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19 04 2020

Tudo começou quando resolvi tomar meu café da manhã no peitoral da janela da sala, onde batia um sol delicioso no domingo. O plano era terminar de comer e aproveitar a luz do dia para fazer as unhas e aí curtir uma musiquinha no sofá.

Enquanto olhava o movimento ralo por causa do isolamento social causado pela pandemia, notei as plantas meio secas, então peguei uma vasilha de água e molhei todas elas. Antes que o vaso que fica suspenso bem em cima do sofá começasse a pingar, peguei um balde e coloquei embaixo.

Os gatos vieram tomar sol na mesma janela que eu e, no meio dessa disputa de espaço, um deles derrubou o balde no meu sofá, encharcando ele. Nessa hora lembrei do secador de cabelo recém-ganhado, e tive a ideia de usá-lo para secar o estofado.

Trouxe o aparelho e liguei no filtro de linha que fica atrás da estante, onde estão ligados os outros aparelhos da sala também. Assim que liguei, tudo apagou. Continue lendo »





A arte de habitar

25 09 2017

Eu gosto muito da minha casa. Sempre que estou morando em um lugar, automaticamente passo a enxergá-lo como uma extensão minha, um porto seguro onde me reconheço em todos os cantos e onde tenho o controle (pelo menos ali) do ambiente. Esse controle é bom porque nele você relaxa: na certeza de saber onde está tudo e como tudo funciona, você pode fechar os olhos e se desligar do resto.

Alguém compartilhou o texto abaixo, de Onides Bonaccorsi Queiroz, no Facebook e eu reconheci nele imediatamente todo o bem-estar que sinto quando estou em paz, em casa. Continue lendo »





Adeus, querida Quebrada

16 03 2017

Tchau, apê…

Mês passado despedi-me do meu velho apartamento no bairro Concórdia, ao qual eu havia carinhosamente apelidado de “Quebrada”. Apesar de hoje morarmos em um bem maior e mais bem localizado, foi uma sensação estranha ver aquela caixa de fósforos tão querida vazia e cheia de sujeira pelos cantos.

Poderia ser só um apego sem sentido se me mudar para aquele pequeno apartamento sem vaga de garagem não tivesse significado uma ruptura com a minha zona de conforto e um passo que me exigiu muita coragem para vencer todos os “e se?” que aparecem quando você não é o tipo que se joga em desafios. Continue lendo »








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