Fé na humanidade

17 11 2019

Um dia desses, depois de assistir “O Regresso(The Revenant – 2015, USA | Hong Kong | Taiwan):

– Esse tipo de filme me deixa meio mal, não gosto de ver o ser humano assim.
– A mim não me afeta. O ser humano é capaz disso aí pra pior.
[…]
– Mas a gente não pode pensar assim, senão a gente perde a fé na humanidade.
– Eu acho que só o fato de vivermos com medo, trancados atrás de grades, cercas e alarmes já mostra que não temos mais muita fé na humanidade mesmo.
– É…
[…]

The Revenant





Jovens bruxas de araque

20 10 2019

Como boa cria dos anos 80/90, me delicio relembrando a cultura pop daquela época. Vivi tudo que pude intensamente: Xou da Xuxa, Os Trapalhões, disquinhos coloridos, Balas Soft, mochila da Company e todo tipo de filme, literatura e música que eu podia absorver via locadora de vídeo, biblioteca pública e MTV.

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Hoje acho essas lembranças em perfis no Instagram e dia desses uma dessas URLs me trouxe o filme Jovens Bruxas (The Craft – EUA, 1996) junto com uma história que naquela época parecia ridícula, mas hoje seria capaz até de transformar aquela turma em celebridade do YouTube.

O filme chegou aqui no Brasil em 1997. Eu estava no 2º ano do ensino médio em uma escola pública de Belo Horizonte com todo tipo de estereótipo possível em suas versões tupiniquins. Tinha os populares que ‘transgrediam’ as normas fumando; tinha as gostosas que bebiam sem ter idade e ‘namoravam’ caras mais velhos que tinham carros; tinha os nerds estranhos com caspa e óculos quebrados (JURO); tinha os otários ultra babacas torcedores de futebol; tinha os CDFs e tinham aqueles que não cabiam em lugar nenhum porque eram muito apagados para terem qualquer rótulo. Nessa faixa aí, quase no time dos CDFs, estava eu. Continue lendo »





“A Paixão” à terceira vista

17 07 2013

[Aviso aos navegantes: este texto não tem a pretensão de ser uma crítica ou análise do filme]

No último fim de semana, assisti “A Paixão de Cristo” (The Passion of The Christ, Mel Gibson, 2004) pela terceira vez.

Em uma das cenas mais bonitas visualmente, Maria Madalena (Monica Bellucci), João (Christo Jivkov) e Maria (Maia Morgenstern) amparam o corpo sem vida de Jesus, numa clara alusão à Pietà. (Print meu)

Em uma das cenas mais bonitas visualmente, Maria Madalena (Monica Bellucci), João (Christo Jivkov) e Maria (Maia Morgenstern) amparam o corpo sem vida de Jesus, numa clara alusão à Pietà. (Print meu)

Apesar d’eu o achar extremamente interessante, dessa vez não o assisti por gosto, mas por obrigação. Acontece que, há algumas semanas, comprei o DVD duplo do filme e o disco veio com um defeito, suprimindo as legendas em várias partes, ora por poucos segundos, ora por quase dez minutos. Assim, Continue lendo »





“Pina”: uns pitacos sobre cinema, dança e 3D nisso tudo

19 04 2012

Antes do texto em si, uma advertência: não sou conhecedora profunda de cinema e nem de dança. No máximo, uma apreciadora curiosa e de boa memória das duas coisas, que quer dar uma opinião – então, perdoem qualquer tropeço meu nessa seara que desperta tantas paixões em tanta gente, ok?

"Saudade" (Imagem: Divulgação / internet)

“Saudade” (Imagem: Divulgação / internet)

Feito o rodeio, quero contar que fui, finalmente, assistir “Pina”, documentário de Wim Wenders sobre a dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch (falecida em junho de 2009, aos 68 anos) e sua companhia, a Tanztheater Wuppertal Pina Bausch – e que fiquei absurdamente embasbacada. Continue lendo »








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