Uma história de viagem: putz, a bike!

10 12 2013

Bem, como eu já contei por aqui, esse ano eu estive em Amsterdam durante as minhas férias. Foi uma viagem maravilhosa e cheia de contrastes, recheada de coisas com as quais nós, brasileiros, sequer sonhamos – como ter segurança.

Ah, que saudades... S2 Bike

Ah, que saudades… S2 Bike

Mais especificamente, como usar a bicicleta como meio de transporte E ter segurança para isso. Eu não fazia ideia nem de uma coisa nem de outra, então, no sábado, quando aluguei uma para andar por Amsterdam, paguei meu primeiro mico.

Uma vez aprendido o uso das travas e relembrado como me equilibrar em cima da bike, saí rumo à Condomerie, a primeira parada do meu roteiro, que nem era muito longe da Bike City, onde aluguei a bicicleta. Confesso que não levei muito tempo para gostar daquele vento no rosto e da sensação de liberdade em uma cidade maravilhosa como aquela, mas…

Cheguei à loja e parei a bicicleta do lado de fora, em frente à vitrine. Pensando nisso de estar em um país onde as pessoas não se roubam (pelo menos não com a facilidade daqui – sim, me julguem), não me preocupei em achar uma grade ou poste para prendê-la, colocando só a trava da roda de trás.

A loja estava cheia de gente de todo tipo, muitos turistas entre entusiasmados e constrangidos, e até uma noiva se divertindo com as amigas – devia ser uma despedida – estava lá. Fiquei observando as pessoas e as vitrines enquanto esperava o balcão esvaziar e acho que isso me fez esquecer onde eu estava. Num rompante, dei um grito: “PUTAQUEPARIU, A BIKE!” – assim, em português mesmo.

Saí correndo por entre as pessoas – o que não foi fácil, por causa das roupas de frio e da bolsona a tiracolo – e cheguei na rua mais branca que os próprios holandeses. Aí sim, me dei conta de que estava na Holanda e, como tinha que ser, a bicicleta estava lá, paradinha, como deixei (e como ficou em todos os lugares onde a estacionei depois).

Nada como uma loja sui generis para disfarçar um mico internacional

Nada como uma loja sui generis para disfarçar um mico internacional

Ao me dar conta da coisa, virei devagar e tinha vários rostos me olhando sem entender nada. Fiz a cara mais relax que pude, dei de ombros e só consegui dizer: “Ops! False alarm, folks”. Alguns riram e outros continuaram sem entender, mas, ainda bem, as camisinhas coloridas abafaram meu pequeno escândalo.

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P.S.: Ainda parei a bicicleta mais algumas vezes durante o passeio naquele sábado, sempre tendo em mente que eu estava em Amsterdam e dificilmente alguém iria me roubar – mas aquela olhadinha marota para me certificar foi inevitável em todas elas. É o hábito. ¬¬

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