Pescador de conversas aleatórias

18 12 2012

cara_de_riso_meme_comicoQuando você menos espera, eis alguma coisa que entra pelos ouvidos e te dá aquela vontade de rir. Aquelas coisas que fazem valer a pena falar menos e observar mais.

Me dou o direito de preservar a, digamos, “peculiaridade” das falas para melhor entendimento das situações:

1. Luciano Huck não tem religião:

[No salão de beleza, a TV estava ligada e passava uma entrevista do Luciano Huck]

– Esse homem [o Luciano Huck] é bom demais, gente, muito caridoso!

– Isso é porque ele está na Globo e agora é rico.

– Não, é porque ele é judeu, e judeu é rico.

– Né não, ele é espírita, não é judeu.

– É a mesma coisa, é tudo religião…

– Não é não [a manicure, muito séria, em tom professoral], porque judeu não tem religião.

2. Feio, mas gente boa:

[Quatro moças no ponto de ônibus, circa 23h]

– E o pagode, a gente vai ou não vai?

– A gente vai, mas a Marielen não vai mais [olhar malicioso para uma delas]

– É que a Marielen está apaixonada.

– É? Por quem?

– Por um homem, uai. Derrrrr! [risos]

– Tá, um homem, mas quem?

– Ah, eu não quero contar agora…

– Porque? Por acaso ele é tão feio que você não quer nem que a gente saiba? [mais risos]

– Não, ele é gatinho. Diz a Marielen, né. [outros risos]

– Ah, gente, ele é legal…

– Legal o carái. Legal é o meu tio Geraldo, eu quero saber é se ele é bonito.

3. A mala do Eduardo Costa:

[No rádio, naquele mesmo salão do primeiro caso, mas em outro dia, de repente começa a tocar uma música desse cantor, o Eduardo Costa]

– Fui no show desse cara e fiquei até o final. Estava com tosse, com febre, com a garganta toda ruim, mas fiquei até o final!

– Quem é esse?

– É o Eduardo Costa! Lindo!

– Ah, é? Dizem que ele é baixinho, né…

– É, baixinho sim, mas gostoso demais!

[risos meus]

– Nossa, você precisa ver que gostoso, com aquelas calças justinhas… e a mala dele? Que malão… pronto pra viajar! Eu ia até o céu com uma mala daquelas…

[mais risos meus, porém constrangidos]

4. O possuído:

[No salão – um outro – o cabeleireiro cortava o cabelo de um menino de uns cinco ou seis anos, que brincava concentrado com um celular]

– Que bonzinho ele, né?

– É… ele é muito tranquilo.

– Bem melhor que aquele outro, né, João? Pelo menos não cospe…

– Qual outro? [a outra cabeleireira entra pela porta]

– Uai, um que estava aqui ontem… precisou de três pra segurar na cadeira, e ele cuspia, xingava todo mundo de filho da puta e falava que ia pegar a tesoura e matar o João quando largassem ele.

– Que isso! Um demônio!

– Nada, era mais novo que esse aqui.

5. Unhas de gel, mil e uma utilidades:

[No mesmo salão de beleza do caso do Eduardo Costa]

– Porque você não coloca unha de gel?

– Ah, é caro…

– Que isso, eu parcelo pra você!

– Mas ela dura mesmo? [olhando as próprias unhas] Tenho medo de quebrar fácil…

– Quebra não. Ó só as minhas [esticando a mão] – lavo cabelo, passo roupa, abro lata de cerveja e nada acontece.

– Hum. [muito séria] Mas o que me importa é se dá pra lavar vasilha com ela. Se der pra lavar vasilha sem quebrar, eu faço.

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