Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não. Continue lendo »





Bem vindo à minha ficção III: a moça vazia

23 07 2013

Como já falei aqui outras vezes, às vezes me arrisco no campo da ficção pura e simples.

Eis algo do tipo, com um tema sobre o qual gosto de inventar (ou não) minhas histórias: o amor que acaba um dia e deixa um rastro de dor, despeito, vertigem e falta de ar atrás. Não me olhe assim, acontece com todo mundo e com você também – se já não aconteceu, um dia vai, acredite. Aproveite a leitura para estar preparado.

Esses dias sem ele

"Corações acidentais de primavera", do blog Diário Irregular, de Ângela Correia

“Corações acidentais de primavera”, do blog Diário Irregular, de Ângela Correia

Aquela minha bela amiga com cabelos esvoaçantes acabou de postar na internet uma foto dela junto com o namorado, na praia, tendo como legenda uma declaraçãozinha de amor – feita por ele, frise-se. Continue lendo »





8 de março: eu quero é paz para ser mulher

9 03 2013

Todo ano eu fico tensa no Dia Internacional da Mulher. Na verdade, constrangida. Sei que as intenções da grande maioria das pessoas que dão bombons, balas, flores e cartões é boa, é para valorizar, mas a gente que é mulher sabe que isso não resolve o problema, que é muito maior, que não sara com um chocolate (quem dera!).

Quis escrever algo a respeito. O texto acabou saindo só tarde da noite, porque, confesso, fiquei com medo de deixar chateados aqueles que me abraçaram no 8 de março. Mas entendam, amigos, não é pessoal, de forma nenhuma. Conheço vocês e sei que a ideia era agradar. Sei que muitos de vocês não tem a mesma visão que eu sobre Dia da Mulher, sobre ser mulher, etc., devido a uma série de contextos e coisas em que somos diferentes. Continue lendo »








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