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19 04 2020

Tudo começou quando resolvi tomar meu café da manhã no peitoral da janela da sala, onde batia um sol delicioso no domingo. O plano era terminar de comer e aproveitar a luz do dia para fazer as unhas e aí curtir uma musiquinha no sofá.

Enquanto olhava o movimento ralo por causa do isolamento social causado pela pandemia, notei as plantas meio secas, então peguei uma vasilha de água e molhei todas elas. Antes que o vaso que fica suspenso bem em cima do sofá começasse a pingar, peguei um balde e coloquei embaixo.

Os gatos vieram tomar sol na mesma janela que eu e, no meio dessa disputa de espaço, um deles derrubou o balde no meu sofá, encharcando ele. Nessa hora lembrei do secador de cabelo recém-ganhado, e tive a ideia de usá-lo para secar o estofado.

Trouxe o aparelho e liguei no filtro de linha que fica atrás da estante, onde estão ligados os outros aparelhos da sala também. Assim que liguei, tudo apagou.

Suspirei. Liguei e desliguei tudo, mexi na chave-geral, e nada. Já prevendo a trabalheira, comecei a tirar as coisas de cima da estante para buscar a tomada na parede.

Nessa hora, vi que estava tudo meio empoeirado, então peguei o espanador na área de serviço e, antes de arredar a estante da parede, resolvi espanar tudo – inclusive os outros móveis da sala.

Quando puxei o móvel, vi muita poeira atrás dele também, então voltei à área e peguei a vassoura. Varri tudo, revi várias bolinhas de papel que fiz para os gatos, limpei os fios e aí sim, entrei atrás da estante para mexer na tomada.

O problema não era nela, então o filtro de linha provavelmente tinha queimado – tirei o fusível e confirmei: ele não aguentou o secador. Fui buscar o outro que eu tinha, quando vi que todas as extensões da casa estavam emboladas e jogadas de qualquer jeito num armarinho da cozinha.

Sentei no chão e desembolei uma por uma, enrolei todas em círculos do mesmo tamanho (bem ao estilo virginiano), prendi as pontas com fita adesiva e guardei.

Quando fui guardar a fita adesiva, vi que as outras estavam com as pontinhas sumidas; suspirei de novo e achei cada pontinha, dobrei e guardei tudo de novo no armário.

De volta à sala, pluguei o novo filtro de linha e testei. Luz verde acesa, pluguei novamente todos os aparelhos, cheguei a estante de volta para o lugar e, quando liguei a televisão, ela apagou. “Puta merda. A TV não, ah, não…”. Desliguei tudo de novo, e testei novamente cada tomada. Vi que uma delas estava frouxa, então fui atrás de um adaptador para trocar todas de lugar.

Tudo testado e funcionando de novo, voltei para a janela para terminar meu café.

Mas aí vi o varão da cortina ainda mal encaixado (desde que eu me mudei) e resolvi consertar antes mesmo de terminar o cappuccino. Voltei mais uma vez na área, peguei a escada, fita crepe e alicate, e subi na janela. Prendi as duas pontas, ajeitei a cortina simetricamente e desci – mas então lembrei do o varão do quarto estava com o mesmo problema, então arrastei a escada até lá e já resolvi tudo também.

Quando fechei a escada, achei o chão sujo, então voltei à área e troquei a escada pela vassoura.

Varri o quarto todo, mudei os móveis de lugar, tirei a roupa para lavar. Mas eu não podia varrer o quarto e deixar o resto da casa suja, então já aproveitei para varrer todo o apartamento. E cortei aqueles pelinhos aleatórios da vassoura, tava feio demais – e espalhando poeira depois da varrição.

Nesse trajeto de um cômodo para o outro, raspei o chão de um quarto, arrumei os quadros do outro, fiz um comedouro novo para os gatos e ainda lavei o banheiro.

Voltei para a sala para, agora sim, terminar meu café da manhã.

Mas fiquei pensando: “pô, esse chão ficaria tão melhor com uma cerinha…” – então deixei o prato e a xícara na janela de novo e voltei para a área de serviço, onde preparei um balde, o rodo e o pano de chão. Passei pano na casa toda, esperei secar e então preparei outro pano com o qual passei cera em todo o piso.

Vendo o chão tão limpinho e cheiroso, lembrei dos meus tapetes e fui procurá-los. Coloquei tudo para lavar, já pensando em deixá-los como depósito de sapatos na porta de entrada.

Também aproveitei para limpar a cozinha e o fogão, além de trocar os protetores de alumínio e separar umas panelas para jogar fora – ruins demais para doar, tadinhas.

Agora sim! Terminar meu café e fazer as unhas para ficar tranquila.

Só que, quando fui deixar o prato e a xícara na pia, me incomodou o cabo do rodo e da vassoura rasgados, expondo o metal. Então agora estou aqui na internet encomendando papel contact colorido para cobri-los de novo.

As unhas? Ah, eu faço amanhã, durante o dia.


Ações

Informação

One response

20 04 2020
lucaspinduca

Excelente texto dona Janaína! Eu falei sobre procrastinação outro dia. Se quiser ler, aqui: ‘Há tanto a fazer e tão pouco tempo’ https://link.medium.com/ot0rtHDgQ5

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