O corpo é seu, mas seu marido é quem decide

18 05 2012

Estava aqui pensando em como começar esse texto, no qual pretendo comentar uma coisa incrível (no mau sentido) que ouvi da minha médica. Talvez eu deva começar dizendo que essa semana tuitei que estava tendo ataques alternados de feminismo e misantropia – e que descobri que isso tem uma ligação que mais adiante eu tentei relacionar.

Feminismo eu acho que não preciso explicar o que é – já misantropia, caso alguém não saiba, é algo como não gostar de gente. Pois é, confesso que tem dias que eu não gosto de gente. E esses dias eu tenho percebido que não gosto de gente porque constato todo dia que a vida das mulheres é mesmo muito difícil, credo – e todo mundo acaba tendo uma parcela de culpa, seja homem ou mulher. Enfim. Isso foi só um arremedo de prólogo.

Outra coisa que seria interessante dizer – para fins de compreensão total do que eu quero mostrar – é que eu tenho um filho. E, mesmo antes dele nascer, eu já tinha decidido que não queria outro, que seria só ele mesmo e pronto, por vários motivos. Na medida em que o tempo passou e eu vi como funciona a criação de uma criança, a relação mãe/filho e a relação mãe/sociedade, minha crença nisso se consolidou.

Posto isso, ontem fui à minha ginecologista. Como acabei de conhecê-la, tive que passar por um questionário onde expus tudo isso e muito mais sobre mim, inclusive minha enorme preocupação em evitar outra gravidez. Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se eu, solteira, aqui dos meus 31 anos e com um único filho, poderia fazer uma laqueadura (tá, para alguns isso pode parecer loucura, mas eu tenho CERTEZA que não quero mais filhos) e encerrar essa preocupação de vez na minha vida.

E então chegamos ao motivo d’eu vir aqui escrever e estar até agora meio embasbacada.

Você [não é] quem sabe

Você [não é] quem sabe

A médica me disse que EU NÃO PODERIA FAZER UMA LAQUEADURA PORQUE EU PRECISARIA DE UM MARIDO QUE AUTORIZASSE ISSO JUNTO COMIGO. Sim, meu espanto vem em caps lock mesmo.

Não sei você, mas eu não sabia disso. Nunca imaginei. E soltei um profundo “ahn?” quando ela me disse isso.

Repeti a pergunta. E ela me deu a mesma resposta: para fazer uma laqueadura, eu deveria ser casada e MEU MARIDO, junto comigo, deveria assinar uma autorização, que depois deveria ser ENDOSSADA POR TRÊS MÉDICOS para que EU pudesse evitar filhos de forma mais eficaz. E que isso era DETERMINADO PELO GOVERNO, ela não poderia fazer nada.

Questionei de novo: “doutora, espera, acho que não entendi. A senhora está me dizendo que eu, solteira, sã, trabalhadora, maior de idade, só posso decidir que EU não quero mais filhos se EU TIVER UM MARIDO QUE CONCORDE COM ISSO?” – e mais uma vez ela balançou a cabeça.

Fiquei de cara – aliás, estou até agora. Como assim? O corpo é MEU, porque eu não posso decidir SOZINHA sobre uma coisa que diz respeito unicamente a mim, como gerar uma criança? Nem vou entrar aqui no mérito do aborto, porque estou com preguiça de polemizar. Mas sabe, uma laqueadura é uma coisa totalmente inerente à mulher, não envolve nem questões morais, a meu ver. Então como assim? Não dá pra entender que direito é esse que o Estado tem de decidir qual é a hora d’eu não ter mais filhos definitivamente.

Saí do consultório me sentindo um nada. O direito sobre o próprio corpo sempre me pareceu algo muito óbvio, tipo, meu corpo = minhas regras e toda vez que eu percebo que não é assim que funciona, me sinto meio mal. Nunca é muito agradável lembrar que quem manda no meu corpo de mulher, afinal, são o Estado, a Igreja, meu marido(?) e a moral e os bons costumes – menos eu. E descobrir que solteira eu mando menos ainda não foi nada legal.

Daí voltamos aos meus ataques de feminismo e misantropia essa semana, para fechar o raciocínio. Esse tipo de determinação que diz que você só pode decidir se quer ou não ter mais filhos se tiver um marido pra endossar é feito por GENTE que não pensa que hoje o planejamento familiar envolve novas concepções de família que nem sempre têm a fórmula tradicional pai + mãe + dois filhos + cachorro. Sou solteira e já tenho um filho, não quero mais nenhum – será que é tão difícil assim para essas pessoas entenderem que, para mim, a família está completa? [ok, ainda tem espaço para um “namorido”, depois de rigorosa seleção, rs]

Nessas horas é que a gente vê como é importante que haja o feminismo no mundo. É preciso discutir e contestar certas normas que continuam impedindo que as mulheres sejam donas de si mesmas. De seus corpos. De suas vontades. Tem muita coisa ainda pra fazer, é impressionante. E isso me revolta – me revolta que tenhamos que BRIGAR para uma coisa tão óbvia, como sermos donas dos próprios narizes. Eu não aceito que mandem no meu corpo dessa forma e acho que ninguém deveria aceitar essa tutela imposta e totalmente ignorante da realidade de cada um. Me dá muita raiva ver isso e constatar que muita gente aceita a situação como normal e – pior! – a perpetua, condenando as mulheres que “ousam” questionar.

Bah – eu poderia falar muito mais, mas me faltam bons argumentos. Vamos combinar o seguinte, então: pense no assunto, ok?

UPDATE em 18/05, às 12h45: Pessoal, só esclarecendo, devido aos comentários do pessoal – eu já uso outros métodos anticoncepcionais e me preocupo sim com DSTs, tanto que sempre carrego camisinha. A questão da laqueadura é porque eu gostaria de algo ainda mais seguro, ok? =)


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83 responses

21 10 2014
Andrea

Eu fiz a cirurgia pela UNIMED, e passei muita raiva. Tem 2 anos quando resolvi, tenho 42 anos e uma filha de 22 anos, estava em processo de divórcio, e não queria ter mais filhos, eu estava namorando e não podia tomar pílulas porque tenho problemas de circulação. A UNIMED exigiu a autorização do meu ex marido, tem cabimento uma coisa dessa? Eu tive que anexar o meu processo de divórcio na central da UNIMED e esperar meses para a decisão. Eu não os deixei em paz, ligava quase todos os dias, só assim consegui.

19 09 2014
Welder Martins

Caros colegas, perguntem a seus advogados o que a legislação brasileira diz sobre o direito de as mulheres fazerem laqueadura, isso responde a questão com elevação, e não se restrinjam a informação de um médico.
Uma vez conhecí um médico, um irresponsável, que em sorriso de cinismo disse que se negou a fazer determinado procedimento a um paciente porque não tinha um equipamento, que não estava funcionando. Este não quis admitir isso ao paciente, então inventou uma “estorinha” sobre inexistencia de direitos, e que não era ético etcs,e etcs livrando-se dessa forma do inquiridor. Esse papo eu ouví em uma mesa de chope…………….
Então procure sempre agir assim: na dúvida, converse com seu advogado.

10 01 2014
2013 no meu blog: quase repeteco de 2012 | Janaina Rochido, jornalista

[…] praticamente como o de 2012: o sucesso absoluto, disparado, sem chance pra ninguém em acessos, foi o post sobre a laqueadura, aquele. No top 5 também estão, novamente, o post sobre a minha viagem para Paris e Londres e aquele […]

29 09 2013
ANA

Muito boa a reportagem

20 05 2013
Bruna Albuquerque

Olá. Acho que a informação da sua médica não procede. Minha mãe fez laqueadura quando eu nasci e ela nunca foi casada.

19 05 2013
Raposa

Parece que alguem jacomentou mas acho que sua medica esta enganada.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9263.htm

Tb acho um absurdo a mulher colocar o sobrenome do marido quando casa. Acho que hoje em dia isso na oeh mais obrigatorio.
Mas mais absurdo do q isso, pra mim, eh a mulher ser entregue pelo pai ao marido na ceremonia religiosa. O simbolismo eh extremamente opressor, na minha opiniao.

19 05 2013
Leda Ferreira

Alguns meses atrás eu fiz esse questionamento para um grupo de médicos que estavam fazendo piada com mulheres que buscam o aborto. Falei que a lei não permite o aborto e os médicos ainda dificultam o acesso à métodos de esterilização como laqueadura ou vasectomia.
Sabe o que me disseram? Um sujeito bem arrogante me disse que QUALQUER pessoa pode fazer laqueadura se tiver mais que 25 anos OU pelo menos 2 filhos. Ou seja, ele me disse que uma pessoa menor de 25 anos, se já tivesse dois filhos, poderia fazer laqueadura. Da mesma forma, uma pessoa maior que 25 anos, mesmo sem filhos, também poderia. Ainda teve a audácia de dizer para que eu me informasse antes de ficar “falando besteira”.
Pois é. Mas o seu caso desmente isso. Não só você tem mais de 25 anos e já tem um filho, como AINDA querem que você arranje um homem para te autorizar.
Olha, tive muitos desentendimentos com feministas esses últimos dias então vou ser 100% sincera: sou transexual e sei que jamais vou passar pelo que você passou nesse dia, me sentir tão destruída como você se sentiu nesse dia. Mas sério, sinto empatia e fico mesmo PUTA quando ouço uma história dessas. Tá, talvez eu enfrentasse problemas SE quisesse fazer vasectomia, mas ao menos ainda tenho a opção de me esterilizar, tomando hormônios e antiandrógenos por conta própria. Uma opção que você não tem… :/
Acredito que a sociedade precise de algo como “Estatuto dos Direitos Reprodutivos”, ou mesmo “Estatuto da Autonomia Sobre o Próprio Corpo”, que reconhecesse o direito do indivíduo – principalmente das mulheres – de tomar as decisões sobre o próprio corpo.

14 05 2013
Bárbara

Eu tenho 3 filhos, sendo uma menina e um casal de gêmeos.
Quando meus gêmeos nasceram, 4 anos atrás eu disse pro médico (que a propósito era o meu sogro) que gostaria de fazer uma laqueadura.
Eu tinha 21 anos. O médico/sogro disse: -Imagine, laqueadura?! Você é muito jovem!

Agora, me respondam porque alguém acha que uma jovem de 21 anos que está dando a luz a 2 filhos de uma vez e já possuí 1 não pode fazer uma laqueadura?!

Eu, que de filhos, partos e afins entendo bem tenho a opinião de que muitas vezes, oque atrapalha além do já conhecido combo governo/leis/igreja/moral/blablabla são as crenças pessoais do médico que a gente escolhe.

Todos batem na mesma tecla: parto normal, amamentação.
Em muitos casos, o parto normal não se aplica.
O filho de uma amiga minha, teve caso de subnutrição porque o pediatra insistia em recomendar só a amamentação, que no caso daquele bebê, não era o suficiente.

Tenho uma outra amiga, que possuí transtornos alimentares e outras coisas… que ao contar pro médico que estava mal com o fim de seu namoro, ouviu dele que a culpa era dela, por estar sempre doente nenhum homem vai ficar muito tempo com ela, pois não suportará e escolherá por outra mulher saudável.

Na minha concepção, esse doutor deveria ter sua licença caçada!
Quando a obrigação dele é tratar da doença de uma garota jovem, ele diz que ela nunca vai ter um namorado, nunca vai ser feliz por causa da doença.

Cada vez que ouço uma história assim, meus olhos lacrimejam, meu coração se entristece e esmorece um pouco.

18 05 2013
Luciana Antunes Rodrigues

Pois é, Bárbara… Vivemos ainda em tempos retrógrados e resistimos ao trabalho de psicólogos. Muitas pessoas podem tomar uma decisão assim por motivos errados, mágoa ou vingança, por exemplo. Um médico que não compreende a área das doenças psiquiátricas não deveria ter o direito de opinar, a não ser para fazer encaminhamento para o profissional competente. Tanto pessoas como você ou como sua amiga com anorexia nervosa deveriam buscar primeiramente um psicólogo. O Governo e as instituições de saúde deveriam de uma vez por todas agregar esse profissional, pois até a psiquiatria o rechaça e baseia seu tratamento apenas em medicamentos que na maioria das vezes as pessoas não precisam. Na minha visão, uma avaliação psicológica seria o melhor caminho para cuidar de todas as preocupações previstas em lei e impediria que os médicos tomassem a decisão pelo paciente unicamente porque a opinião pessoal dele é a de não fazer, sendo que a vida não é dele. Sua amiga deveria denunciar o médico que a atendeu e falou aquelas coisas a ela e buscar psicólogo (a). Quanto a você, mudar de médico e não envolver parentes deveria ter sido feito desde o início, não acha?

11 05 2013
Ana

É COMPLETAMENTE inconstitucional e seria assim ainda que você fosse casada!!!! Mesmo que você não tivesse filho algum!!!!
Não posso fazer nada é desculpa de conformado ou mal informado!!!!

Em tempo: a lei exige o consentimento do cônjuge, então homem em tese também precisaria do consentimento da esposa para se esterilizar. A lei é, então, sexista é não necessariamente machista.

A discussão, no entanto, é MUITO válida! Parabéns por levantar essa ‘bola’.

19 05 2013
Marcelo Pirani

Era o que eu já ia perguntar: essa lei vale pro homem que quer se esterilizar? Se valer, então não é uma questão de feminismo, mas de controle do governo sobre TODOS nós, homens e mulheres.

Antes que alguém me chame de machista, eu fiquei revoltado em saber que isso existe, e ficaria ainda mais revoltado se soubesse que só vale pra mulheres. Mas a gente tem que entender direitinho por QUAL causa tá lutando, né? Neste caso, é a causa da liberdade de qualquer ser humano, não a do feminismo… ambas muito válidas, que fique bem claro pra quem gosta das coisas muuuuuuuuito bem explicadinhas. :)

Agora, se na prática a coisa for diferente, se pra homens solteiros é possível “dar um jeitinho” e pra mulheres não, aí a coisa muda.

10 05 2013
José Joaquim Marchisio

Gente, com todo respeito as varias posições, vejo que as pessoas estão tomando decisões intempestivas e o que o Governo pretende não é restringir o teu direito, até porque quem é o Presidente é uma mulher, mas vejoque a intenção deste tipo de procedimento, é que o processo seja refletido a várias cabeças para evitar que no futuro haja o arrependimento, quando a Ines já é morta. Recentemente vi uma notícia da BBC, onde um ingles há 25 anos passados tomou a decisão de fazer uma cirurgia de troca de sexo, e fez as expensas do Estado Ingles. Depois de 25 anos, ele se apaixonou por uma mulher, e aí entrou com o pedido de reconversão da cirurgia, e o Estado negou tal alternativa, que nem sei se é possível. Portanto acho que estas decisões muito graves, com consequenciaas futuras sérias, devem ser sim, brecadas e dificultadas, para as pessoas refletirem realmente se é o que elas querem, pois nem sempre os procedimentos são reversíveis. E quantas decisões tomamos sob o impacto de uma comoção? E isto é bom? É sensato?

11 05 2013
Luciana Antunes Rodrigues

Esse tipo de decisão quem tem de tomar é o paciente, mais ninguém. Um médico não pode se recusar a operar uma mulher dizendo como o médico da Bia, que postou aqui isso, que ela é nova e vai mudar de ideia. Médico nenhum pode dizer isso pelo paciente. quando há dúvidas do paciente, psicólogo resolve. Dificuldade deveria ser sanada com um relatório psicológico para mostrar que a pessoa tem certeza e exames físicos que mostram que a pessoa está em condições de passar pela cirurgia. A atitude que tomam de barrar querendo tomar decisão pelo paciente não deveria ocorrer.

10 05 2013
Catherine Guisso

Janaína, é melhor vc procurar outra médica ou levar o Art. 10 da lei federal 9263/96 que diz que você pode sim fazer a laqueadura pois tem capacidade civil plena e mais que vinte e cinco anos de idade, o artigo também coloca que é necessário o consentimento do marido somente se houver “uma sociedade conjugal”. Espero ter ajudado. Boa sorte.

10 05 2013
Glenda Kucharsky

Tou passada. Parece que voce encontrou um texto da sua avó no sótao e publicou aqui por amor à história. Mas sejamos práticas: coloca Mirena.

10 05 2013
Luciana Antunes Rodrigues

Eu também pretendo fazer laqueadura assim que puder lidar com os custos e a recuperação. Expus isso ao meu ginecologista e ele disse que eu não preciso da autorização de ninguém, que o corpo é meu, que não existe isso de Governo nem que tem de ter X idade e N filhos para fazer a cirurgia. Só é bom eu ter certeza porque relações tendem a acabar quando um quer filho e o outro não. Mais nada. Ele disse que alguns procedimentos como a laqueadura tem seus efeitos colaterais e eu preciso estar ciente deles, então assino um termo, e pronto. É ir feliz para a cirurgia. Agora me espanta essa ginecologista citada dizer o total oposto. Fiquei intrigada… Seria bom ela lhe mostrar documentos e provar o que diz em algum órgão público. Parece que a ética profissional dessa médica precisa ser investigada.

10 05 2013
BiaB

Luciana, compartilhe então quem é seu gineco. É uma joia rara, sério!

11 05 2013
Luciana Antunes Rodrigues

Tem razão, não havia pensado nisso. Aqui está:
Dr. Eduardo Roubaud Neto
Ginecologista e Obstetra
CRM: 101422
São José dos Campos/SP

9 05 2013
Jhenni

Não quero polemizar e nem começar um debate, apenas esclarecer que muitas pessoas como eu, que são radicalmente contra o aborto e por consequência contra a legalização, somos totalmente a favor do direito irrestrito a laqueadura, justamente por ser um procedimento que atua apenas no corpo de quem o solicita, não havendo o porquê de tantas restrições, já que não se trata de uma violência e sim de um legítimo poder de decisão sobre o próprio corpo.

10 05 2013
cris

na verdade a mulher pode sim fazer laqueadura (sem precisar da permissão de um marido) desde que ela tenha 2 filhos vivos e comprove e tenha mais de 25 anos.

10 05 2013
pedro

não é isso… tem que ser maior de 25 anos ou, caso seja menor de 25 anos, tenha ao menos 2 filhos vivos.

9 05 2013
thaisel

Absurdo e nojento. O mais bizarro disso tudo é que eu duvido que um homem para fazer vasectomia, mesmo que casado, precise do consentimento da mulher dele. ¬¬ Alguém sabe se precisa?

9 05 2013
thaisel

Ah, acabei de ler os comentários sobre a lei do planejamento familiar. Dúvida sanada! Força para nós, ao lidar com tanto machismo…

10 05 2013
rato

Não, não precisa. Mesmo casado, o homem pode fazer vasectomia sem nem mesmo a esposa saber disso.

Fonte: um familiar meu fez isso uns anos atrás.

10 05 2013
glaucyane

§ 5º Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.

10 05 2013
BiaB

Meu marido fez, aos 25 anos, com meu consentimento “informal” (eu consenti e apoiei, mas ninguém na clínica veio me perguntar nada). Não temos filhos.
No caso dele houveram uns contratempos (médico q, de última hora, quis faze-lo desistir, se negou a operar etc), mas meu marido fez valer sua vontade rebatendo todos os argumentos do médico.
No meu caso, estou em busca de laqueadura (ou Essure, q é bem menos invasivo) há 5 anos e NENHUM médico nem cogita a ideia, pq “sou muito nova” (30 anos) e “COM CERTEZA vou mudar de ideia no futuro”. ¬¬

9 05 2013
Paulo

Fiquei curioso. Sei que para fazer a vasectomia o homem também tem que se “qualificar” de acordo com diversas normas, mas não sabia se tinha que ter a autorização da mulher. sei que o assunto foi tocado aqui pra cima…mas não me convenceu.
Fiquei tão curioso que liguei em algumas clinicas de urologia… pelo telefone dão poucas informações, mas pelo que entendi das conversas em geral, QUALQUER homem, em QUALQUER idade pode passar pelo procedimento, contanto de que tenha bons argumentos p convencer o médico, isso pode estar talvez um pouco acima do que a lei determina… o que mostra ainda mais o absurdo, de que a sociedade valoriza mais seus padrões conservadores de julgamento do que a lei. curioso isso.

A mulher não tem parte nessa decisão.

quanto ao posicionamento do amigo la em cima, o alexandre… ele acha que você só pode julgar se quer ter filhos uma vez que já o tenha tido. Acho isso ótimo, até porque um filho não é uma coisa que dura, ou de trabalho, ou implique em responsabilidade… pega nada ter um filhinho só p experimentar, né? se você não gostar joga na lata do lixo. -SARCASMO,OK?- Se voce se arrepender por ter feito da cirurgia, vai passar o resto da vida triste. mas é SUA vida. se tiver um filho e se arrepender, vai arruinar não só a SUA vida, mas principalmente a do seu FILHO.

OBS. acho que vale mais saber que na pratica, independentemente da lei, é mais fácil p o homem se esterilizar.

7 04 2013
Lia

Janaina, eu tenho 34 anos, solteira, independente, vivo sozinha e sem filhos nem nunca tive desejo algum de te-los. Nasci com uma cardiopatia congênita que nao é grave e posso ter filhos se quisesse, no entanto isso poderia piorar exponencialmente a minha situação podendo me levar a uma operação de peito aberto no meio da gravidez mesmo.

Nao querendo ter filhos e mais com risco de operação de peito aberto, vc acredita que mesmo assim os meus médicos ginecologistas e cardiologistas acham um absurdo o fato de eu ainda nao ter tido filhos (quanto mais velha fico mais sao os riscos de gravidez perigosa) e uma inclusive me disse que eu devia arrumar qq um pra ficar gravida o antes possível! (quando perguntei sobre métodos mais eficazes porque como cardiopata nao posso tomar pílula nem nenhum método hormonal, so camisinha. E como mulher que nunca teve filhos tampouco me permitem usar DIU!!!!!!) ou seja para todos aqueles que dizem que existem MILHÕES de métodos anticoncepcionais, nao existem nao, existem milhões de formas de anticoncepcionais hormonais, se vc nao pode tomar um desses, vc so fica com os de barreira. Se romper, furar, ficar dentro de vc (como já me aconteceu) prepare-se para ficar histérica.

Eu acho tão babaca que nao me permitam fazer ligadura, nem por DIU…. sendo que NAO QUERO SER MÃE, e mais se eu for poderei ter um monte de problemas de saúde agravados.
NAO TENHO CONDIÇÕES ECONÔMICAS NEM DE SAÚDE PARA SUSTENTAR UM outro ser.

Mas isso nao sao motivos alguns, se vc é mulher vc nunca vai ser um adulto independente.

O meu método para evitar filhos e nao ficar apavorada se camisinha falhar? Abstinência. Foda, ne

7 04 2013
Lia

Uma coisa que eu me esqueci de comentar, mesmo que sim, uma gravidez provoca riscos para a minha saúde (um motivo que se prevê no hipócrita e antiga lei brasileira)mesmo assim nenhum medico quer se responsabilizar e fui a 5 médicos ginecologistas diferentes e 8 cardiologistas.
Tampouco duvido também que me seria permitido abortar. Mesmo cumprindo com o requisito “riscos de saúde pra mãe”
Engraçado que so pais desenvolvido permite a mulher opinar sobre o seu corpo, países atrasados, falso moralista e machista como o Brasil vc ta frito, e mais agora com tanta invasão dos evangélicos, nossa tamos ferrad*******

21 05 2013
Leticia

Lia, procure outro médico. Tenho 35 e não quero ter filhos, já cansaram de me falar q era legal colocar DIU, eu não quis, mesmo com oferecimento do médico, até pq tomo pílula e está ok. Talvez seja por alguma outra razão.

10 05 2013
glaucyane

Pelamordedeus!!! Nada a ver. A lei é clara, 25 anos OU dois filhos vivos. SE a mulher for casada, aí sim, o marido precisa concordar.

20 01 2013
Janaina Rochido

Oi, Bia, Joy e Anônima, as últimas comentaristas desse post – obrigada pela visita e pelas informações! Sim, tudo leva a crer que a médica que consultei ou não sabia direito interpretar a lei, ou não queria mesmo fazer a cirurgia. Outras pessoas já tinham falado a respeito disso aqui e eu achei ótimo, pois só reforça a minha intenção sobre isso. Pretendo procurar outros médicos depois. Mas, só pelo debate levantado e pela repercussão, já considero a coisa toda muito válida. =)

19 01 2013
BiaB

Não reparei se já comentaram isso aqui em cima mas a sua médica está jogando com a sua ignorância. A lei de planejamento familiar brasileira não diz NADA disso. Pelo contrário: qualquer pessoa plenamente capaz, maior de 25 anos OU com 2 filhos vivos pode optar livremente por esterilização definitva. Não precisa de autorização de conjuge nenhum, não precisa nem ter filhos, se for maior de 25 anos, não precisa nem ter 25 anos, se já tiver 2 filhos vivos.
O que aconteceu é que sua médica não quer fazer a laqueadura em vc e, pra não assumir a postura na sua cara, apostou (com sucesso) que vc não conheceria o texto da lei.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9263.htm
:)

7 04 2013
Lia

O problema que estamos num pais pro vida, hipócrita, machista, moralista, eu fui a 5 médicos diferentes, ainda nao achei nenhum que me permitisse fazer ligadura.

10 05 2013
Thyago Almeida

Bia e Janaina Rochido, na verdade, a lei fala que: § 4º A esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente será executada através da laqueadura tubária, vasectomia ou de outro método cientificamente aceito, sendo vedada através da histerectomia e ooforectomia.
§ 5º Na vigência de sociedade conjugal (ou seja apenas se existir a sociedade conjugal) , a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges (tanto para homem quanto para mulheres tem que haver o consentimento).
e se for solteiro é como a bia falou.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm http://www2.prsc.mpf.gov.br/conteudo/servicos/plan-assiste/orientacoes-e-tabelas-1/termo-consentimento-laqueadura.pdf

http://www2.prsc.mpf.gov.br/conteudo/servicos/plan-assiste/orientacoes-e-tabelas-1/termo-consentimento-vasectomia.pdf

18 01 2013
Joy

Olha, sua médica falou merda.

Lei 9263/96 (lei do planejamento familiar)

Art. 10. Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações: (Artigo vetado e mantido pelo Congresso Nacional – Mensagem nº 928, de 19.8.1997)
I – em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;
II – risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.
§ 1º É condição para que se realize a esterilização o registro de expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes.
§ 2º É vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores.
§ 3º Não será considerada a manifestação de vontade, na forma do § 1º, expressa durante ocorrência de alterações na capacidade de discernimento por influência de álcool, drogas, estados emocionais alterados ou incapacidade mental temporária ou permanente.
§ 4º A esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente será executada através da laqueadura tubária, vasectomia ou de outro método cientificamente aceito, sendo vedada através da histerectomia e ooforectomia.
§ 5º Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.
§ 6º A esterilização cirúrgica em pessoas absolutamente incapazes somente poderá ocorrer mediante autorização judicial, regulamentada na forma da Lei.
Art. 11. Toda esterilização cirúrgica será objeto de notificação compulsória à direção do Sistema Único de Saúde. (Artigo vetado e mantido pelo Congresso Nacional) Mensagem nº 928, de 19.8.1997

o parágrafo 5º quer dizer que SE você for casada sua laqueadura vai depender da outorga do seu marido, SE vc for casada. Se vc não é casada é |OBVIO que não precisa arruma um marido pra te autorizar.

18 01 2013
Joy

Gente, a lei diz que a mulher precisa ter mais de 25 anos OU 2 filhos vivos. Como um médico diz que a mulher com 1 filho não pode fazer laqueadura??? Se eu tiver 25 e não tiver filhos eu por lei, posso fazer sim laqueadura!!!!!!!!!!

31 12 2012
Os números de 2012 – o ano do engajamento « Janaina Rochido, jornalista

[…] em comparação com 2011, mas fiquei feliz em ver que o big hit esse ano foi o meu post sobre a polêmica da laqueadura para mulheres solteiras. As dúvidas e opiniões nos comentários vieram mostrar que, no Brasil, muito se fala, mas pouco […]

14 10 2012
Na europa.......

também é muito difícil uma pessoa esterilizar-se por vontade própria, há sempre aqueles que acham que por ter útero tem de parir porque é para isso que o útero serve. Mas acho que não é preciso autorização do marido para isso a lei portuguesa diz que quem tiver mais de 25 anos pode-se esterilizar sem restrições (claro que há todo o “mas tem mesmo a certeza? olhe que depois arrepende-se, eu se fosse a si ia parir primeiro, depois conhece um homem e quer dar-lhe filhos ou ele quer filhos seus e depois como é? ele deixa-a e é uma vergonha para si, e os seus pais acha bem priva-los de netos?”) E não acho nada precoce que uma pessoa de 31 anos se queira esterilizar eu ainda agora fiz 20 e já desde que… bem desde que me lembro que não quero filhos e já há mais de 2 anos (mais coisa menos coisa) que ando a fazer pesquisas sobre métodos de esterilização

28 07 2012
Alex Fader

1 06 2012
Dulce Drimel

Janaína, pelo visto regredimos muito. Pois em 1985 tive meu 2º filho com 30 anos de idade e fiz laqueadura e o médico nem consultou meu marido, eu que escolhi fazer a laqueadura.

1 06 2012
O corpo é seu, mas seu marido é quem decide II: A repercussão « Janaina Rochido, jornalista

[…] eu escrevi o post anterior a esse, sobre a minha conversa com a ginecologista sobre laqueadura, não esperava uma repercussão tão grande. O texto foi sendo compartilhado nas redes, atigiu mais […]

31 05 2012
Quelzita

Gente, o que me assusta mais, me deixando mais perplexa, é um negócio que se chama “medicalização do corpo feminino” e que nessas considerações se travestiu de “feminismo”. Ok, entendi, a questão é fazer o que se quer com seu corpo, porém, desde que, isso dependa única e exclusivamente de você e de sua vontade e não dependa de uma série de pessoas (profissionais – médicos, enfermeiros, etc) que acabam sendo envolvidas na “escolha desta liberdade” individual. Esta lei existe, e tem seu valor, para proteger os profissionais de situações em que as pessoas possam se arrepender (acredite, há uma fila enorme de mulheres que desejam fazer uma “religadura” e de homens também que desejam reverter a vasectomia), mas também para fazer as pessoas repensarem sobre “mutilações” definitivas, já que a contracepção cirúrgica é tida, em primeira mão, como definitiva. Além do mais, recomendo vocês olharem algo que se chama
Índice de Pearl, como no site abaixo, que mostra que contraceptivos injetáveis e o DIU, tem melhor ou similar eficácia à Laqueadura. Além do
que, o que chamo de medicalização, é a banalização da manipulação do corpo com procedimentos invasivos, como o é a laquedura, um
procedimento cirúrgico que pode ter complicações sérias, a ponto de
transformar um organismo saudável em um corpo doente. Pensem sobre.

http://saude.hsw.uol.com.br/metodos-contraceptivos9.htm

31 05 2012
Quelzita

Só para complementar a resposta, não é que eu não reconheça que exista uma limitação, uma norma, que tenha optado por um modelo de relação tradicional (patriarcalista ?), mas precisamos também resgatar porque esta lei foi feita, e, mais ainda do que resguardar os profissionais (que confesso não veriam mal algum em ganhar um dinheiro extra com uma cirurgia), foi feita pensando em proteger milhares de mulheres e adolescentes, pelo exemplo de muitas outras que já sofreram a violência de terem sido laqueadas sem a sua vontade (por decisão do pai ou de “outro dono qualquer”). Ok, você pode pensar, mas e eu que tenho possibilidade de decidir por mim mesma? Pode sim, talvez nisso poderia ser proposta alguma flexibilização possível (por meio de ação judicial?); mas lembrando que nossas certezas são voláteis e podem não se sustentar diante da morte de um filho ou da aquisição de um namorido doido para ter filhos…
Mais uma vez, reconheço a questão da limitação da decisão da mulher, mas temos que ver os outros ângulos desta mesma “realidade”.

31 05 2012
Claudia

Oi Janaína,
Tenho a mesma indignação que você! Tenho um filho de 17 anos, e quando ele nasceu tive pre eclampsia e fiquei com apressão alta, já fui em vários médicos para tentar fazer uma laqueadura, e a resposta e sempre a mesma “um filho só?” não pode! Não posso tomar anti concepcional por causa da pressão, então coloquei o DIU!
Essa não é a minha vontade e sim dos outros!

27 05 2012
JP

Concordo com o que já disseram aqui sobre a sua médica ter interpretado a lei com um certo equívoco, mas essa não é a questão agora e sim o direito da mulher sobre o corpo. A mulher com certeza deve ter o direito de decidir se quer filhos, se quer menstruar, etc e tal, mas sempre penso no caso de “E se já estiver grávida?” Acidentes acontecem e todo mundo deve ter a chance de corrigir um erro (se vir a gravidez dessa forma), mas muitas mulheres se esquecem da outra parte. Falo isso baseado no caso de um amigo meu que engravidou uma namorada e ela abortou a criança sem falar com ele (Nem preciso dizer que ela teve de recorrer a um carniceiro para poder realizar o aborto já que não se pode fazer isso com segurança nesse país) e só contou para ele depois. Ele ficou arrasado, chorou (Sim, um homem chorou!) porque sempre teve vontade de ser pai (Hoje ele já tem 3 meninas que ama muito, mas não é casado com nenhuma das mães, rs), ai me pergunto: A mulher quer ter o direito de abortar sem precisar da autorização do homem, mas um homem tem o direito de decidir se quer ser pai ou não? Não quero ser polêmico nem nada, é só uma questão que sempre me bate na cabeça, porque eu sempre vejo as pessoas falando “Ela engravidou e foi abandonada pelo parceiro”. Confesso que isso é algo que eu NUNCA faria, mas amigos meus já dizem que têm pavor de filho (E engraçado que ninguém nunca disse pra eles guardarem o pau dentro da calça e só tirarem quando casarem), mas é certo obrigar alguém a ser pai/mãe contra a vontade? Se não é certo com a mulher, por que é com o homem? Por que um homem não pode exigir um aborto de uma mulher, mas uma mulher pode privar um homem do prazer de ser pai? Tem toda a questão do corpo da mulher, sim é ela quem carrega, quem “sofre” mais com todo o processo e com certeza é maior o número de mulheres abandonadas após a gravidez, mas SIM, existem homens que querem ser pais e são privados disso porque a parceira decidiu abortar porque o corpo é dela, mas o filho não é só dela. Sei lá, isso me deixa confuso às vezes. O que vocês acham?

27 05 2012
Janaina Rochido

Oi, JP – acho sempre muito válida a reflexão que o seu comentário propõe, saber qual é a voz do homem que não é escroto a ponto de abandonar a parceira grávida. Acho que ela não é muito comum porque, infelizmente, a grande maioria abandona mesmo, sem pensar – ou – quase tão ruim quanto – assume o filho/a por pura obrigação, sem se importar muito com as outras implicações desse ato. Mas enfim, deixarei para os comentaristas debaterem a sua proposta.
Ah, sim: que tal você nos escrever um texto sobre isso? Você parece ser um cara coerente, acho que daria um texto legal. Podemos publicar aqui como guest post. Pensa aí e obrigada pela visita e pelo comentário. =)

18 01 2013
Anônima

A natureza foi ingrata com os homens nesse ponto. Sim, eles dependem da nossa vontade e conivência para serem pais. E acho mesmo que é daí que vem toda a opressão patriarcal em cima das mulheres. Uma bela maneira de nos impedir de dizer “não” ao desejo masculino por uma prole.
Sou da opinião que, na eventualidade da descriminalização do aborto, também deve cair por terra a obrigatoriedade irrestrita de assumir paternidade. Por que? Porque no momento em que um homem deixa claro que não quer uma criança – seja por que motivo for – ele não deve ser obrigado a assumi-la, caso a mulher tenha a OPÇÃO de não gerar essa criança. Só mesmo no caso do casal que escolheu ter filhos enquanto juntos, mas se separou depois, a divisão de responsabilidade é válida. Os dois decidiram, os dois arcam. Mas, se a mulher pode legalmente decidir por abortar ou por levar a gravidez a termo, não há razão lógica para que os homens sejam forçados a uma paternidade que não querem
Infelizmente hoje, legalmente falando, essa não é uma opção possível. Na medida em que as mulheres continuam sendo obrigadas a gerar e parir, independente de sua vontade, é apenas justo que os homens tenham sua parcela de participação, tal e qual a participação no surgimento da gravidez.
Acho que essa questão faz com que a luta pela descriminalização do aborto acabe sendo um bandeira masculina também.

19 05 2012
riazorsound

Olá, apanhei este blog por acaso e teve de ler duas vezes porque ainda não consigo acreditar… Achava que a Espanha e Portugal eram paises muito machistas, com nulas facilidades para a mulher com filhos, mas mesmo assim acho que aquí sería possível, não sei se pela saúde pública ou privada (mas acho que as dúas)….
Embora haja alguma pressão social, nomeadamente nas vilas pequenas, as mulheres na Europa decidimos sobre estas coisas, com maior ou menor dificuldade, e nesse aspecto a mudança ocorreu muito depois da chegada da democracia. Antes as mulheres precissavam de permisso do pãe ou marido para trabalhar ou abrir uma conta no banco. Achava que nesse aspecto o Brasil estava equiparado connosco…
Em muitos paises islâmicos a situação e pior…

19 05 2012
Filipe S. Rosa

Provavelmente isso já foi dito a você, mas em primeiro lugar, os procedimentos e exigências para esterilização voluntárias são aplicados a ambos os sexos, portanto não se caracteriza como uma inferiorização da vontade feminina. Em segundo, a autorização do cônjuge é obrigatória apenas para as pessoas casadas. Os requisitos para esterilização voluntária são: ter mais de 25 anos OU ter dois filhos OU a gravidez possa acarretar risco a mulher e SOMENTE NESSE ÚLTIMO CASO é que é necessário o depoimento de 2 médicos (e não três). Em todo caso, para fazer o procedimento é necessário um intervalo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, onde o Estado vai tentar te convencer a mudar de ideia. A cirurgia pode ser feita tanto em hospitais particulares quanto públicos.

Há algum tempo atrás eu pensei em fazer vasectomia e um urologista que consultei me passou o número da lei.

A lei que rege o planejamento familiar é a n° 9263/96

http://segundomelhor.wordpress.com

19 05 2012
Bárbara Blixen

Olá! Eu trabalho numa unidade de saúde do SUS e lá é ainda pior: não´só o marido tem que assinar, como só realizam mesmo a cirurgia em mulheres com mais de dois filhso, geralmnete com mais de 3 ou 4… A nossa realidade de um filho ou dois é completamente diferente da realidade de um monte de mulheres.
Eu acho um absurdo o marido ter que assinar. Aliás, já acho absurdo que tenha que existir um marido. Em pleno 2012 quando se discute coisas muito mais polêmicas, esperar que toda mulher adulta seja casada e tenha um marido que a permita fazer uma cirurgia ou qualquer outra coisa, é no mínimo maluco.
Pela minha experiência, se você em algum momento realmente se decidir a fazer a laqueadura, vai ter que conseguir um advogado ou encontrar uma médica mais corajosa do que a sua, porque tem mulheres que fazem a cirurgia e se arrependem e depois processam os médicos (conheço dois casos) porque se “arrependeram” mas na verdade só querem ganhar dinheiro. Muitos médicos concordam com o seu ponto de vista, mas diante dessa possibilidade quase nenhum faz a cirurgia em que só tem um filho (no seu caso esse seria o único impedimento, ja que você é divorciada; sua médica está “viajando”). Tem gente ruim em todo lugar, né? Acho que também tô misantrôpa…
Nada me irrita tanto quanto esse machismo que ainda existe. Todod mundo fala que as mulheres conquistaram muitos direitos, como se já fosse suficiente. Credo! Ai, tô sem paciência pra essas coisas!
Abraço!

19 05 2012
@alexandregreis

Mas a mulheres vivem reclamando dos direitos, da falta de valor … em fim… Sou casado e defendo o casamento, meu casamento não é o “perfeitinho”… mas tem funcionado bem com respeito, e amor!

só que me expressei assim “mulheres fechem suas pernas” porque é a mais pura realidade, mulheres solteiras que estão sofrendo literalmente por elas mesmos não se darem o valor…ou terem feito a escolha errada…Eu sei o que estou falando…
Os textos citados pela Iris de Romanos e Lucas citados .. tratam de julgamento e hipocrisia, eu não julguei em momento algum, só expressei minha opinião, é o que eu já vivi… afinal cada um faz o que quer.

A COLEGA disse que é obrigada a colocar o nome do marido… Se o marido impõe isso e a esposa não quer então eu sugiro que a mulher deva rever sua decisão de se casar com um cara que de cara já quer impor que a mulher coloque o nome dele…(a minha esposa falou que não queria mudar o nome eu disse: ok, pra mim não muda nada o sobrenome? casamos mesmo assim)…
Não sou hipócrita e nem estou julgando as decisões de ninguém…(julgar é bem diferente) vou usar a fase muito dita ai afinal “ninguém é de ninguém”
Usei a bíblia para me expressar pois sou cristão e isso não define se sou melhor ou pior que ninguém aqui… com certeza existem gente melhor que nós cristãos… mas a bíblia pra mim é uma referencia e nos confronta a mudar…
Agora me chamar de hipócrita, rsrsrsr… seria se eu simplesmente postasse um texto como anônimo e ficasse assistindo as revoltas…!
Eu penso assim e a Janaina pensa “assado”, você de outro modo… REPETIINDO … É MINHA OPINIÃO!

A Janaina me conhece pessoalmente…e se vocês quiserem me conhecer melhor.. será um grande prazer….vamos marcar o churrasco Jana… huhuaha …
respondendo a curiosidadezinha Luciana Hilst . não me casei virgem, muito pelo contrário eu pegava geral, a mulherada carente é só abrir a porta do carro e boa! eu pensava muito assim mesmo… “ninguem é de ninguem” Eu sei o que é isso… eu conheço e conheci.. mas pouco importa pra vcs né minha experiência kkkkkk ?…
Com muito respeito a todos vocês… “quem nao muda de ideia é pq nao as tem” mudei e respeito a opinião de cada um…
Janaina vc sabe que eu sou um FANFARRÃO rsrsrsrsr…. e te amo viu amiga! me desculpe se eu ofendi alguém ai principalmente você… mas eu não consigo segurar meu dedo quando eu vejo uma caixa de texto escrita assim “deixe sua opinião”.. e tem gente que vai ficar revoltada por eu falar de Deus.. mas para infelicidade de uns e a realidade é que eu sou CRENTE MESMO! kkkkkkkkkkkkkkkk…..
bju e abraço !

26 12 2012
Julio Costa

Mulher fechar as pernas? Vocês homens que precisam parar de endurecer o pênis

19 05 2012
Maria Oliveira

Como em 1700, 1800, nós continuamos exatamente debaixo da lei pesada que restringe direitos as mulheres.

18 05 2012
Kátia Pozzer

Janaína, fiquei intrigada com essa declaração de que a laqueadura só poderia ser feita se a mulher fosse casada, então fui atrás da veracidade desta informação. Achei que pudesse haver alguma lacuna na lei. Então a procurei e a li. Mas não há lacuna alguma.
Veja o artigo 10, §5º, da Lei 9263/96: “Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges”. Ou seja, só há necessidade de consentimento do marido se houver uma relação conjugal (obviamente).
Me parece que isto foi um grande engano da sua médica! Ou, outra possibilidade, é que a homologação do divórcio entre você e seu ex-companheiro ainda não tivesse ocorrido e por isso ainda seria necessário o consentimento dele.
Minha sugestão, em 1º lugar é que você procure outro médico. Se você for realmente solteira (legalmente) e houver novamente uma recusa, sugiro então que procures um advogado.
Boa sorte!

19 05 2012
Janaina Rochido

Kátia, muito obrigada pelo comentário e pelas informações. Na verdade, eu sou separada já há muuuuuito tempo e perguntei sobre a laqueadura para a médica mais a título de curiosidade do que realmente por estar decidida a isso. O que eu queria com a conversa, na verdade, era me certificar que poderia fazer, caso assim decidisse. Depois de ler todos os comentários aqui, também acredito que a médica se enganou em certas partes, ou então não fez questão de me dar muitos detalhes mesmo, já que eu estava só especulando e essa era a nossa primeira consulta ainda. Já consegui me orientar bem melhor através do debate aqui, mas ainda fica aquele mal-estar: porque não pode ser só o dono do corpo para decidir? Um abraço!

19 05 2012
Kátia Pozzer

De nada, Janaína! Espero que tenha sido esclarecedor o meu comentário. Os nossos legisladores não são tão ruins assim… ;)
O problema, às vezes, é a interpretação das leis.
Só mais um detalhe a ressaltar, os requisitos para se poder fazer a laqueadura são: ter mais de 25 anos OU já ter ao menos 2 filhos. Ou seja, não são requisitos cumulativos.
Para maiores informações, leia este site:

http://www.redece.org/mclaq.htm

Abraço! ;)

19 05 2012
Paulo Rená

Janaina, entendo a sua consternação, mas será que nesse caso não se trata menos de uma pauta feminista e mais de uma pauta de planejamento familiar? Se entendi bem (posso estar errado) parece-me que também a vasectomia dependeria de uma autorização da esposa, não? Quero dizer, é uma regra que vale igualmente para homens e para mulheres, não? E – aproveitando para ampliar o debate – para homens e mulheres gays inclusive, caso em que essa restrição poderia estar sendo imposta em um casal de mulheres. Entende?

Creio que sua médica se equivocou na interpretação da norma legal. Essa restrição só se aplica a quem tem conjuge, não a quem for solteiro. Posso estar errado, claro, mas me parece a leitura mais adequada.

18 05 2012
José Eduardo

Olha que interessante, a lei é ambígua. Aqui fala que “Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.” Vale ressaltar que existe o termo “Na vigência”, ou seja, apenas se ela for existente. Se ela for inexistente, pode-se interpretar apenas com o primeiro parágrafo “É condição para que se realize a esterilização o registro de expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes.” Ou seja, a lei é favorável, mas os médicos é quem estão interpretando-a errada. Você até poderia recorrer a um advogado, mas existe o seguinte pré-requisito: “em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;”. Ou seja, você É dona de seu próprio corpo, mas só a partir de dois filhos. Pelo menos agora não é mais nem uma questão de machismo, e nem uma questão de moralismo ou tabus. É apenas biológica. Faith in Brazil restored (pelo menos um pouquinho, dois filhos é dose).

19 05 2012
Janaina Rochido

Oi, José – obrigada pelo comentário e por todas as informações que você trouxe sobre a questão. Achei suas colocações bem coerentes e esclarecedoras, e confesso que não fui a fundo para conhecer a lei que você citou mesmo não. Mesmo estando menos revoltada, ainda não entra na minha cabeça que você – homem ou mulher – dependa de um compromisso e da autorização de OUTRA pessoa para decidir sobre uma coisa tão pessoal. E ainda por cima a exigência de DOIS filhos, gente… quem tem dois filhos hoje em dia? Sobre a idade eu até concordo – é preciso ter algum tempo nessa vida para saber se vale mesmo a pena uma atitude tão definitiva. Mas no mais… a única conclusão a que chego é que é preciso debater e questionar MUITO a validade desses parâmetros nos dias de hoje. Veja o quanto já mudamos desde 1996 – a legislação precisa acompanhar essa marcha. Um abraço!

19 05 2012
Carol

Não entendi, por que PRECISA de dois filhos se o texto diz “vinte e cinco anos de idade OU, pelo menos, com dois filhos vivos”? digo, tem o “ou” aí.

19 05 2012
Kátia Pozzer

Oi José!
Leia novamente o teor do artigo que mencionaste: “(…) em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade OU, pelo menos, com dois filhos vivos (…)”.
Os requisitos, portanto, são: ter mais de 25 anos OU ter mais de dois filhos vivos (ou seja, menores de 25 anos que já tiverem 2 filhos também podem fazer a laqueadura). ;)
Abraço!

18 01 2013
Joy

Comentario perfeito. O entendimento eh esse ai. Os medicos nao conhecem a lei direito ou estao fazendo isso de sacanagem. Convenhamos, n teria o menor cabimento impedir uma solteira de se de se esterelizar se ela tem 25 anos ou 2filhos (requisitos impostos pela lei de planejamento familiar). Preenchidos os requisitos, vc n precisa arrumar um marido. Sugiro q vc imprima a lei e uma pesquisa em sites juridicos e esfrega na cara dessa gineco e de outros q defecarem pela boca.

13 05 2013
juliadmoller@gmail.com

José a lei diz ” maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos”

“ou”, se uma garota de 18 anos tiver 2 filhos, ela pode requerer este direito, e se tiver 26 anos ou mais, ela não precisa ter nenhum filho
A lei é rigorosa para que não haja abusos, como uma pessoa ser esterilizada sem seu consentimento, como forma de tortura; ou que tenha solicitado isto sem a verdadeira compreensão do que estava solicitando.
Por isto também eles dão um prazo para que a pessoa reflita sobre sua decisão.

As leis são cheios de se ou, caso… e é nessa que a gente se perde

18 05 2012
Aline

Comentando apenas pra dizer que “estou sem palavras”!!! #Revoltante

18 05 2012
Adriana Mendes

Janaína, fiquei de cara também, dessa eu não sabia! Sou cada dia mais feminista e, infelizmente, o feminismo precisa existir no mundo. Agora, caro Alexandre, falar para as solteiras fecharem as pernas até arrumar marido, além de moralista é um tanto quanto ofensivo. Acho que usar camisinha é ainda a melhor forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis, negar a sexulidade vai contra a natureza!
Tenho um blog também, dá uma passada por lá http://www.etudoverdademesmo.blogspot.com

18 05 2012
José Eduardo

Só a nível de esclarecimento, a lei em questão é a LEI Nº 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996, que fala que AMBOS homem e mulher devem ter a autorização do conjuge para a “esterilização voluntária”, fazendo disso portanto, não uma questão de machismo, e sim de perduração de tabus ultrapassados que não beneficiam nem homem nem mulher.

18 05 2012
Lu

Incrivel q leis como esta sobrevivam em pleno 2012… Acho q poderíamos começar um movimento para alterar leis arcaicas como essas permitir q homens e mulheres decidam sobre seu próprio corpo.

18 05 2012
Iris

Querida autora,
adorei seu texto e estou tão revoltada quanto você, mas preciso tirar algo do peito antes de comentar:

O PRIMEIRO COMENTÁRIO AQUI DIZ QUE “o correto é que as mulheres solteiras fechem suas pernas e só abram quando arrumar um marido”… é isso mesmo que eu li??????????????????????????? (e, não, não estou falando da concordância verbal vergonhosa)

Não, “a sociedade não é machista”, colega… imagine! As mulheres pelo visto têm todo o direito de fazer o que quiserem com o próprio corpo… tipo, sei lá, sexo quando, com quem, quantas vezes e por quaisquer motivos desejarem!
Guarde seu moralismo pra si, sua lei pessoal/religiosa não te dá direito de comandar os outros e opinar sobre o comportamento das mulheres. E leia a Bíblia de novo, porque julgar os outros e obrigá-los a viver como você é tão condenável quanto a imoralidade (Lucas 18:9-14 ou Romanos 14:10-13). Ou você só usa PARTE da religião pra defender sua opinião pessoal? O importante é se exaltar, exaltar seu casamento, exaltar suas escolhas e condenar a todos os outros como um reizinho? Belo moralismo!

Enfim, que horror. Que horror.
Eu estou chocada. Estou desmotivada e deprimida.
Quer horror. É essa a nossa sociedade civilizada e evoluída?
QUE HORROR!

Parei. Vou lá organizar um protesto contra essa regra ESCROTA e já volto. Compartilhem a má-notícia, silenciar nunca!

18 05 2012
Luciana Hilst

Olha, o mais interessante é você (ou eu, ou todas nós) precisar de autorização de um “marido” para fazer uma laqueadura que só vai impedir que você tenha filhos. Sim, porque o “marido” continua livre para espalhar sua semente.
Essa lei é uma palhaçada retrógrada e machista. Como é que a gente faz quando precisa mudar uma lei? Alguém aí sabe?

18 05 2012
ludimylarusso

Sabe que, recentemente, vi uma reportagem no G1 (http://goo.gl/oFcNR) justamente falando sobre a simplificação do procedimento da laqueadura e decidi que quero fazer. Na reportagem, apenas disso que, mulheres sem filhos precisam ter uma autorização assinada em cartório e mais de 25 anos. Inclusive, lá está escrito que o procedimento é irreversível mas que existe uma possibilidade de gravidez através de inseminação artificial e nem entrou nesses detalhes de ter que ser casado para que essa decisão seja tomada em conjunto. Acho que a sua medica se equivocou ao passar essa informação.

Eu decidi não ter filhos at all aos 19 anos, depois de ter passado por um trauma xpto e hoje com 30, essa decisão não mudou.

Sou casada (no cartório e tudo SEM o sobrenome do meu marido, rs) e meu marido também não quer ter filhos e em nenhum momento se opôs a minha decisão nem quando éramos apenas namorados.

Acho extremamente ignorante essa postura do governo em proibir o aborto, dificultar procedimentos preventivos e deixar por ai bebês sendo jogados no lixo entre outras coisas. Ou por exemplo, justificar opiniões citando a Biblia. Mesmo porque esse livro foi escrito em uma época totalmente diferente da que vivemos hoje inclusive tem um monte de teorias comportamentais escritas lá que o senhor acima segue porque não deve ser conveniente.

Continuando, (desculpe fazer um post no seu post), acho que sim, podemos nos “castrar”. Melhor que encher esse mundo ridiculo que vivemos hoje de filhos sem ter condições de criar.

Nesse ultimo dia das mães rolou uma pressão desnecessária sobre o assunto inclusive ouvi o absurdo que “uma mulher que não tem um filho não é completa”. Eu não acho. Pra mim, estar completa é ter a minha independencia e conquistas pessoais, não ter um filho.

19 05 2012
Janaina Rochido

Olá, Ludimyla, e obrigada pelo comentário! Pelo que li dos outros que vieram aqui e deram suas opiniões, realmente a médica me passou menos informações que o necessário para o caso de uma cirurgia – só não sei se foi assim por se tratar de convênio, ou se é a mesma coisa no âmbito público e particular. Enfim – ainda estou com uma sobrancelha levantada sobre todas essas exigências! Gente, porque DOIS filhos para você decidir se é hora de parar? Há mulheres que não precisam nem de um para saberem que a vida está boa assim – veja seu caso mesmo. Tem horas que olho para a situação da mulher em pleno 2012 e desanimo muito de um dia ver um a legislação evoluída e que nos atenda enquanto mulheres cidadãs num sentido amplo, que não nos entenda só como esposas e mães. Mas logo depois eu percebo que, para cada uma que desanima, uma lei que nos cerceia ainda mais ganha força – então é preciso debater e questionar sim, sempre.
Um abraço!

11 05 2013
fernando

Eu acho que aqui estamos ara dar opinião sobre o texto e não atcara a religgião dos outros dpeois não gopsta quando flaamos mal do feminismo ! Quanto a ter oconsetimento do marido acho valido !! E acho que o marido também deve fazer vasectomia só com a permissão da esposa posi se est]ão casados tudo tem que ser feito emm conjunto sem essa de que ocorpo e meu se for assim que fique solteira ou solteiro se não viva nas regras ! Deve sim se pedir permissão ao marido ou a esposa !!

18 05 2012
liviaadutra

Nossa… “mulheres fechem suas pernas” choquei!!!!

18 05 2012
@alexandregreis

Poxa… amiga! concordo com alguns aspectos! mas…gostaria de expressar minha opinião! rsrsrs …
Muito bom seu ponto de vista e eu acho que não é feminista, se trata do direito seu de decidir ter um filho ou não..(melhor dizendo prevenir) acho melhor mesmo prevenir que sofrer um aborto, por exemplo.
Mas a maioria das leis são voltadas para família… não é por causa da sociedade que é machista é porque os direitos constitucionais tendem a igualdade …

Eu tbm como homem não posso fazer vasectomia sem a autorização da minha esposa isso é mútuo, mas você pode fazer laqueadura numa clinica particular, é complicado porque envolve Lei… e Você segundo a Lei pode processar o médico por ter feito, por isso é “proibido”, para evitar processos e a ética os médicos não fazem…

Agora não sendo moralista, imagine se você quer prevenir um filho? existem outros métodos que todos nós sabemos, mas eu gostaria de frisar um risco que a maioria das mulheres correm alem de contrair uma gravidez podem contrair uma DST e isso com certeza pode ser muito pior que uma gravidez indesejada… então eu acho o correto é que as mulheres solteiras fechem suas pernas e só abram quando arrumar um marido.

Sei que parece difícil mas existe casamentos que dão certo…
Uma última coisa…no casamento o homem e a mulher deve haver confiança total e amor, ” O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta” 1cor:13.

Eu e a minha esposa decidimos não ter mais filhos além dos dois que temos, estamos satisfeitos e se agente quiser mais um filho adotamos, pois nos decidimos pela minha vasectomia.

Se as mulheres não se dão valor quem é que vai dar?

“mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido. [ para não saírem desenfreados(a) pegando geral, aumentando a imoralidade não se dando valor]
O marido deve cumprir os seus deveres conjugais[transar] para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido.
A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.[homem e mulher tem direitos iguais, em um comum acordo]
Não se recusem[não deixem de transar] um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. 1 Coríntios 7:2-5.

Bju e abraço!!!

18 05 2012
nina caetano

não querendo ser moralista, mas sendo, não é alexandre? claro que você tem direito de manifestar sua opinião, mas ela é moralista sim. “se as mulheres não se dão valor, quem vai dar”? “que as mulheres solteiras fechem suas pernas e só abram quando arrumar um marido”? sim, você é moralista. e, duvido, que um homem solteiro precise se casar e pedir autorização para a mulher se quiser fazer uma vasectomia… mesmo porque, em geral, a gravidez, principalmente de uma mulher solteira, é vista como problema feminino. os homens são ensinados a espalhar sua semente, a mulher que se cuide.

18 05 2012
José Eduardo

O homem precisa sim. LEI Nº 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996. Sempre vejam todos os fatos sobre o assunto antes de tirarem conclusões precipitadas.

18 05 2012
Luciana Hilst

Caralho! Ele só esqueceu um detalhe: os outros homens e as outras mulheres, também TÊM O DIREITO DE NÃO SEREM CRISTÃOS e não darem a mínima pro que está escrito na Bíblia. Bom dia, Alexandre! esse seu discurso é muito bonitinho, só que desde que os dois acreditem e concordem com ele e as pessoas não tem todas a obrigação de crer no mesmo que você!
Agora… curiosidadezinha… conta, vai, Alexandre?!?! VOCÊ casou virgem?

18 05 2012
José Eduardo

O problema é quando o homem/mulher é um cretino(a) e abandona a(o) mulher/marido à mercê da sorte com um bebê e nem quer saber nem mesmo de botar o nome (e realmente nem merecer ter seu nome perpetuado). Antigamente era mais difícil acontecer, mas hoje em dia, as pessoas tem mais consciencia de seu poder de escolha, tanto pro bem quanto pro mal. Por isso, sou a favor de o único pré-requisito para fazer essa cirurgia é ter um(a) filho(a), assim evitam-se arrependimentos posteriores, além de que com certeza um(a) pai/mãe vai ter experiência o suficiente pra saber que quer mais ou não.

19 05 2012
Carol

hahahah cara, calado você ainda tá errado. isso tudo se trata de saúde pública e direitos civis, e não das suas experiências religiosas. vá pregar o evangelho em outro canto, não nas leis do meu país (que é de todos).

18 05 2012
liviaadutra

RÁ!
Tem uns bons 4 anos que tomo remédio pra não menstruar e todo mundo fica chocado dizendo um monte de babozeiras machistas… Faça o mesmo! Tome comprimidos não menstrue e vc não terá filhos. Eu não quero um filho agora. Nem daqui a pouco. Talvez quando eu tiver dinheiro sobrando.

18 05 2012
José Eduardo

Como já devo ter falado algumas vezes, não é questão de machismo, e sim de perduração de tabus antigos impostos pela nobreza européia não vinculada à igreja. E quanto ao remédio, você faz bem em usar. A mulher só tem vantagens ao usar (exceto que vai ter que gastar $$, mas os benefícios compensam), e quando quiser ter filhos, é só parar de usar.

18 05 2012
Érico San Juan

Janaina, eu já acho um absurdo mulher colocar o sobrenome do marido quando se casa. Imagina essa situação que você expôs, então. Uma afronta. Ninguém é dono de ninguém. Respeito e bom senso acima de tudo, sempre.

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