Cuidado para não matar um sonho

30 12 2013

Estava lendo (de novo) esse texto no blog AnsiaMente, da Carmen Guerreiro (sugiro que você o leia até antes do meu), e lembrei que, quando eu era criança, quis ser desenhista – mas então vieram e mataram meu sonho.

Com a virada do ano aí na porta, época em que muita gente faz promessas e deseja retomar um desejo antigo, ou dar o primeiro passo para um caminho novo, é importante a gente lembrar de não matar os sonhos dos outros.

Com seis anos, em 1987: não é a BatGirl, mas era outra versão da minha mãe

Com seis anos, em 1987: não é a BatGirl, mas era outra versão da minha mãe

Vou me usar como exemplo. Eu nasci sabendo desenhar. É sério. Com seis anos, no jardim de infância, eu já ganhava elogios pelos meus desenhos – lembro de uma vez em que pediram para desenharmos nossa mãe e eu desenhei a minha vestida de BatGirl, com o uniforme completo (só errei o lado para o qual o joelho dobra, mas ok, em compensação as duas mãos tinham cinco dedos). Continuei assim, fui juntando lápis de cor, tintas, referências, elogios e estrelinhas das professoras e amigos da escola. Pedia para a minha mãe trazer do trabalho aquelas folhas enormes de formulário contínuo e adorava aqueles cartazes de propaganda eleitoral, porque eram enormes e o verso era uma ótima tela. Continue lendo »





Eu, jornalista sem diploma – o dia seguinte

19 06 2009

Juro que esta será minha última lamúria sobre a queda da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo. Não porque esteja menos chocada, ultrajada (como bem mostrei no blog da Lívia Dutra) ou desamparada, mas sim porque não tenho lá tantos argumentos além dos passionais e econômicos – e porque agora é hora de traçar novas estratégias para tentar voltar para a minha área, a Comunicação.

Pois é, confesso que estou trabalhando fora da área. Não direi onde nem no quê, pois ainda me custa muito admitir isso e me acostumar com a nova situação, totalmente diferente dos meus últimos quatro anos . Enfim. Fato é que, depois da decisão do STF, senti que voltei à estaca zero, como se estivesse recém-saída do ensino médio. Em branco.

Depois do desespero, da vergonha e da perplexidade de ontem, comecei a pensar no que poderia fazer para amenizar as coisas e não acabar no limbo das eternas viúvas. Primeiro, vou terminar a pós-graduação, não posso ficar sem (mais) esse diferencial. Depois, penso em fazer um novo curso superior: quem sabe Letras ou Secretariado, minhas primeiras opções fora da área de Biológicas (eu já quis ser veterinária e biológa, esqueceu?). Ou mesmo Administração ou, em última hipótese, Direito.

Mas, mesmo com todas essas possibilidades, sabe qual é o grande problema, maior que o valor de um novo curso superior, maior que o tempo que isso me tomaria? O problema é que eu gosto de ser jornalista. Nos quatro anos que passei na faculdade aprendi a gostar de usar meu texto para prestação de serviço, aprendi a gostar de teorias e de aplicar técnicas a favor disso. Assim, não consigo me ver engenheira ou advogada, consigo, no máximo, me ver em outro curso da área de Comunicação.

Virar Relações Públicas? Não sei, nunca me atraiu muito o lado de gestão da Comunicação. Pensei em Publicidade ou Design; mas eles também não têm regulamentação, conselho, nem nada! No entanto, todas estas profissões têm uma vantagem: o STF e os lobbys das grandes empresas de comunicação não implicam com RP’s, publicitários nem designers… mas isso é assunto para um outro post, num outro dia.








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