E a dúvida ainda ronda por aí – fanpage ou perfil?

8 07 2013

Imagem retirada de: http://www.siteparaempresas.com.br/blog/

Por incrível que pareça, em pleno 2013, milhares de tutoriais e cursos, online ou presenciais, gabaritados ou picaretas, de mídias sociais depois, ainda vejo pipocando na timeline do Facebook os perfis físicos para empresas e serviços ao invés da fanpage, que é o tecnicamente correto. Não julgo mais nem balanço a cabeça com aquele olhar condescendente de quem diz “oh, Deus, quanta burrice”, porque fico curiosa para ver porque as pessoas optam por isso até hoje.

Acontece que ouvi algumas teorias do ano passado para cá e até já discuti a respeito em alguns fóruns especializados. Em um desses eventos, um profissional disse que tinha criado um perfil ao invés de uma fanpage para o seu local de trabalho porque dessa forma ela teria uma atuação ativa na busca de pessoas para estarem na página ao invés de simplesmente esperar que o público alvo quisesse ou não “curtir”. A pessoa ainda disse que o produto até tinha a sua fanpage, mas o número de fãs era ínfimo perto do alcance do perfil. Achei a teoria bem interessante, mas…

Falando sobre isso com outras pessoas da área, todas, após darem um mortal para trás de horror, disseram que não, isso era “um absurdo”, era coisa de “gente sem criatividade”, que não conseguia criar estratégias para atrair as pessoas para suas fanpages. Sim, também concordo. [mas ainda acredito que uma parte dessas pessoas é ingênua mesmo, sei lá – não me apedrejem]

Tenho certeza que a maioria das pessoas sabe como criar uma fanpage, mas o desafio de ter que sair do senso comum de que rede social é “moleza” e ter que pensar em estratégias para cativar as pessoas deve dar-lhes uma tremenda preguiça. Se eu posso criar um perfil de pessoa física para a minha loja e enviar solicitações de amizade para centenas de pessoas, porque vou mexer com isso de fanpage (o próprio Facebook te responde)? Porque vou me dar ao trabalho de entender todas as ferramentas que elas oferecem hoje para administrá-las de formas muito eficientes e medir seu retorno?

A possibilidade de uma postura mais ativa do perfil é interessante, mas, se a fanpage também tivesse essa possibilidade, é certeza que diariamente todos nós teríamos que recusar centenas de “solicitações de virar fã” de muitas páginas – porque né, estamos falando de uma ferramenta que visa ajudar um determinado produto ou serviço a lucrar, e bom senso não é algo que todos tenham. Obrigar as empresas a irem atrás de estratégias para atrair fãs é muito saudável para todos, tanto para quem tem que quebrar a cabeça para criar, quanto para nós, que teremos conteúdo cada vez mais interessante para ver.

Apesar de ter achado a teoria da pessoa sobre ser ativo na busca por audiência interessante, hoje tendo a achar que não tem justificativa para não fazer o tecnicamente correto, que é a fanpage. Não é difícil, o próprio Facebook é bem didático quando você decide fazer isso. Se quiser algo ainda mais mastigado, esse post da amiga Raquel Camargo, especialista da área, é muito bom, apesar de ser de 2011 – muita coisa continua igual e serve para orientar os primeiros passos dos interessados.

Uma busca rápida na internet também pode tirar quaisquer dúvidas sobre as diferenças entre cada tipo de perfil e porque criar um ou outro, inclusive como migrar um perfil de pessoa física em uma fanpage, caso você deseje corrigir. Não tem mais desculpa, gente.

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2 responses

10 07 2013
Renata Arruda

Ei prima, muito boa a sua abordagem, vejo por aí empresas de vários ramos que além de utilizarem um perfil em vez da fanpage mal sabem trabalhar com o facebook e mesmo enviando milhares de convites de amizade aleatórios não atingem os objetivos que gostariam. Tudo isto acontece na maioria das vezes pelo mito (vou pagar alguém para ficar mexendo no facebook?….é ouvi isto ontem de uma pessoa bem próxima que me perguntou: o que você faz além de mexer com facebook…afff).

Até um tempo atrás eu tinha uma dúvida que acredito ter conseguido resolver mas gostaria de sua opinião: Um político que criou um facebook antes de entrar na carreira política, mas que sempre abordou o tema no seu perfil pessoal e também divulgou suas ações de um modo bem pessoal, criando uma conversa com seus amigos de face, esse político depois de eleito deve criar logo uma fanpage? Deve replicar os temas na fanpage e no perfil? Vale a pena migrar o perfil para uma fanpage?

Atualmente eu acredito que ele deve manter os dois, perfil e fanpage, mas com abordagens diferentes, no perfil falar mais sobre suas visões pessoais sobre a vida e até mesmo política e na fanpage abordar as ações do mandato, discussões políticas e temas diretamente ligados ao exercício da legislatura. O que você me diz?

Beijosss

14 07 2013
Janaina Rochido

Oi, prima!
Obrigada pela visita e pelo comentário!
Também acredito que a pessoa em questão deve manter os dois e fazer a separação gradativamente, da forma como você falou. Acho que é interessante sim criar uma fanpage e, durante um tempo, abordar no perfil e na fanpage os mesmos assuntos e, aos poucos, deixar o perfil só mesmo para coisas pessoais e a fanpage para a carreira.
Sugiro também parar imediatamente de adicionar pessoas desconhecidas no perfil pessoal – a menos que sejam amigos mesmo, conhecidos – e direcioná-las para a fanpage. Aí, o importante é bombar a fanpage, dar toda a assistência possível para os “curtidores”, para ela se tornar realmente o canal de comunicação da pessoa e gerar uma reputação positiva.
Depois me conta como está indo, beijos!

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