O primeiro ano do resto da minha vida

1 01 2020

Dia 30 de dezembro entreguei o apartamento onde morei nos últimos anos e encerrei um amplo ciclo de aprendizado na minha vida. A última angústia que me consumia em 2019 foi embora com um “Nada consta de condomínio” assinado em duas vias.

Anastasia Pinterest

(Foto: Pinterest / Anastasia)

Saí da imobiliária como se tivesse acabado de dar à luz: zonza e cansada, mas imersa em paz e alívio. Foram quase três anos de perrengue, cujas causas e culpas não vêm mais ao caso.

Com certeza eu aprendi muito e cresci mais ainda. Mas foi esse tempo todo levando ao pé da letra a frase “se der medo, vai com medo mesmo”, sendo que a palavra medo podia ser substituída também por tristeza, cansaço, indignação, preguiça, falta de tempo e por aí vai. Eu não podia dizer “não” para nada, porque se eu me negasse a fazer, não tinha quem fizesse – e ficar sem fazer não podia, porque eu também seria vítima da “rebeldia”. Continue lendo »





8 de março: eu quero é paz para ser mulher

9 03 2013

Todo ano eu fico tensa no Dia Internacional da Mulher. Na verdade, constrangida. Sei que as intenções da grande maioria das pessoas que dão bombons, balas, flores e cartões é boa, é para valorizar, mas a gente que é mulher sabe que isso não resolve o problema, que é muito maior, que não sara com um chocolate (quem dera!).

Quis escrever algo a respeito. O texto acabou saindo só tarde da noite, porque, confesso, fiquei com medo de deixar chateados aqueles que me abraçaram no 8 de março. Mas entendam, amigos, não é pessoal, de forma nenhuma. Conheço vocês e sei que a ideia era agradar. Sei que muitos de vocês não tem a mesma visão que eu sobre Dia da Mulher, sobre ser mulher, etc., devido a uma série de contextos e coisas em que somos diferentes. Continue lendo »








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