“A Paixão” à terceira vista

17 07 2013

[Aviso aos navegantes: este texto não tem a pretensão de ser uma crítica ou análise do filme]

No último fim de semana, assisti “A Paixão de Cristo” (The Passion of The Christ, Mel Gibson, 2004) pela terceira vez.

Em uma das cenas mais bonitas visualmente, Maria Madalena (Monica Bellucci), João (Christo Jivkov) e Maria (Maia Morgenstern) amparam o corpo sem vida de Jesus, numa clara alusão à Pietà. (Print meu)

Em uma das cenas mais bonitas visualmente, Maria Madalena (Monica Bellucci), João (Christo Jivkov) e Maria (Maia Morgenstern) amparam o corpo sem vida de Jesus, numa clara alusão à Pietà. (Print meu)

Apesar d’eu o achar extremamente interessante, dessa vez não o assisti por gosto, mas por obrigação. Acontece que, há algumas semanas, comprei o DVD duplo do filme e o disco veio com um defeito, suprimindo as legendas em várias partes, ora por poucos segundos, ora por quase dez minutos. Assim, Continue lendo »

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Pela coragem de sermos “feios”

3 07 2012

É muito fácil ser o paladino dos sentimentos puros. Mas e se você não for? Teria coragem suficiente para assumir?

Assisti semana passada a Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012, direção de Tim Burton) e adorei, me diverti muito. Eu poderia dizer dezenas de coisas sobre o filme, mas quero me ater a uma personagem, a vilã do filme (atenção: esse texto contém spoilers – assim, se você ainda não viu o filme, pare agora ou não venha reclamar depois). Ela chamou minha atenção porque é uma vilã na qual eu não enxerguei maldade. É claro que os meios que ela usa para atingir seus fins são condenáveis por toda a literatura de auto-ajuda e páginas policiais que existem, mas… Continue lendo »





“Pina”: uns pitacos sobre cinema, dança e 3D nisso tudo

19 04 2012

Antes do texto em si, uma advertência: não sou conhecedora profunda de cinema e nem de dança. No máximo, uma apreciadora curiosa e de boa memória das duas coisas, que quer dar uma opinião – então, perdoem qualquer tropeço meu nessa seara que desperta tantas paixões em tanta gente, ok?

"Saudade" (Imagem: Divulgação / internet)

“Saudade” (Imagem: Divulgação / internet)

Feito o rodeio, quero contar que fui, finalmente, assistir “Pina”, documentário de Wim Wenders sobre a dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch (falecida em junho de 2009, aos 68 anos) e sua companhia, a Tanztheater Wuppertal Pina Bausch – e que fiquei absurdamente embasbacada. Continue lendo »





Luiz Biajoni e as histórias que poderiam ser as suas

11 05 2011
Igor Cotrim é Madona, que poderia ser aquela que corta o seu cabelo de vez em quando (Foto: divulgação)

Igor Cotrim é Madona, que poderia ser aquela que corta o seu cabelo de vez em quando (Foto: divulgação)

Dia 19 de maio é dia da estreia do filme Elvis & Madona (2010, direção de Marcelo Laffitte – aqui o trailer) lá em Limeira, interior de São Paulo. Eu, aqui em Belo Horizonte, estou ansiosíssima para assistir, pois o acompanho desde o comecinho da produção por conta das minhas incursões na militância LGBT e pela curiosidade mesmo. O filme é a base do livro de mesmo nome do Luiz Biajoni, escritor oriundo da mesma Limeira da estreia, um cara que gosta de bons discos e filmes (de acordo com o Twitter dele) e tem aquela cara de quem gosta também de uma boa conversa.

Até saber do filme, eu não o conhecia. Só vim a conhecê-lo em dezembro de 2010, por ocasião do lançamento do e-book Usina Elevatória de Traição (Mojo Books), do Jorge Rocha, que foi meu professor na pós-graduação. Elvis & Madona – uma novela lilás (2010, Editora Língua Geral) estava sendo lançado no mesmo dia, na mesma livraria. Comprei o meu, o Biajoni o autografou e recomendou que eu o emprestasse aos amigos (preciso vencer meus ciúmes dos meus livros para fazer isso). Cheguei em casa e o li em dois dias, impressionada pela história contemporânea e inusitada, narrada de forma tão natural que poderia ter acontecido com qualquer um. Continue lendo »








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