Bem vindo à minha ficção IV: Querida Moyra

15 06 2016

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Junho. 2016, A.D.

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Querida Moyra.

Há quanto tempo não nos vemos? Acredito que há muitos meses… não, anos.

Mas o que são anos ou meses para criaturas como nós? Nada mais que horas para essas pessoas que vemos todos os dias pelas janelas e esquinas, talvez. Mas enfim – sinto sua falta. Sinto falta de nossas longas conversas sobre coisas que só nós nos lembramos e compreendemos. Coisas que só nós temos condições de conversar, por termos uma visão completa do quadro – por já termos visto seu princípio e seu fim.

Onde você está agora? Você ficou aqui tão pouco tempo! A única coisa boa que enxerguei depois que me recuperei de sua rápida e marcante passagem é que senti algo, o que eu chamaria de algo bom. Creio que estava desacostumado com essa sensação, enferrujado todo esse tempo, por isso custo tanto a definir. Foi estranho, mas eu gostei. Enfim. Continue lendo »





Bem vindo à minha ficção III: a moça vazia

23 07 2013

Como já falei aqui outras vezes, às vezes me arrisco no campo da ficção pura e simples.

Eis algo do tipo, com um tema sobre o qual gosto de inventar (ou não) minhas histórias: o amor que acaba um dia e deixa um rastro de dor, despeito, vertigem e falta de ar atrás. Não me olhe assim, acontece com todo mundo e com você também – se já não aconteceu, um dia vai, acredite. Aproveite a leitura para estar preparado.

Esses dias sem ele

"Corações acidentais de primavera", do blog Diário Irregular, de Ângela Correia

“Corações acidentais de primavera”, do blog Diário Irregular, de Ângela Correia

Aquela minha bela amiga com cabelos esvoaçantes acabou de postar na internet uma foto dela junto com o namorado, na praia, tendo como legenda uma declaraçãozinha de amor – feita por ele, frise-se. Continue lendo »





Bem vindo à minha ficção II: perna quebrada e cabeça vazia

11 12 2012

Sabe o ditado “cabeça vazia, oficina do diabo”? Pois é. Eu detesto ficar sem ter o que fazer, porque sou capaz de divagar profundamente por coisas totalmente inúteis e nocivas. Sim, eu confesso. Estive de férias por 30 torturantes dias e ganhei mais 12 por recomendações médicas. Tive muito tempo para evitar que minha cabeça virasse “oficina do diabo” e, pensando nisso, resolvi escrever a respeito.

Também escrevi pensando, novamente, nisso de assumirmos nossos sentimentos e sermos honestos até mesmo quando temos sentimentos considerados negativos. “Considerados”, porque aprendi que toda coisa negativa traz uma positiva, não é só papo de auto-ajuda.

Sem mais delongas (sempre quis usar essa expressão), essa é a estória de uma moça que estava com raiva e estava obrigada a Continue lendo »








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