Prazer, eu sou o cabelo real da Janaina – Parte 2

30 01 2014

Pois bem.

E eu continuo aqui, com cabelo crespo e curto, observando as mudanças no meu dia a dia e na forma como as pessoas me percebem agora – e sobre isso que eu quero falar nessa segunda parte do texto, depois de falar das questões mais técnicas, mais objetivas na primeira. O que não muda, de qualquer forma, é que eu continuo AMANDO ter cortado o cabelo e tê-lo assumido crespo. 🙂

Mas, como eu tinha adiantado naquele post, uma das coisas mais interessantes é a reação das pessoas ao meu visual novo. Muita, muita, muita gente mesmo achou lindo e veio me dizer que foi uma decisão excelente, que até combinou mais comigo, que me deixou mais jovem, mais alegre, destacou meu rosto, etc. Algumas dessas pessoas já me sugeriam usar o cabelo natural há muito tempo, mas né, como eu disse, antes o “contexto” não me era favorável. Continue lendo »





“Se a violência masculina é a maior ameaça às mulheres, como criar um filho gentil?”

14 10 2013

“(…)talvez os homens são a pior coisa que já aconteceu para as mulheres, mas nós não nascemos assim. Nós aprendemos isso. Mesmo bem intencionados, jovens responsáveis são capazes de tomar decisões terríveis se são encorajados, preparados, ensinados a fazer o contrário.”

Hoje a tarde, clicando por aí, cheguei a esse texto publicado na Revista Fórum, de autoria de Christopher Zumski Finke e tradução de Isadora Otoni. Ele é tão bom  e interessante que resolvi reproduzi-lo aqui, na esperança de que isso faça com que mais pessoas ainda o leiam.

Como muita gente sabe, sou mãe de um menino e vivo preocupada em criá-lo para ser um homem bem diferente das criaturas que abundam por aí (e com muitas das quais já tive o desprazer de topar – aliás, todas nós já tivemos) e ajudam a transformar a vida das mulheres em algo ainda mais difícil do que já é. Como já abordei em um texto meu aqui, não é tarefa fácil – para cada pequena vitória sua, tem um exército visando o seu fracasso.

Fiquei muito feliz em ver um pai se preocupando com essa questão, normalmente um ônus exclusivo da mãe. Assim, recomendo a você que leia todo o texto de Christopher e pense bem nele, mesmo que você seja pai/mãe de uma menina. Sempre comento com minhas amigas que nossa responsabilidade enquanto mães de meninos é ENORME, pois os homens do futuro são os meninos que ensinamos agora. Se você reclama do seu marido/namorado/companheiro/pai que não ajuda em nada e ainda por cima é um grosso, comece agora a prestar atenção no que anda passando para o seu filho em casa. Continue lendo »





Um exercício sobre “cantadas” para os meus amigos homens

16 09 2013
Calma! Eu vim em paz!

Calma! Eu vim em paz!

Exatamente uma semana atrás, em 9 de setembro, foi publicado o resultado da pesquisa “Chega de Fiu-Fiu”, feita pela jornalista Karin Hueck (tem matéria dela na Época também sobre isso, é um bom resumo dos resultados e contextualiza a coisa toda, vai lá ler) em agosto, por meio do site Think Olga. 7.762 mulheres (eu, entre elas) responderam às perguntas e outras tantas deixaram seus depoimentos (eu, entre elas, de novo) na área reservada para isso no site e o resultado é o que nós, mulheres, já sabíamos: 99,6% já foram assediadas em locais públicos e 83% não achou graça nenhuma e nem viu elogio nisso.

Foi um auê na internet: mulheres endossando o resultado e contando suas amargas experiências (quem não as tem?) e homens desdenhando e dizendo que isso é “exagero”, que a cantada deles não é assim, que “não se pode nem mais ser romântico e galanteador” e – o de sempre – que “a mulher bota uma sainha/blusinha/vestidinho e depois ainda não quer ouvir”. E a coisa é muito mais séria do que parece: simplesmente por fazer a pesquisa, Karen recebeu mensagens de ódio e ameaças até de agressão de homens que a acusavam de “mal comida” ou “fresca”. Uma vergonha.

Acompanhe meu raciocínio, colega homem.

Acompanhe meu raciocínio, colega homem.

Eu poderia falar horas sobre isso e citar um tanto de dados e textos, mas meu objetivo hoje não é esse. Quero me dirigir aos homens. Mas fique sossegado, caro leitor homem, não vim passar sabão em ninguém – de polêmica sobre isso, já bastou a semana passada no Facebook. Eu vim em missão de paz: o que eu quero é simplesmente propor um exercício, uma reflexão, do qual quero que você se lembre ao longo desse texto. Continue lendo »








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