Cat Lovers Day!

29 09 2010

Oh, yes!

Hoje foi o dia escolhido para homenagearmos os bigodes de todo mundo, o #CatLoversDay! Se você não entendeu, entre aqui e leia, está sendo divulgado em várias redes sociais – e pare de me olhar com esse nariz torcido, porque todo mundo já sabe que EU SOU GATEIRA e com muito orgulho! 😉

A vida sem um bichinho de estimação, seja gato ou cachorro, é muito sem-graça… afinal, quem é que te recebe sempre feliz e com saudades depois do trabalho, independente do seu humor? Como contribuição ao Cat Lovers Day, separei umas fotos de gatos que são e foram especiais na minha vida. Foram taaaaantos… brancos, pretos, amarelos, escaminhas, tigrados, cinzas, tartaruguinhas, malhados… lembro-me de todos, apesar de não ter todas as fotos.

Os donos da casa

Hoje são dois os peludos que mandam aqui em casa. Bruce, que chegou primeiro, há uns três anos, e Manteiga, que adotei em agosto – ambos já são estrelas no Flickr! Desde a chegada do Manteiga eu tenho praticado mais os conceitos de posse responsável, que conheci melhor depois que me assumi gateira de carteirinha. Os dois são castrados, vacinados, vermifugados, dormem dentro de casa, a salvo de brigas, atropelamentos, cachorros, maldades e doenças, só comem ração, têm uma caixinha de areia e vão ao veterinário sempre que necessário. O resultado é o melhor possível: dois gatinhos gordos, saudáveis, bem-humorados e brincalhões, que me esperam voltar do trabalho todo dia e estão sempre me seguindo e “conversando”. O bom de se tomar todas as providências quando se tem um animal em casa é que ele pode ser efetivamente um “membro da família”, podendo até conviver numa boa com crianças – meu filho que o diga. =)

Bruce, o meu Chitos, meu xodó. Apareceu aqui em casa machucado e resolvi ficar com ele. Virou um gatão grande e gordo que me espera voltar do trabalho e me segue por todo canto. Já temos nossos "códigos" e, às vezes, basta um "miau" para eu saber o que ele quer ❤

Manteiga acabou de chegar, mas já age como dono. No mesmo dia em que o adotei, ele já expulsou todo mundo da cama - mas era só fachada, porque nunca vi gato tão carinhoso! A única coisa que eu ainda não aprendi a lidar é mania dele de miar até me convencer a dormir e depois miar até me acordar (às 6h da manhã!)

Boas lembranças e saudades

Foram dezenas, quiçá centenas de gatos que já passaram pela minha vida. Muitos sumiram, foram envenenados ou roubados – daí a importância da posse responsável e dos cuidados com eles – se naquela época eu já soubesse de tudo que sei hoje sobre ter e manter um gato, as coisas teriam sido diferentes e eu teria vários “velhinhos” aqui esquentando meus pés. Eu convivo com gatos desde criança – aliás, desde antes de nascer! Minha avó já tinha gatos, minha mãe herdou dela o gosto por eles e quando ela se casou tinha um amarelo que morava lá em casa (meu pai nunca gostou, mas ele não maltrata e até alimenta se precisar). Ela conta que ele gostava de ficar no colo dela enquanto ela costurava. Quando nós nascemos ele ainda estava lá e, segundo o “álbum de família”, ele ficava escondido esperando quando eu ou minhas irmãs passássemos engatinhando ou ensaiando os primeiros passos para ele pular em cima nos dando um grande susto – rs!

Isso tudo foi moldando o meu amor pelos bichos, inclusive cachorros – e para quem ainda tem aquele pensamento maniqueísta de que quem gosta de um não pode gostar do outro, eu gosto de cães, só prefiro não ter em casa hoje em dia. Quando eu era criança, queria ser veterinária. Mesmo ficando de coração partido quando via os gatinhos sofrendo, eu fazia de tudo para tentar resolver os problemas deles. Eu sempre levava todos que achava na rua para casa e contava com a minha avó para ficar com eles – até “amansadora” de gatos eu fui! As cicatrizes que tenho nas mãos até hoje provam que eu era corajosa: não tinha gato bravo que eu não encarasse. Onde quer que ele aparecesse, lá estava eu subindo em algum lugar para tentar alcançá-lo, dar comida e ver se não estava machucado. Com o tempo eu desisti da profissão, mas não dos gatos – nós crescemos e eles sempre juntos, indo em cada mudança, muitos ou poucos, adultos ou filhotes. Tenho lembranças boas de todos… separei umas fotos de alguns que marcaram:

Theodoro foi o gato mais lindo e mais manso que já vimos. Até quem não gostava de gatos era conquistado por ele e sua mania de rolar para as visitas. Era tão mansinho que foi roubado.

Essa era a Tuata. A encontrei no meio da rua a noite, tão fraca que nem conseguia andar. Era tão pequena que só percebi que era um gato porque pessoas faziam sinal na rua para que os carros não a atropelassem - quando diminuí a velocidade e percebi o que era, pedi para me darem a gatinha, que era uma fofa com um olho verde e outro azul. Um xodó, mas morreu duas semanas depois sem sabermos porque.

Padreco. O nome original era Amaro, devido ao livro do Eça de Queiroz. Gordo e dorminhoco, simplesmente desapareceu daqui de casa.

A Catita - ou Cacá - viveu conosco 17 anos e era a prova viva de que não tem essa de que gato gosta é da casa: em três mudanças, ela sempre veio conosco. Era mais gente do que gato e morreu de velhice.

Capitu, a princesa. Linda e aristocrática, tivemos que optar pela eutanásia devido a um câncer de pele que se espalhou depressa demais.

Esse era o Simba, um gatão enooorme e macio, que nasceu aqui mesmo. Infelizmente o coitadinho foi envenenado por um vizinho maldoso.

Esses gêmeos foram colocados na nossa porta uma noite e ganharam os nomes de Ding e Dong. Faziam tudo juntos e foram doados também juntos, não lembro mais para quem. Vamos considerá-los representantes das dezenas de gatos preto-e-brancos que já passaram por aqui. =)

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One response

29 09 2010
Flávia

Ohhhh, quanta fofura!

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