Pedal na Bahia: Ilhéus a Itacaré

16 01 2017

Confira todas as partes:

Trajeto e altimetria - via Strava

Trajeto e altimetria – via Strava

Depois de 18 horas de ônibus desembarcamos em Ilhéus, de onde parte a cicloviagem. Como a ideia é só pernoitar lá (na versão dessa viagem com deslocamento de carro, ele fica guardado na cidade e depois pega-se um ônibus de volta para buscá-lo), não fizemos muita coisa, só queríamos mesmo tomar um banho e esticar o corpo, já que chegamos no meio da tarde e o calor estava infernal no trajeto da rodoviária ao hotel. Continue lendo »

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Bem vindo à minha ficção IV: Querida Moyra

15 06 2016

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Junho. 2016, A.D.

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Querida Moyra.

Há quanto tempo não nos vemos? Acredito que há muitos meses… não, anos.

Mas o que são anos ou meses para criaturas como nós? Nada mais que horas para essas pessoas que vemos todos os dias pelas janelas e esquinas, talvez. Mas enfim – sinto sua falta. Sinto falta de nossas longas conversas sobre coisas que só nós nos lembramos e compreendemos. Coisas que só nós temos condições de conversar, por termos uma visão completa do quadro – por já termos visto seu princípio e seu fim.

Onde você está agora? Você ficou aqui tão pouco tempo! A única coisa boa que enxerguei depois que me recuperei de sua rápida e marcante passagem é que senti algo, o que eu chamaria de algo bom. Creio que estava desacostumado com essa sensação, enferrujado todo esse tempo, por isso custo tanto a definir. Foi estranho, mas eu gostei. Enfim. Continue lendo »





Uma história de Londres: o polonês defensor dos animais

27 02 2012

Semana passada escrevi sobre as iniciativas para promover o respeito e a proteção aos animais, daí me lembrei dessa história, que aconteceu quando eu andava pela Strand Street, em Londres.

Ano passado, nas minhas férias, fui passar uns dias em Paris e Londres. Nas duas cidades, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a total ausência de animais soltos nas ruas. Mesmo com seus donos, vi pouquíssimos – a não ser com os mendigos de Paris, que sempre tinham um cachorro, gato ou coelho(!) consigo em seus tapetes nas ruas – mas isso eu conto depois.

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Aliás, ÚNICO gato que vi em Londres, morador da Greenwich University. Muito falante, ele tinha na coleira uma plaquinha: “Não me alimente. Se me encontrar, ligue para (telefone)”

Achei curioso, mas essa ausência era uma coisa que eu já esperava, posto que os europeus têm uma visão muito diferente da nossa quanto a animais de estimação. Lá, “estimação” tem o sentido literal da palavra – os bichos são tratados como membros da família, no que tange a cuidados e responsabilidades dos donos. São mais respeitados do que aqui, e quem não cuida bem deles recebe a devida “puxada de orelha” das autoridades. Continue lendo »





Animais, animais!

20 02 2012

Ok, admito que esse é um dos trocadilhos mais infames de que se tem notícia, mas a causa é nobre. Estou falando das recentes conquistas dos protetores de animais Brasil a fora no que tange à leis e protestos contra a crueldade que pipoca dia após dia na mídia: cães arrastados pelos próprios donos, gatos mortos para servirem de ingredientes em rituais de gosto (e eficácia) duvidoso, cavalos e afins atados à carroças até morrerem de exaustão sob o jugo do chicote, pássaros contrabandeados das formas mais incríveis possíveis e onças mortas em safaris clandestinos em fazendas do interior (nunca tive coragem de assistir aos vídeos).

Manifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, em 22 de janeiro (foto: Estadão)

Manifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, em 22 de janeiro (foto: Estadão)

Nos dois últimos exemplos que citei, ainda temos a vantagem da mídia pegar pesado e de haver leis que protegem os animais selvagens e em extinção. Mas Continue lendo »





Cat Lovers Day!

29 09 2010

Oh, yes!

Hoje foi o dia escolhido para homenagearmos os bigodes de todo mundo, o #CatLoversDay! Se você não entendeu, entre aqui e leia, está sendo divulgado em várias redes sociais – e pare de me olhar com esse nariz torcido, porque todo mundo já sabe que EU SOU GATEIRA e com muito orgulho! 😉

A vida sem um bichinho de estimação, seja gato ou cachorro, é muito sem-graça… afinal, quem é que te recebe sempre feliz e com saudades depois do trabalho, independente do seu humor? Como contribuição ao Cat Lovers Day, separei umas fotos de gatos que são e foram especiais na minha vida. Foram taaaaantos… brancos, pretos, amarelos, escaminhas, tigrados, cinzas, tartaruguinhas, malhados… lembro-me de todos, apesar de não ter todas as fotos.

Os donos da casa

Hoje são dois os peludos que mandam aqui em casa. Bruce, que chegou primeiro, há uns três anos, e Manteiga, que adotei em agosto – ambos já são estrelas no Flickr! Desde a chegada do Manteiga eu tenho praticado mais os conceitos de posse responsável, que conheci melhor depois que me assumi gateira de carteirinha. Os dois são castrados, vacinados, vermifugados, dormem dentro de casa, a salvo de brigas, atropelamentos, cachorros, maldades e doenças, só comem ração, têm uma caixinha de areia e vão ao veterinário sempre que necessário. O resultado é o melhor possível: dois gatinhos gordos, saudáveis, bem-humorados e brincalhões, que me esperam voltar do trabalho todo dia e estão sempre me seguindo e “conversando”. O bom de se tomar todas as providências quando se tem um animal em casa é que ele pode ser efetivamente um “membro da família”, podendo até conviver numa boa com crianças – meu filho que o diga. =)

Bruce, o meu Chitos, meu xodó. Apareceu aqui em casa machucado e resolvi ficar com ele. Virou um gatão grande e gordo que me espera voltar do trabalho e me segue por todo canto. Já temos nossos "códigos" e, às vezes, basta um "miau" para eu saber o que ele quer ❤

Manteiga acabou de chegar, mas já age como dono. No mesmo dia em que o adotei, ele já expulsou todo mundo da cama - mas era só fachada, porque nunca vi gato tão carinhoso! A única coisa que eu ainda não aprendi a lidar é mania dele de miar até me convencer a dormir e depois miar até me acordar (às 6h da manhã!)

Boas lembranças e saudades

Foram dezenas, quiçá centenas de gatos que já passaram pela minha vida. Muitos sumiram, foram envenenados ou roubados – daí a importância da posse responsável e dos cuidados com eles – se naquela época eu já soubesse de tudo que sei hoje sobre ter e manter um gato, as coisas teriam sido diferentes e eu teria vários “velhinhos” aqui esquentando meus pés. Eu convivo com gatos desde criança – aliás, desde antes de nascer! Minha avó já tinha gatos, minha mãe herdou dela o gosto por eles e quando ela se casou tinha um amarelo que morava lá em casa (meu pai nunca gostou, mas ele não maltrata e até alimenta se precisar). Ela conta que ele gostava de ficar no colo dela enquanto ela costurava. Quando nós nascemos ele ainda estava lá e, segundo o “álbum de família”, ele ficava escondido esperando quando eu ou minhas irmãs passássemos engatinhando ou ensaiando os primeiros passos para ele pular em cima nos dando um grande susto – rs!

Isso tudo foi moldando o meu amor pelos bichos, inclusive cachorros – e para quem ainda tem aquele pensamento maniqueísta de que quem gosta de um não pode gostar do outro, eu gosto de cães, só prefiro não ter em casa hoje em dia. Quando eu era criança, queria ser veterinária. Mesmo ficando de coração partido quando via os gatinhos sofrendo, eu fazia de tudo para tentar resolver os problemas deles. Eu sempre levava todos que achava na rua para casa e contava com a minha avó para ficar com eles – até “amansadora” de gatos eu fui! As cicatrizes que tenho nas mãos até hoje provam que eu era corajosa: não tinha gato bravo que eu não encarasse. Onde quer que ele aparecesse, lá estava eu subindo em algum lugar para tentar alcançá-lo, dar comida e ver se não estava machucado. Com o tempo eu desisti da profissão, mas não dos gatos – nós crescemos e eles sempre juntos, indo em cada mudança, muitos ou poucos, adultos ou filhotes. Tenho lembranças boas de todos… separei umas fotos de alguns que marcaram:

Theodoro foi o gato mais lindo e mais manso que já vimos. Até quem não gostava de gatos era conquistado por ele e sua mania de rolar para as visitas. Era tão mansinho que foi roubado.

Essa era a Tuata. A encontrei no meio da rua a noite, tão fraca que nem conseguia andar. Era tão pequena que só percebi que era um gato porque pessoas faziam sinal na rua para que os carros não a atropelassem - quando diminuí a velocidade e percebi o que era, pedi para me darem a gatinha, que era uma fofa com um olho verde e outro azul. Um xodó, mas morreu duas semanas depois sem sabermos porque.

Padreco. O nome original era Amaro, devido ao livro do Eça de Queiroz. Gordo e dorminhoco, simplesmente desapareceu daqui de casa.

A Catita - ou Cacá - viveu conosco 17 anos e era a prova viva de que não tem essa de que gato gosta é da casa: em três mudanças, ela sempre veio conosco. Era mais gente do que gato e morreu de velhice.

Capitu, a princesa. Linda e aristocrática, tivemos que optar pela eutanásia devido a um câncer de pele que se espalhou depressa demais.

Esse era o Simba, um gatão enooorme e macio, que nasceu aqui mesmo. Infelizmente o coitadinho foi envenenado por um vizinho maldoso.

Esses gêmeos foram colocados na nossa porta uma noite e ganharam os nomes de Ding e Dong. Faziam tudo juntos e foram doados também juntos, não lembro mais para quem. Vamos considerá-los representantes das dezenas de gatos preto-e-brancos que já passaram por aqui. =)





Feliz Natal com bom-humor

1 01 2010

Eu sei que o Natal já vai longe e que já estamos em 2010 há quase dois dias, mas eu só descobri esse vídeo divertidíssimo no YouTube hoje e eu simplesmente TINHA que compartilhá-lo de mais formas, além do Twitter e dos meus favoritos no site.

Por isso, divirtam-se com os animais falantes do YouTube (incluindo Jupiter, a estrela do vídeo What cats are really thinking e de outros hilários) desejando um feliz natal a todos. Ah, e aproveitem para explorar o canal Talking Animals, de onde tirei esse vídeo – eu recomendo!

A propósito, feliz natal e feliz ano novo (atrasado) a todos e todas, que possamos sempre nos tornar pessoas melhores e mais tolerantes, que possamos sempre fazer o bem para colher o bem. =)








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