A arte de habitar

25 09 2017

Eu gosto muito da minha casa. Sempre que estou morando em um lugar, automaticamente passo a enxergá-lo como uma extensão minha, um porto seguro onde me reconheço em todos os cantos e onde tenho o controle (pelo menos ali) do ambiente. Esse controle é bom porque nele você relaxa: na certeza de saber onde está tudo e como tudo funciona, você pode fechar os olhos e se desligar do resto.

Alguém compartilhou o texto abaixo, de Onides Bonaccorsi Queiroz, no Facebook e eu reconheci nele imediatamente todo o bem-estar que sinto quando estou em paz, em casa. Continue lendo »

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Um exercício sobre “cantadas” para os meus amigos homens

16 09 2013
Calma! Eu vim em paz!

Calma! Eu vim em paz!

Exatamente uma semana atrás, em 9 de setembro, foi publicado o resultado da pesquisa “Chega de Fiu-Fiu”, feita pela jornalista Karin Hueck (tem matéria dela na Época também sobre isso, é um bom resumo dos resultados e contextualiza a coisa toda, vai lá ler) em agosto, por meio do site Think Olga. 7.762 mulheres (eu, entre elas) responderam às perguntas e outras tantas deixaram seus depoimentos (eu, entre elas, de novo) na área reservada para isso no site e o resultado é o que nós, mulheres, já sabíamos: 99,6% já foram assediadas em locais públicos e 83% não achou graça nenhuma e nem viu elogio nisso.

Foi um auê na internet: mulheres endossando o resultado e contando suas amargas experiências (quem não as tem?) e homens desdenhando e dizendo que isso é “exagero”, que a cantada deles não é assim, que “não se pode nem mais ser romântico e galanteador” e – o de sempre – que “a mulher bota uma sainha/blusinha/vestidinho e depois ainda não quer ouvir”. E a coisa é muito mais séria do que parece: simplesmente por fazer a pesquisa, Karen recebeu mensagens de ódio e ameaças até de agressão de homens que a acusavam de “mal comida” ou “fresca”. Uma vergonha.

Acompanhe meu raciocínio, colega homem.

Acompanhe meu raciocínio, colega homem.

Eu poderia falar horas sobre isso e citar um tanto de dados e textos, mas meu objetivo hoje não é esse. Quero me dirigir aos homens. Mas fique sossegado, caro leitor homem, não vim passar sabão em ninguém – de polêmica sobre isso, já bastou a semana passada no Facebook. Eu vim em missão de paz: o que eu quero é simplesmente propor um exercício, uma reflexão, do qual quero que você se lembre ao longo desse texto. Continue lendo »








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