Aparecendo na Comunicação

20 05 2009

A entrada de novos profissionais na Comunicação costuma acontecer com muita frequência por meio do famoso QI – “Quem Indica”. Isso é cada vez mais comum e deveríamos nos acostumar, mas não consigo deixar de lado duas reflexões a respeito.

A primeira é de que isso é interessante, uma vez que um profissional indicado traz certa segurança para a empresa, a partir do momento em que veio referenciado por alguém que já é conhecido na organização. Isso reduz o tempo gasto no processo de seleção, o que ajuda o candidato selecionado, que entra mais rápido na empresa e ajuda bastante o empregador, que consegue seu novo funcionário sem recorrer a anúncios no jornal e análise de centenas de currículos.

Mas temos a segunda: e quanto a quem não tem quem o indique? O mercado está cheio de pessoas a procura de emprego. Existe a máxima de que quem é bom sempre está empregado, mas, nem sempre é assim – principalmente com o advento da (nova) crise mundial.

Eu mesma conheço muitos profissionais bons que estão sem trabalhar. Enviam currículos, se cadastram em sites, procuram nos classificados, investem em cursos… mas seu networking não é forte. Dessa forma, elas continuam à procura e as empresas também, um sem ver o outro.

O que fazer? Como provar que seu trabalho é bom, se você não tem quem possa falar dele dentro das empresas? E como saber quais empresas precisam de novos profissionais, se elas contam com as indicações de quem já está lá? Pior que dizem que as empresas nem se dão ao trabalho de olhar o que chega pelo link “Trabalhe Conosco” de seus sites…

Idéias?

Não há muito o que fazer, a não ser criar esse networking, então. Pelo que vi ao longo da minha carreira, o ideal é começá-lo ainda na faculdade, se mostrando interessado e conversando com professores, com outros alunos e até mesmo com funcionários da faculdade – os dos laboratórios costumam saber de freelas nas áreas técnicas.

Se você não fez isso na graduação, faça agora. Espalhe para seus amigos que você está em busca de novas oportunidades, crie um blog e divulgue-o, faça um perfil no Twitter, nas principais redes sociais – como o Linked In e o Facebook, muito em voga atualmente -, participe de grupos de profissionais da sua área e interaja bastante, sempre com conteúdo interessante e opiniões bem embasadas. Se você fez um blog, acrescente o link em sua assinatura de e-mail e em seu currículo e tenha paciência. Essas opções não garantem um emprego a jato, mas já são passos importantes, pois é preciso começar.

Outra coisa, essa vinda da experiência pessoal: tenha cara-de-pau. Perguntar não ofende, então, se você tem a oportunidade, encha-se de coragem e aborde um palestrante ao final de uma palestra ou pergunte se naquela empresa precisam de um estagiário ou de um novo jornalista (ou publicitário, ou RP…) – a resposta pode te surpreender e a iniciativa costuma ser vista como uma atitude empreendedora.

Uma última: não dispense oportunidades. É impressionante, mas muitas vezes aquele anúncio pequeno no jornal ou aquele estágio (ou freela) que paga pouco podem trazer surpresas ótimas e portas enormes, esperando quem se arrisque. Pense no seguinte: é mais fácil ser visto estando empregado do que à procura.

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