de se fazer, posto que atingimos a maioria dos nossos objetivos com as ferramentas online que utilizamos. Hoje, um ano depois do evento que deu origem à conta, ela leva o nome do grupo organizador e já tem cerca de 250 seguidores espontâneos – ou seja, nós não precisamos segui-los primeiro para que eles nos seguissem, o que eu considero uma vitória e uma prova de que o conteúdo deles tem relevância suficiente para provocar isso. A conta do Gudds! permite uma certa flexibilidade nas postagens e na linguagem que usamos dado o público que temos e ao perfil do grupo, mas sempre é bom lembrar que tudo tem limite e é bom manter o português em dia e tomar cuidado [novamente] com os retweets. Lá eu também posto lembretes de atividades do grupo com os links para o site ou para o local que as estão noticiando. Admito que tenho um problema sentimental com essa conta: eu a amo, mas não consigo dedicar todo o tempo necessário ao bom funcionamento dela. Assim, ela também fica aberta, mas no meio das atividades do dia, confesso que é difícil eu ler tudo que aparece na timeline para selecionar o que replicar, assim como é difícil para eu atualizar as atividades do grupo a contento, posto que não posso comparecer a muitas delas. Isso é péssimo, uma vez que precisamos manter nossos seguidores informados e não podemos deixar o perfil desatualizado. Nesse sentido, fiquei feliz quando alguns membros do Gudds! me pediram a senha do perfil para também postarem atualizações. Essa até era uma sugestão que eu queria ter dado há muito tempo, mas né, estava com ciuminho [admito] de dar a menina dos meus olhos para outra pessoa [risos] – aqui vale a máxima: “quem ama deixa livre” – e o perfil do Gudds!, para ficar cada vez melhor, tem que ser gerido também pelas pessoas que estão a par de tudo que acontece no grupo, em tempo real.

É isso aí – termino aqui tentando me livrar de outro pecado imperdoável na rede dos 140 caracteres: escrever demais. =)





Cat Lovers Day!

29 09 2010

Oh, yes!

Hoje foi o dia escolhido para homenagearmos os bigodes de todo mundo, o #CatLoversDay! Se você não entendeu, entre aqui e leia, está sendo divulgado em várias redes sociais – e pare de me olhar com esse nariz torcido, porque todo mundo já sabe que EU SOU GATEIRA e com muito orgulho! 😉

A vida sem um bichinho de estimação, seja gato ou cachorro, é muito sem-graça… afinal, quem é que te recebe sempre feliz e com saudades depois do trabalho, independente do seu humor? Como contribuição ao Cat Lovers Day, separei umas fotos de gatos que são e foram especiais na minha vida. Foram taaaaantos… brancos, pretos, amarelos, escaminhas, tigrados, cinzas, tartaruguinhas, malhados… lembro-me de todos, apesar de não ter todas as fotos.

Os donos da casa

Hoje são dois os peludos que mandam aqui em casa. Bruce, que chegou primeiro, há uns três anos, e Manteiga, que adotei em agosto – ambos já são estrelas no Flickr! Desde a chegada do Manteiga eu tenho praticado mais os conceitos de posse responsável, que conheci melhor depois que me assumi gateira de carteirinha. Os dois são castrados, vacinados, vermifugados, dormem dentro de casa, a salvo de brigas, atropelamentos, cachorros, maldades e doenças, só comem ração, têm uma caixinha de areia e vão ao veterinário sempre que necessário. O resultado é o melhor possível: dois gatinhos gordos, saudáveis, bem-humorados e brincalhões, que me esperam voltar do trabalho todo dia e estão sempre me seguindo e “conversando”. O bom de se tomar todas as providências quando se tem um animal em casa é que ele pode ser efetivamente um “membro da família”, podendo até conviver numa boa com crianças – meu filho que o diga. =)

Bruce, o meu Chitos, meu xodó. Apareceu aqui em casa machucado e resolvi ficar com ele. Virou um gatão grande e gordo que me espera voltar do trabalho e me segue por todo canto. Já temos nossos "códigos" e, às vezes, basta um "miau" para eu saber o que ele quer ❤

Manteiga acabou de chegar, mas já age como dono. No mesmo dia em que o adotei, ele já expulsou todo mundo da cama - mas era só fachada, porque nunca vi gato tão carinhoso! A única coisa que eu ainda não aprendi a lidar é mania dele de miar até me convencer a dormir e depois miar até me acordar (às 6h da manhã!)

Boas lembranças e saudades

Foram dezenas, quiçá centenas de gatos que já passaram pela minha vida. Muitos sumiram, foram envenenados ou roubados – daí a importância da posse responsável e dos cuidados com eles – se naquela época eu já soubesse de tudo que sei hoje sobre ter e manter um gato, as coisas teriam sido diferentes e eu teria vários “velhinhos” aqui esquentando meus pés. Eu convivo com gatos desde criança – aliás, desde antes de nascer! Minha avó já tinha gatos, minha mãe herdou dela o gosto por eles e quando ela se casou tinha um amarelo que morava lá em casa (meu pai nunca gostou, mas ele não maltrata e até alimenta se precisar). Ela conta que ele gostava de ficar no colo dela enquanto ela costurava. Quando nós nascemos ele ainda estava lá e, segundo o “álbum de família”, ele ficava escondido esperando quando eu ou minhas irmãs passássemos engatinhando ou ensaiando os primeiros passos para ele pular em cima nos dando um grande susto – rs!

Isso tudo foi moldando o meu amor pelos bichos, inclusive cachorros – e para quem ainda tem aquele pensamento maniqueísta de que quem gosta de um não pode gostar do outro, eu gosto de cães, só prefiro não ter em casa hoje em dia. Quando eu era criança, queria ser veterinária. Mesmo ficando de coração partido quando via os gatinhos sofrendo, eu fazia de tudo para tentar resolver os problemas deles. Eu sempre levava todos que achava na rua para casa e contava com a minha avó para ficar com eles – até “amansadora” de gatos eu fui! As cicatrizes que tenho nas mãos até hoje provam que eu era corajosa: não tinha gato bravo que eu não encarasse. Onde quer que ele aparecesse, lá estava eu subindo em algum lugar para tentar alcançá-lo, dar comida e ver se não estava machucado. Com o tempo eu desisti da profissão, mas não dos gatos – nós crescemos e eles sempre juntos, indo em cada mudança, muitos ou poucos, adultos ou filhotes. Tenho lembranças boas de todos… separei umas fotos de alguns que marcaram:

Theodoro foi o gato mais lindo e mais manso que já vimos. Até quem não gostava de gatos era conquistado por ele e sua mania de rolar para as visitas. Era tão mansinho que foi roubado.

Essa era a Tuata. A encontrei no meio da rua a noite, tão fraca que nem conseguia andar. Era tão pequena que só percebi que era um gato porque pessoas faziam sinal na rua para que os carros não a atropelassem - quando diminuí a velocidade e percebi o que era, pedi para me darem a gatinha, que era uma fofa com um olho verde e outro azul. Um xodó, mas morreu duas semanas depois sem sabermos porque.

Padreco. O nome original era Amaro, devido ao livro do Eça de Queiroz. Gordo e dorminhoco, simplesmente desapareceu daqui de casa.

A Catita - ou Cacá - viveu conosco 17 anos e era a prova viva de que não tem essa de que gato gosta é da casa: em três mudanças, ela sempre veio conosco. Era mais gente do que gato e morreu de velhice.

Capitu, a princesa. Linda e aristocrática, tivemos que optar pela eutanásia devido a um câncer de pele que se espalhou depressa demais.

Esse era o Simba, um gatão enooorme e macio, que nasceu aqui mesmo. Infelizmente o coitadinho foi envenenado por um vizinho maldoso.

Esses gêmeos foram colocados na nossa porta uma noite e ganharam os nomes de Ding e Dong. Faziam tudo juntos e foram doados também juntos, não lembro mais para quem. Vamos considerá-los representantes das dezenas de gatos preto-e-brancos que já passaram por aqui. =)





De graça? Então não quero.

22 09 2010

Não, este post não é sobre nada do que você está pensando. Ou melhor, é sim, mas só que do avesso. Assim, é sobre uma entidade carente que não quis ganhar um site novinho em folha, lindo de morrer, moderno e em integração com as redes sociais, fácil de mexer e de graça. Gratuito, for free, DE-GRÁ-TIS. Ainda por cima, o tal site seria feito por quatro profissionais da Comunicação, sendo três jornalistas e um designer, com direito a pós-graduação em Produção em Mídias Digitais em três dessas pessoas.

Estranho? Sim, mas é verdade. Foi uma dessas madrugadas em que eu estava navegando por sites de adoção de animais, especialmente gatos, que eu adoro. Eu então lembrei de uma entidade aqui de Belo Horizonte (cujo nome não vou citar, porque sou moça fina e bem educada) que eu ajudava quando era adolescente, mas há muito tempo não tinha notícias. Eles acolhiam, tratavam e doavam cães e gatos, além de prover atendimento veterinário a preços camaradas. Fui atrás do site para pegar os dados da conta no banco para fazer uma doação ou então comprar alguma coisa da lojinha, mas… cadê o site?

Tá, ele existe e a entidade também existe ainda, mas eu não chamaria aquilo de site: home confusa, cheia de gifs poluindo o visual, sem identidade, uma fonte diferente em cada link e pior: links quebrados aos montes, o que tornou impossível para mim achar as formas de doar ou a lojinha. Cliquei em vários lugares e a mesma mensagem de erro sempre aparecendo, inclusive no formulário (que formulário?) de contato. Fiquei chateada, sério – uma entidade séria daquelas, que sempre precisava de ajuda, sem presença na internet? Como assim eles não tinham um site que prestasse em pleno 2010 de Twitter e Facebook bombando no meio das ONGs?

Pensei então que minha doação para eles poderia ser um site novo, que traria mais visibilidade ao trabalho deles e, daí, mais voluntários, adotantes e doadores. Mais que isso, eu poderia, além de manter o site, cuidar da presença deles na web, quem sabe, (sendo muito pretensiosa) fazer um trabalho nos moldes do que o pessoal do Adote Um Gatinho, de São Paulo, faz: site, blog, perfis no Orkut (mais de 38 mil membros), Facebook (quase 15 mil pessoas), Twitter (cerca de 3 mil seguidores) e interação total com os internautas. Já enxergando o resultado, enviei e-mails aos colegas da graduação e da pós com a idéia e convidando quem mais quisesse participar, já que eu sozinha não saberia construir tudo – protamente atenderam os amigos Carlos Conti, Grazielle Santos e Cynthia Aguiar, já cheios de idéias.

Manteiga

"Como assim não quiseram um site novo? Tô passado."

Empolgados, discutimos algumas coisas que já poderiam ser feitas e tratei de entrar em contato com a entidade: liguei e, como o diretor não podia me atender, peguei o e-mail deles e escrevi, tratando de deixar claro como um site novo poderia ajudá-los, que a nossa iniciativa era sem custo para eles e que, se eles quisessem, teriam total autonomia para manter a ferramenta, já que o objetivo era construir algo acessível e independente. Mandei o e-mail felicíssima, mas… nada. Uma semana e nada. Duas semanas e nada. Três semanas e nada também.

Pensei que eu pudesse estar com o e-mail errado, então liguei novamente para a entidade, confirmei o e-mail, expliquei o que queria e reenviei. Nada de novo. Esperei mais e nada. Fui ao Orkut e deixei uma postagem na comunidade deles, mas nada também. Em mais uma tentativa, deixei um scrap para a dona da comunidade, mas nada também. A essa altura, todo mundo perguntando quando colocaríamos a coisa em prática, fiquei com cara de tacho e comuniquei ao pessoal que, infelizmente, ficaria para uma próxima, pois acho que eles não têm interesse em ganhar o site.

Cá entre nós, fiquei com raiva e bastante chateada. Ok que a entidade não era obrigada a aceitar nossa oferta, mas eles poderiam ao menos ter respondido aos e-mails, nos dado uma satisfação. Pessoalmente falando, eu sou muito “chatinha” com isso: se eu envio uma mensagem com uma pergunta, eu quero receber a resposta – e nós não a recebemos. Profissionalmente falando, eu acho que a entidade perdeu uma grande chance em uma onda (digamos assim) que está cada vez maior e não vai voltar, que é a presença das empresas e ONGs na internet. Diz aí: qual foi a última vez em que você folheou uma lista telefônica? Então. Se eles estivessem na internet, poderiam ter a atenção que os mineiros amantes de animais gostariam de dispensar a quem promove o bem-estar dos bichinhos – e olha que esse público cresce cada vez mais, viu? Eu mesma me incluo aí.

Para se ter uma idéia do que uma boa presença na internet pode fazer ao trabalho de uma ONG, veja o caso do já citado Adote Um Gatinho. Por meio de uma boa gestão das ferramentas online, as fundadoras da entidade conseguiram ganhar visibilidade, mais voluntários, doações, seguidores no Twitter e no Facebook e, o melhor, lares para cerca de 3 mil gatos resgatados. Isso fora as rifas, parcerias, postagens no blog, informações sobre saúde animal, posse responsável… ufa! Como eles, existem outras ONGs (a Adote Um Gato – Campinas e o Clube dos Vira-Latas também têm histórias de sucesso) que estão fazendo um trabalho tão bom quanto e ganhando seu espaço, garantindo sua sobrevivência e a continuidade de seu trabalho.

Bom, a entidade cujo nome não vou dizer não quis nosso oferecimento. Eu ainda estou meio chateada com a atitude deles e espero de coração (nossa, que expressão brega) que o silêncio deles seja uma falha nos e-mails, esquecimento,  ou, melhor, que tenham ficado ricos e não precisem mais de doações. Se não for nada disso, vou tentar relevar o caso em nome dos cães e gatos abrigados lá e manter a idéia de ajudar, mas de outra forma.








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