Paris: apaixonante e acessível

1 01 2012

Paris, Paris, ah, PARIS…!

Sinto saudades até hoje! A capital francesa me surpreendeu bastante – eu não tinha dúvidas de que ela era linda, mas, até pisar de fato nela, eu achava que muito dos elogios eram empolgação de gente deslumbrada. Mas não: Paris é lindíssima mesmo, gente! Até quando é feia, Paris é bonita – mesmo com frio e chuva, Paris é apaixonante. Eu poderia escrever um livro sobre meus três dias lá, mas vou tentar colocar só os highlights aqui e o restante eu vou contando depois.

Outono às margens do Sena

De cara, já te dou uma recomendação: ANDE A PÉ – a cidade tem detalhes que você só vai ver se caminhar, coisas que você precisa sentir de perto. Sério, caminhe. Os quarteirões são pequenos e as coisas são próximas umas das outras. Veja as pessoas, fale com elas, repare na arquitetura maravilhosa dos prédios, observe o dia a dia parisiense. E não tenha medo de se perder, porque os mapas de Paris são claríssimos e a cidade é toda “auto-explicativa” – há placas para tudo, em todos os lugares. Você anda de ônibus e metrô sem dificuldades e até os tickets para isso você compra sozinho, seguindo somente as explicações nos locais.

[Coloquei todas as fotos que ilustram esse post, e muitas outras, em tamanho grande, aqui, nesse ábum]

CHEGANDO EM PARIS

Depois de 11 horas de viagem, desembarquei junto a vários casais (brasileiro tem disso: acha que só pode ir a Paris para ocasiões românticas; logo, eu, sozinha de tudo, tive que aguentar poucas e boas – conto noutro post) no Aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris. Aqui eu aproveito para relembrar uma dica que dei no post anterior: confirme com a agência dois ou três dias antes de embarcar o seu hotel, seus traslados e passeios, porque nós fomos deixados no hotel errado pelo motorista que nos buscou.

A situação do hotel se resolveu com uma caminhada de uns quatro quarteirões, dificultada pela chuva daquele final de tarde. Todos se ajeitaram, mas eu ainda tinha outra prova de resistência: aquele ainda não era meu hotel, meu nome não constava em nenhuma listagem. Pelo menos a equipe do Hotel Ibis – Gare du Nord Chateau Landon foi muito gentil e me arrumou um quarto assim mesmo. Aliás, aqui já tem outra dica: se você está indo por sua conta, a rede Ibis está em vários lugares de Paris, com bom atendimento, quartos confortáveis, café da manhã gostosinho e preços camaradas. Só não espere achar atendentes que falem inglês, são poucos.

Um generoso bife francês

Passado o imbróglio do hotel, demos as primeiras voltas no 10ème Arrondissement da Cidade Luz para procurar algo para comer. Acabamos em um café de um simpático e falante armênio, e aqui eu reitero: falar a língua do lugar faz TODA a diferença. Só eu falava francês e ele, ainda que incipiente, nos garantiu boa comida e bebida sem aquele constrangimento de “ih, não foi isso que eu pedi… achei que era outra coisa”. Dica: isso de que os franceses são mal-educados é MITO. Eles são educados sim, só que não têm saco para turista incoveniente (que grita por não saber o idioma; que mexe em tudo; que não sabe se portar nos lugares) e não vão fazer festa para você como nós fazemos para eles no Brasil.

PRIMEIRO DIA

Le ciel bleu de Paris

No dia seguinte – por sinal, ensolarado e lindíssimo -, saímos cedo para o city tour oficial, aquele incluído no pacote. É como eu disse: não deixe de ir – esse passeio vai te apresentar a cidade e você vai se orientar mais facilmente quando sair depois. Passamos pelos principais pontos turísticos e paramos no Champ-de-Mars, em frente à Torre Eiffel, para fotos. Mais uma dica, essa por experiência própria: cuidado com o trânsito, que a gente esquece de olhar quando se deslumbra com o visual – os franceses vão reduzir quando te virem no meio da rua, mas vão te xingar todo.

Le Carrousel du Louvre

Me separei do grupo no Museu do Louvre, de onde eles iriam ao Palácio de Versailles. Eu escolhi abrir mão desse e de quaisquer programas que me tomassem o dia todo por causa do pouco tempo que eu tinha. Uma coisa sobre o Louvre: no subsolo dele tem um charmoso shopping chamado Le Carrousel du Louvre, onde você vai encontrar restaurantes e lojinhas diversas. Te aconselho a não comprar souvenires lá, a menos que seja algo muito exclusivo, pois, saindo dali, em frente ao museu, na Rue de Rivoli, você achará as mesmas coisas até pela metade do preço.

Rue de Rivoli e suas lojinhas

Minha jornada sozinha por Paris começou na hora do almoço, no Louvre mesmo. A guia me informou sobre o meu hotel “de fato”, o Hotel Ibis – Bastille Opera, e lá fui eu, com a mochila sobre a qual falei no primeiro post (olha aí porque ela é importante: a minha mala teve que ficar no ônibus do city tour de um hotel para outro e só chegou para mim a noitinha, então me virei com o que tinha na mochila) e disposição para caminhar pela Rue de Rivoli até lá. A troca foi muito boa, pois fiquei mais perto do centro da cidade e do Quartier Latin, que tinha destaque nos meus roteiros.

A partir daqui, vamos para os tópicos, acho mais fácil:

COMPRAS

Sabe, Paris não é um lugar caro, se você for um turista tipo eu, mais interessado em conhecer a cidade do que em gastar. Com o dinheiro que levei, pude comprar lembrancinhas, entrar onde eu quis, sentar num café e comer em lugares que não passavam nem perto de fast food. Dica: 20 Euros dá pra comprar muitas coisinhas de lembrança. Se a ideia é uma camiseta, elas custam entre 10 e 20 Euros.

Paris

– Como eu disse, resista a comprar souvenires dentro dos museus e atrações turísticas, pois são mais caros. Caso queira, compre só os exclusivos dali e considere lápis, canetas, chaveiros, ímãs e marcadores de livros, que são baratos e muito bonitos. P.S.: mas uma camiseta com uma estampa típica de turista é praticamente obrigatória, permita-se, vá. 🙂

– Todo mundo me perguntou se eu tinha trazido aqueles perfumes “famosos” de Paris. Não, não trouxe, tampouco me prendi às lojas famosas, que são tão caras quanto as do Brasil. Mas, nas minhas andanças atrás de um hidratante (lembram que é meio burocrático carregar coisas com mais de 100ml na mala?), achei a Fragonard Parfumeur, no Boulevard Saint Germain. É uma loja com perfumes e cremes muito cheirosos e um atendimento excelente: quando engasgei em como dizer “cheiro” em francês, prontamente o atendente se ofereceu para conversar em inglês e ainda me deu altas amostras de produtos por eu ser brasileira (isso às vezes ajuda). Com tudo isso, acrescido de preços camaradas, foi lá que comprei meu hidratante e um conjunto de perfumes para minha irmã;

– França também combina com chocolates. Mais uma vez, não me deixei levar pelas sugestões do guia de viagem e pelas grifes famosas. Ainda caminhando pelo Quartier Latin, achei a Jeff de Bruges, uma loja fofa, com chocolates gostosos em embalagens lindinhas que agradaram em cheio aqui em casa. Ah, e o preço também é bacana, fica a dica;

Vitrine da Pulp’s

– A caminho do primeiro museu do dia, passei em frente a uma loja que os aficcionados por séries e quadrinhos – novos e antigos – amariam: a Pulp’s, que tem bonecos de todos os personagens que você imaginar. No entanto, prepare seu bolso: qualquer um dos mimos expostos não custa menos do que 30 Euros…

– Se você gosta de coisinhas com design divertido e diferenciado, vai gostar de ir à PA-Design – ela é tipo uma Imaginarium francesa. Eu fui lá em busca dos super hype post-it em forma de relógio de pulso, mas, infelizmente, eles tinham acabado… mas você pode se divertir com dezenas de outras coisas muito atraentes;

Loja (tentadora) de gravuras em Montmartre

– Em Montmartre, o bairro boêmio de Paris, você será tentado com dezenas de lojinhas vendendo souvenires, gravuras, camisetas, bolsas e coisas gostosas para comer. Sugiro andar bastante pela área antes de entrar em uma delas disposto a comprar, porque os preços variam e a oferta de produtos legais também. Dica: nessas lojas você vai achar muitos produtos com estampas da Belle Époque parisiense e de Toulouse Lautrec, artista que ficou famoso pelos cartazes do Moulin Rouge – são lindos, mas você acha igualzinho no Brasil mesmo, viu?

LUGARES PARA IR

Dessa vez, optei por não ir às grandes atrações de Paris por uma questão de tempo. Assim, vi a Torre Eiffel só de longe, não fui ao Museu do Louvre nem ao Palácio de Versailles e tampouco a outras coisas lindas que há nos arredores da cidade. Eu tinha só três dias e muitas coisas anotadas para conferir, das quais vou falar aqui. Desde já, uma boa dica: informe-se sobre os passeios para saber se compensa realmente pagar o preço que a agência cobra, pois em alguns casos, sai mais barato ir por sua conta. Dica boa 2: saia cedo, por volta das 9h, e visite primeiro as igrejas, para você ver que lindeza o sol entrando pelos vitrais! E dica boa 3: reserve entre 5 e 10 Euros para a entrada em cada lugar que visitar (a maioria custa entre 7 e 8 Euros).

– Nas margens do Rio Sena, na área do Quartier Latin, estão os bouquinistes, simpáticos vendedores de livros usados que montam suas bancas na beira do rio. São dezenas, onde você encontra, além dos livros, gravuras e jornais antigos, mapas e curiosidades. Vale a caminhada por essa tradição parisiense que existe desde o século XVII e um papo com os velhinhos que estão sempre de bem com a vida;

Armadura no Museu de Cluny

– Como eu gosto muito de arte antiga, fui direto ao Museu Nacional da Idade Média, ou Museu de Cluny. A entrada custa 8 Euros e você pode pegar emprestado um audioguia para conhecer melhor todas aquelas maravilhas de até 900 anos. Uma dica boa: na maioria dos museus franceses é permitido tirar fotos! Sem flash, mas não é ótimo mesmo assim?

– Outro museu em que entrei foi o Espace Dali Montmartre, com pinturas e esculturas de Salvador Dali, artista que eu amo. O espaço não é grande, mas tem uma ótima variedade de obras mostradas por um guia e ainda tem uma lojinha cheia de coisas tentadoras;

Detalhes dos vitrais de Saint Sulpice

– Também gosto muito de igrejas antigas, e Paris é cheia delas! Não entrei em Notre Dame, mas fui à Saint Germain de Près, Saint Sulpice, Saint Jean Evangeliste, a Basilique du Sacré Coeur e Saint Pierre de Montmartre. Nas igrejas também costuma ser permitido fotografar sem flash, mas pergunte antes. O bom é que nenhuma delas cobra entrada, a não ser que você queira visitar lugares especiais dentro delas, como o domo e a cripta da Sacré-Coeur. Ah, em todas elas há missas que você também pode assistir – são lindas. Uma dica: igreja é igreja em qualquer lugar do mundo – então, nada de saias curtas, decotes, celulares ligados e bonés lá dentro;

Paris, vista do domo da Sacré Coeur

– A Basilique du Sacré Coeur é um caso à parte: haja o que houver, não deixe de visitar. A arquitetura, a beleza e a grandeza dela te deixam sem fala, sério. Mesmo na baixa temporada, o lugar é muito cheio, então tenha paciência. Como eu disse, você também pode visitar a cripta e o domo. Numa boa? Deixe a cripta e vá direto ao domo – de lá você terá uma visão INCRÍVEL de Paris, tanto quanto a visão da torre. Mas prepare-se: são mais de 300 degraus numa estreitíssima escadinha em caracol… haja estômago;

– A Opéra National de Paris é lindíssima também! Ela é o cenário do clássico “O Fantasma da Ópera” e me disseram que realmente existe um lago por baixo do prédio. A fachada do prédio é magnifíca, com estátuas homenageando os grandes compositores eruditos da História – não deixe de dar uma volta no prédio todo, cada detalhe vale a pena. Mas o horário de visitação é só até às 16h – então corra, senão você terá só algumas fotos de fora, a noite, que nem eu… =[

Le Musée de L’Erotisme

– Outro lugar interessante é Le Musée de L’Erotisme, que também fica em Montmartre, pertinho do Moulin Rouge (onde, aliás, não fui: é MUITO caro). Mas atenção: a visita só vale se você não se horroriza com arte erótica – que é diferente desse pornô que abunda por aí – e está disposto a conhecer a história do sexo ao redor do mundo nos cinco andares do lugar. Há peças de todos os tempos e de todos os lugares do mundo, provando que sexo sempre foi uma grande obsessão da humanidade. As mais interessantes, na minha opinião, são aquelas peças que são aparentemente inocentes, mas, olhadas com mais atenção, revelam detalhes bem picantes. O legal é que você pode deixar o Museu do Erotismo por último no seu roteiro, pois ele fica aberto até às 2h da manhã;

– Perto do meu hotel eu descobri uma rua interessantíssima para a boemia, a Rue de Lappe, uma viela cheia de cafés e bares para todos – eu disse TODOS – os gostos. Tinha até uma loja de coisas brasileiras! Passei por lá uma noite por acaso, porque me perdi ao tentar cortar caminho para o hotel. Como é uma rua muito estreita, não passam carros, então as muitas pessoas ficam na rua mesmo tomando suas cervejas e conversando. Vale a pena uma ida lá com os amigos – DUVIDO que você não encontre nada que te agrade até altas horas.

COMIDA

Os europeus não têm os mesmos hábitos que a gente sobre café da manhã, almoço e jantar. Lá eles tomam um super café, almoçam rapidamente (praticamente lancham) e voltam para casa ou saem para jantar. Há comida para todos os gostos e bolsos em Paris e uma coisa que me dava muito medo era o “vaticínio” dos outros dizendo que tudo era estupidamente caro e eu só teria condições de comer em fast food. Ora, vê se eu vou para a França comer em McDonalds! Francamente, né? Dica: reserve entre 5 e 15 Euros para cada refeição – com isso, você pode escolher entre um lanche e um prato perfeitamente.

Nham-nham!

– Então: aproveite que você estará num hotel e tome AQUELE café da manhã. Sério, não tenha vergonha de comer bem, lá o quente da refeição é o café e você precisa estar preparado para um dia inteiro de passeios;

– Não vou tentar indicar lugares para comer, porque eu como de tudo, então não tenho preferências. Mas achei uma boa opção também as várias bancas de frutas e de sanduíches espalhadas pela cidade, para um lanche rápido enquanto você caminha;

– Você pode até sentar-se em algum lugar para almoçar, mas olha, o tempo que você vai gastar nisso é precioso. É claro que a experiência é sempre válida e os restaurantes são lindos, mas, se você não tem tempo, faça como muitos franceses e sente-se num café para comer uma baguette ou um Croque-monsieur, e tomar uma cerveja ou um café mesmo;

– Eu não posso falar muito do jantar em Paris porque não jantei de fato em dia nenhum, fora no primeiro. Fiquei sem saber como escolher um restaurante e né, não ia ter graça nenhuma ficar sozinha olhando para a vela (sim, todos os restaurantes têm uma vela na mesa) e a taça de vinho na mesa. Mas você pode ir a um café, é quase a mesma coisa do almoço no que tange à opções;

Garrafas de chá verde, com mel ou romã: delícias para lanchar no hotel

– O que eu preferia fazer era lanchar a noite. Paris é cheia de lojinhas de conveniência com coisas diferentes e gostosas para comer – assim, toda noite, ao voltar de longas caminhadas, eu entrava em uma delas e escolhia um sanduíche, biscoitos, e um iogurte, um chá ou uma garrafa de suco, e levava para o hotel. Isso não te custará mais do que uns 5 Euros e vai te suprir numa boa;

– Não deixe de tomar cafés e capuccinos em Paris: lá sim, eles são “de responsa”! Quando você pede, por exemplo, um capuccino, o que vem é uma GRANDE xícara com a bebida, um generoso topo de chantilly polvilhado com cacau em pó e um biscoitinho ou mentinha para acompanhar. Nossa, como é bom!

A tal sopa

– Tem uma coisa que você precisa saber: a sopa de cebola – Soup aux Oignons – é uma entrada tradicional nos restaurantes e talvez você queira provar. Bom, te recomendo tomar um antiácido depois, pois ela é BEM forte… apesar de gostosa e acompanhada de croutons. Voltei para o Brasil sentindo o gosto dela ainda. =S

FIQUE ESPERTO

Como disse meu pai no momento em que embarquei aqui no Brasil, “vagabundo é vagabundo no primeiro mundo também”. Eu não passei aperto nesse sentido, mas vivi situações no mínimo, tensas. Voilà:

– Não saia na rua com um “crachá de turista” – explico: PELAMORDEDEUS, não vá tirando a sua câmera ultra moderna da bolsa toda hora e nem ande com ela no pescoço, isso é um chamariz lá tal qual é aqui. A melhor coisa a fazer é justamente NÃO parecer um turista – ande com calma, observe as pessoas e, se quiser tirar uma foto, pare, faça a foto, guarde a câmera e siga. Dica: se for pedir a alguém para tirar uma foto sua, prefira falar com outros turistas na mesma situação ou famílias passeando – vai ser mais difícil deles saírem correndo com as suas coisas;

Vai abrir um mapa? Faça isso com uma cerveja – é gostoso e mais seguro

– A mesma coisa vale para mapas. Abrir um mapa, em qualquer lugar, é confirmar que você não sabe bem onde está – e isso não é bom. Então seja discreto e entre numa igreja ou café para isso. Aliás, o melhor é dar uma longa olhada no mapa ANTES de sair do hotel e anotar o caminho que vai pegar, para abrir o mapa o mínimo possível depois;

– Cuidado com a sua bolsa e não coloque nada importante nos bolsos. Eu não fui assaltada, mas ouvi casos de gente que ficou sem a carteira dentro do metrô ou de um museu e nem viu. Dica: assim como aqui, os gatunos parisienses hoje em dia são bem vestidos e não aparentam em nada o que fazem de verdade para ganhar dinheiro;

Galeries Lafayette

– Essa aconteceu comigo: cuidado com gente que, do nada, te aborda na rua, pois é nessa hora que vem um parceiro e pode te assaltar (um amigo meu passou por isso na Argentina – e, pasme: a parceira do golpe era uma velhinha). Estava eu andando em frente às Galerie Lafayette no sábado a noite quando, do nada um rapaz se “materializou” na minha frente, falando uma língua que eu nunca ouvi e jurando que eu era uma amiga dele. Agarrei a bolsa, olhei ao redor e saí, dizendo que, infelizmente, não era eu. Bom, o moço continuou me seguindo e conversando e me deu um trabalho danado despistá-lo. Até hoje tento imaginar o que ele queria;

Desenhista na Place du Tertre

– Outra que me aconteceu (essa foi tensa): em Montmartre há muitos artistas de rua, inclusive aqueles que fazem seu retrato na hora. A maioria fica na Place du Tertre, mas outros ficam na Rue Norvins e vão te abordar para te vender um retrato. Quer um conselho? NÃO ACEITE – pelo menos até ele te falar o preço certo do mimo. Senão, você vai passar pelo mesmo que eu: o desenhista, sempre muito simpático, te convencerá a posar com um papo de que “para você fará um preço bom”. No entanto, depois dele pronto, te dirá que o preço é entre 60 e 100 Euros!!! Eu não paguei isso tudo porque (confesso) contei uma mentirinha dizendo que todo meu dinheiro estava no cartão e o que eu tinha em espécie eram só aqueles 30 Euros – que ele aceitou, para minha sorte.

– Mais uma de experiência própria: reafirmo que andar em Paris é a melhor forma de conhecer a cidade. Assim, ao fim do primeiro dia, eu estava com as pernas tão doloridas que mal conseguia dormir. Na ocasião, eu optei por tomar uma dose cavalar de Dipirona para espantar a dor e descansar, mas, como não sou médica, te recomendo é a fazer mais paradas durante o seu passeio e colocar as pernas para o alto assim que chegar no hotel.

Ufa! Acho que é isso. Talvez eu lembre de mais coisas, mas essas vão ficar para outros posts, mais detalhados. Next stop: London!

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10 responses

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27 02 2012
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[…] comum com Paris (da qual falei aqui), há o fato de que eu tive que abrir mão de algumas visitas importantes, como a London Eye, o […]

19 01 2012
Débora Alves

Muito bacana seu texto e dicas! Realmente dá muita vontade de ir visitar Paris, especialmente pelos filmes que a mostram tão linda…
Obrigada por compartilhar a experiência. 🙂

20 01 2012
Janaina Rochido

Oi, Débora! Muito obrigada pela visita! Fico feliz que tenha gostado do texto – Paris é tão apaixonante que dá vontade de dividir a experiência com todo mundo mesmo. Vale muito a pena! =)

1 01 2012
Isa

Mais uma vez, ótimo texto! Aprendi muito!!! 🙂
Abraços!

20 01 2012
Janaina Rochido

Oi, Isa – que bom que você gostou dos textos sobre a viagem! Quis dividir a experiência exatamente porque sei que as pessoas têm as mesmas dúvidas, mas, muitas vezes, as acham “idiotas” demais para expô-las. Espero ter ajudado – obrigadão pela visita! =D

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