O tal do relógio biológico

4 03 2010

“Deus ajuda quem cedo madruga”.

Será?

Ouvi isso a vida inteira e juro que tentei seguir o que diz o conhecido dito popular. No entanto, nunca consegui. Eu sou da noite. Não necessariamente da balada, mas meu dia começa bem só depois das 13h. Também não é displicência ou preguiça, mas o tal do relógio biológico. Já reparou o horários dos meus posts aqui? É difícil ter um de antes da meia-noite.

É assim: as pessoas são diferentes. Sendo diferentes, elas têm gostos, hábitos, preferências, ritmos diferentes. Algumas são mais falantes, conversam ao telefone dando voltas pela sala e não conseguem ficar sentadas sem bater o pé no chão. Outras são mais contemplativas, quietas, observadoras, falam pouco e comem devagar. E umas sentem-se melhor acordando cedo, enquanto outras sentem-se melhor acordando tarde. Aí, no segundo grupo, estou eu.

Quando eu estudava de manhã, meu rendimento era bem mediano. Sim, eu tinha boas notas, mas era um sacrifício assistir às aulas… eu dormia a maior parte da aula (tá, confesso), chegava em casa e dormia mais a tarde. A noite, que nem coruja, eu ficava acesa até altas horas da madrugada. No ensino fundamental, ali, no primeiro ano, eu quase perdi o ano por causa disso – uma tortura: tinha 7 anos e tinha que acordar às 6 para ir pra escola. Definitivamente, isso é o inferno não é coisa de criança.

Passei a estudar a tarde, mas o hábito sempre foi o mesmo. Gosto de dormir e gosto de ir para a cama de madrugada – e, por incrível que pareça, acordo bem e meu dia transcorre normalmente. Minha cabeça funciona melhor, faço tudo melhor. Adoraria ser daquelas pessoas que acordam às 5h, dormem às 22h e ficam bem, porque isso é bem mais normal e ninguém fica buzinando na sua orelha que “você é doida”, “quê isso, como você consegue”, e blablabla. Um saco.

Então já sabe: não venha me apontar dedos acusadores quando eu disser que prefiro dormir tarde e que adoro dormir sempre que posso, porque isso nunca afetou o que importa (aka meu trabalho) – pergunte à minha monografia e ao meu artigo da pós; muito pelo contrário.

E doido é você, que acorda às 5h e dorme às 22h… perde os agitos da noite, o silêncio da madrugada e o sono bom do começo da manhã… nham-nham.

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