A SkyNet vem aí

7 06 2009

Eu coloco O Exterminador do Futuro 2: o dia do julgamento (James Cameron, 1991) como um dos filmes que mais marcaram minha adolescência. Desde a trilha sonora, com You could be mine, do falecido Guns n’ Roses, até o Arnold Schwarzenegger, naquele que, para mim, foi seu último bom papel no cinema antes de se tornar The Governator – como os americanos diziam na época de sua eleição para governador da Califórnia.

Para entender porque eu acho esse filme marcante e porque eu o relaciono ao que vou dizer sobre as última aulas que tivemos na pós-graduação, preciso confessar algo no mínimo curioso para alguém que pretende trabalhar com Comunicação Digital: morro de medo de robôs e máquinas inteligentes.

Lembro-me bem de uma das frases do T101, interpretado por Schwarzenegger,  quando eles chegam a casa do pesquisador da Cyberdyne Systems Inc. e precisam explicar porque é necessário destruir o chip retirado do primeiro exterminador:

“- (…) Em pânico, eles tentam puxar a tomada. A SkyNet adquire vida própria e lança mísseis contra a União Soviética.”

Essa frase jamais saiu da minha cabeça. Desde então, todas as vezes em que vejo os japoneses criarem robôs cada vez mais independentes e parecidos com os seres humanos, me encolho na cadeira pensando que pode haver um dia em que seremos dominados por eles.

Paranóia? Talvez não. Esse tipo de futuro não precisa começar com máquinas vindo do futuro, mas sim com indícios corriqueiros, como as centenas de funções do seu celular ou a profusão de câmeras nos corredores dos prédios comerciais e residenciais, como lembrou minha professora na pós, Marília Bergamo. Ela me perguntou: “Você não tem medo disso tudo?” – pensativa, respondi que não, enquanto ela me encarava com uma expressão enigmática.

Talvez seja por isso que as máquinas vão nos dominar: não temos medo dos indícios e nem desconfiamos do inocente GPS que vem integrado ao carro e ao celular, ou das dezenas de experiências listadas no Google Labs… pobres de nós.

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One response

17 02 2010
Pausa para estudar: “Vem pra cá!” « Janaina Rochido, jornalista

[…] Alguém aí se lembra como é passar um dia inteiro sem celular? Quem nunca tirou uma foto com o telefone? Aqueles que já têm aparelhos mais avançados já podem interagir com muitas coisas ao nosso redor, por meio de Bluetooth e SMS – as máquinas estão realmente se tornando uma extensão do corpo humano (a propósito, continuo com medo da SkyNet). […]

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