Assuntos relacionados

19 04 2020

Tudo começou quando resolvi tomar meu café da manhã no peitoral da janela da sala, onde batia um sol delicioso no domingo. O plano era terminar de comer e aproveitar a luz do dia para fazer as unhas e aí curtir uma musiquinha no sofá.

Enquanto olhava o movimento ralo por causa do isolamento social causado pela pandemia, notei as plantas meio secas, então peguei uma vasilha de água e molhei todas elas. Antes que o vaso que fica suspenso bem em cima do sofá começasse a pingar, peguei um balde e coloquei embaixo.

Os gatos vieram tomar sol na mesma janela que eu e, no meio dessa disputa de espaço, um deles derrubou o balde no meu sofá, encharcando ele. Nessa hora lembrei do secador de cabelo recém-ganhado, e tive a ideia de usá-lo para secar o estofado.

Trouxe o aparelho e liguei no filtro de linha que fica atrás da estante, onde estão ligados os outros aparelhos da sala também. Assim que liguei, tudo apagou. Continue lendo »





Sapatoterapia

9 02 2020

“Ah, não! Compraram meu Prada! Não, não!”, gritei eu no meio do expediente num longínquo dia 30 de agosto de 2019, por sinal véspera do meu aniversário.

Eu não podia acreditar. Apertei F5 no teclado várias vezes, fiz logoff e login no site outras tantas, mandei mensagens pelo WhatsApp para a loja perguntando se ele realmente tinha sido vendido, mas era verdade: alguém chegou antes e comprou meu sapatinho vermelho. Logo agora, que ele parecia tão próximo!

Sapato Prada Verniz Vermelho 37

Amore mio!

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O primeiro ano do resto da minha vida

1 01 2020

Dia 30 de dezembro entreguei o apartamento onde morei nos últimos anos e encerrei um amplo ciclo de aprendizado na minha vida. A última angústia que me consumia em 2019 foi embora com um “Nada consta de condomínio” assinado em duas vias.

Anastasia Pinterest

(Foto: Pinterest / Anastasia)

Saí da imobiliária como se tivesse acabado de dar à luz: zonza e cansada, mas imersa em paz e alívio. Foram quase três anos de perrengue, cujas causas e culpas não vêm mais ao caso.

Com certeza eu aprendi muito e cresci mais ainda. Mas foi esse tempo todo levando ao pé da letra a frase “se der medo, vai com medo mesmo”, sendo que a palavra medo podia ser substituída também por tristeza, cansaço, indignação, preguiça, falta de tempo e por aí vai. Eu não podia dizer “não” para nada, porque se eu me negasse a fazer, não tinha quem fizesse – e ficar sem fazer não podia, porque eu também seria vítima da “rebeldia”. Continue lendo »








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