Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não. Continue lendo »





“Você já rebateu um absurdo hoje?”

25 03 2015

Os tempos de crise são um terreno fértil para os discursos de ódio e apelos autoritários. Confrontá-los no dia-a-dia é uma forma de evitar que se tornem, um dia, projetos reais

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Mas não deveria ser. (Imagem: internet)

Nestes tempos bicudos em que vivemos, republico aqui a crônica de 6 de março do sempre interessante Matheus Pichonelli, para Carta Capital (a postagem original está aqui). Precisamos ficar atentos, porque a vontade de ficar calado para ver se os absurdos que enfrentamos dia a dia somem mais rápido é grande. Mas, como diz o cronista, “nesses tempos de confusões galopantes e buscas por soluções fáceis, não deixem os absurdos ficarem como a última palavra. Ninguém é dono da verdade, mas quando o absurdo se torna verdade é porque alguma coisa saiu errada. Porque a razão se acomodou no gueto dos entendidos e não quer descer do pedestal. Pois desçam”. Continue lendo »








%d blogueiros gostam disto: