Onde estão as negras que pedalam?

2 08 2016

No fim de julho fui convidada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) para participar de um evento, a 1ª Cicloformação BH em Ciclo, para, além de contar minha experiência como mulher que pedala, tentar responder a essa pergunta. A mesa da qual participei chamava-se “Gênero e Bicicleta” e fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de participar. Aprendi muito, conheci várias pessoas bacanas e vi que tem muita, mas muita coisa legal sendo feita para que a bicicleta seja parte (devidamente valorizada e respeitada) da mobilidade urbana, ferramenta de inclusão social e redescobrimento das cidades.

Como fiquei nervosa e me atrapalhei com o tempo, sinto que faltaram coisas importantes para dizer e então resolvi escrever esse texto com o que eu não consegui falar (e outras coisas sobre o assunto que levantei depois). Desde já, agradeço novamente a BH em Ciclo, na pessoa da Amanda Corradi, pela oportunidade e espero ajudar no debate do tema, que eu percebi que é muito pouco investigado ainda, mas é mais uma pista para descobrir porque as pessoas pedalam ou não. Continue lendo »





“Sem Salamaleque”

22 12 2014

Aí eu fui personagem do colega jornalista Gil Sotero no blog dele, o BH Cycle Chic, onde ele coloca seus cliques de ciclistas estilosos de Belo Horizonte. Nesse dia eu fui ao Brechic, um bazar realizado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e, com o dia seco e ensolarado, a escolha mais óbvia foi ir pedalando.
Eu não sei se sou tão estilosa assim, mas fiquei muito feliz de fazer parte dessa galeria! Tenho curtido bastante as mudanças no meu estilo de vida trazidas pela bicicleta e cada vez mais a tenho incluído no meu cotidiano – tanto para esporte quanto para ir de um lugar a outro.
Cada dia pedalando é um aprendizado, é uma descoberta, seja para bem ou mal. A única certeza, até agora, é da liberdade, da independência de fazer o próprio percurso na hora em que eu preciso.
Agora chega, né? Confiram o post do Gil, reblogado do BH Cycle Chic:

Bicicleteiros Estilosos de BH

“Antes eu ficava com medo, mas hoje, com alguns meses de pedaladas por BH, já me sinto confiante o suficiente para sair sem nada – uso, no máximo, as luvas, para as mãos não escorregarem no passador de marchas. De resto, já me permito usar o cabelo como bem quero, o sapato que bem entender, e até uns shorts e umas saias e vestidos. Nessas horas eu consigo sentir toda a liberdade que a bike dá pra gente, me sinto realmente dona do meu espaço e da minha vontade. Gosto de me sentir livre – aquela coisa de simplesmente pegar a bike e sair, sem muito “salamaleque”. Janaïna Rochido, jornalista que foi pedalando ao Brechic na Casa do Jornalista no último sábado.

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Ver o post original





Meu remédio tem duas rodas

6 10 2014

Mas que coisa feia a minha: quase dois meses já e vocês não foram ainda formalmente apresentados à Sora. Sora, leitores; leitores, Sora.

Sora é minha bicicleta.

Esta é Sora. Prazer.

Esta é Sora. Prazer.

Há muito tempo eu queria comprar uma bicicleta e ter uma atividade para alternar com a corrida e, depois que mudei, meu objetivo passou a ser também substituir os ônibus nos meus deslocamentos – especialmente o que vai para a casa dos meus pais, que, nos finais de semana, leva até 50 minutos para aparecer (enquanto, pedalando, eu faço o trajeto em 30). É, e eu, tão pragmática e racional, quis dar um nome à bicicleta. Ela não tem nada de Sora, é, na verdade, quase toda Claris, mas achei Sora um nome mais forte e mais diferente, então o adotei assim mesmo.

[Claris e Sora são conjuntos de partes compostos por câmbio, pedivela, freios e outras coisas – não entendeu? Então clique aqui para conhecer as partes de uma bicicleta, aqui para ver o que é um grupo Claris e aqui para ver o que é um grupo Sora]

Sora é uma Caloi Sprint 10 2014, um modelo speed, como eu sempre quis. Ela tem quadro de alumínio, garfo de carbono e não foi feita para ser confortável e nem para terrenos ruins, é uma máquina leve e aerodinâmica que visa velocidade e desempenho, ideal para estrada e pistas lisas, para correr mesmo. A escolha foi um prato cheio para muitas pessoas me gongarem e rogarem pragas de que eu não ia durar nem uma semana com ela, que eu deveria comprar uma bicicleta de passeio, botar uma cesta nela e… passear. Só que eu queria mais de uma bicicleta. Correr nunca foi muito o meu objetivo, posto que sou medrosa pra caramba, mas eu também queria atividade física, design e realizar meu sonho. Continue lendo »








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