Beijos que redimem

6 09 2013

Sinto muito, caro leitor, mas este não é um texto sobre coisas fofas de amor.

Ok, talvez possa ter um link com amor, mas num sentido mais amplo, mais universal – bah, divago.

cartas_com_beijos

Sempre que envio um e-mail, um SMS, uma mensagem qualquer em qualquer lugar, termino com “um beijo!” – assim mesmo, com exclamação. A menos que você seja um contato de trabalho ou um total desconhecido, certamente já ganhou um beijo virtual meu. Eu os distribuo sem moderação.

Imagino que haja, em algum manual de netiqueta, uma norma dizendo que não se manda beijos a torto e a direito, mas eu ignorei. É que me faz bem mandar beijos – curiosamente, essa pequena frase de duas palavras tem o poder de desanuviar qualquer momento no meu dia.

Não sei explicar, mas toda vez que assino com o “Um beijo!” é como se eu dissesse para mim mesma, para Deus, para o mundo, sei lá, que eu estou desistindo de me chatear com o que quer que seja. É como se eu dissesse para o mundo: “sou maior que qualquer picuinha. Não preciso nem devo me chatear com nada, minha saúde não merece aftas, dor de estômago, nem de cabeça”. E pronto.

Não me perguntem a conexão entre as duas coisas, mas tem funcionado. Talvez isso seja uma interpretação muito subjetiva do “dar a outra face” – ou seja, ainda que as coisas me aporrinhem, eu mando um beijo. Além disso, quem vai receber a mensagem não tem que levar consigo parte do que quer que tenha se passado – isso é cá comigo.

O interessante é que esse tipo tão particular de – digamos – “técnica de relaxamento” me contagiou de tal forma que, mesmo quando preciso terminar uma mensagem com um “Atenciosamente” qualquer, meus dedos coçam para acrescentar, antes dele, “um beijo”. Mas eu me controlo – dependendo da proximidade do destinatário, me permito, no máximo, “um abraço”, como tratamento amistoso, uma bandeira branca. Creio que é um bom meio-termo.

Mas, aqui, não preciso de meios-termos. Então, um beijo!

Anúncios

Ações

Information

One response

9 09 2013
Allysson Gatteli

Gostei! Acho que esse é um belo exemplo de “beijo institucional ou beijo de autoajuda” (rsrsrs) Da forma que você descreveu Janaína, parece que essa prática tem assim um quê mais feminino, digo, nessa liberdade de encerrar ou se apartar de assuntos com esse afago. Cá pra mim, como homem, eu dificilmente encerraria um email com um beijo exceto que para alguém com um certo grau de intimidade. Ainda assim, acho que pra homens fica mais complicado anexar beijos porque o perigo de más interpretações é maior (ou será que não?) Well… Sendo o beijo institucional ou não, eu apoio a sua prática (rsrs) mesmo que a maioria deles seja com intuito de dizer “Volta pro mar!!!”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: